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Liga da Justiça: Joss Whedon fala pela primeira vez sobre acusações de Gal Gadot e Ray Fisher

Por Chris Rantin

A novela envolvendo Joss Whedon e a Liga da Justiça já é antiga. Desde que o diretor foi escolhido pela Warner para assumir o projeto de Zack Snyder — afastado do cargo após uma tragédia familiar — surgiram inúmeras críticas e acusações ao comportamento de Whedon nos set de filmagens. Ele é acusado de ter uma conduta racista por Ray Fisher, o Ciborgue, e de ter ameaçado a carreira de Gal Gadot, a Mulher-Maravilha. Agora, o cineasta falou pela primeira vez sobre o assunto.

Em uma longa reportagem da NY Magazine (via Vulture), Whedon falou sobre seu envolvimento no projeto do DCEU. Ele também aproveitou para rebater todas as acusações, ora dizendo que foi um mal entendido, ora sugerindo que estava sendo vítima de perseguição.

Falando sobre Gal Gadot, que já havia confirmado que Whedon havia ameaçado acabar com sua carreira caso ela se recusasse a gravar uma de suas novas cenas, o diretor disse:

“Eu não ameaço pessoas. Quem é que faz isso?,” questiona. “[Mas] o inglês não é a primeira língua dela, e eu tendo a ter um discurso irritantemente floreado.” 

Gadot respondeu à NY Magazine via email, que entrou em contato em busca de uma declaração sobre a fala de Whedon. A atriz disse: “Eu entendi perfeitamente.”

Em outro momento da reportagem, o diretor fala sobre Ray Fisher. O intérprete do Ciborgue tem sido muito transparente em suas críticas para com a Warner Bros., deixando claro que houve conduta inapropriada no set de refilmagens de Liga da Justiça e que foi vítima de racismo por varias partes — incluindo de Whedon, que teria tentado clarear o tom de pele do ator na produção. Em comparação com a versão de Zack Snyder, a versão que chegou aos cinemas do filme cortou praticamente todas as cenas relevantes do ator.

Ray Fisher como Ciborgue

Whedon, no entanto, justifica o corte e todas as alterações dizendo que Fisher é um ator ruim — e que ele não era o único a pensar isso. Segundo ele, o ator esteve presente nas discussões sobre as mudanças envolvendo o Ciborgue e que ambos tiveram uma boa relação de trabalho.

“Nenhuma das acusações são verdadeiras ou merecem ser discutidas,” rebate. “Estamos falando de uma força maléfica. Estamos falando de um ator ruim, nos dois sentidos da palavra.” 

Por fim, o diretor sugere que é perseguido pelos fãs de Zack Snyder — ou os Snyder Bros, como ele prefere chamar — sofrendo represarias por ter assumido o projeto a pedido da Warner.

“Eu não sei quem começou [a campanha de ódio contra ele],” disse. “Eu só sei no nome de quem ela foi feita.” 

Entre os xingamentos e críticas que recebeu desses fãs do Snyder, a NY Magazine diz que Whedon foi chamado de mau feminista e um péssimo marido. O diretor rebate:

“Eles não dão a mínima para o feminismo. Fui transformado em um alvo pela minha ex-esposa, e as pessoas exploraram isso de forma cínica. […] Ela divulgou uma carta dizendo coisas ruins que eu havia feito e dizendo algumas inverdades sobre mim, mas eu havia feito as coisas ruins, então as pessoas sabiam que eu estava disponível [para ataques].” 

Vale lembrar que fãs do Snyder Cut não foram as únicas pessoas a se pronunciarem contra Whedon — nem mesmo pessoas que poderiam ter problemas com inglês. Após as denúncias de Fisher, Charisma Carpenter e  Michelle Trachtenberg de Buffy: A Caça-Vampiros falaram sobre a conduta abusiva do diretor.

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sobre o autor Chris Rantin

Jornalista • Editor • Mestrando em Comunicação pela UEL • Instagram e Twitter: @Chris_Rantin • "Eu sou o fogo e a vida encarnados. Agora e para sempre eu sou a Fênix!"