Prévia: Blade Runner: Black Lotus procura sua identidade em episódios cheios de ação

Capa da Publicação

Prévia: Blade Runner: Black Lotus procura sua identidade em episódios cheios de ação

Por Gabriel Mattos

A Crunchyroll está investindo pesado em novas produções originais para diversificar seu catálogo. Desta vez, a gigante do streaming dos animes trouxe um novo capítulo da franquia Blade Runner em parceria com o Adult Swim. Denominado Blade Runner: Black Lotus, a série é produzida pelo estúdio Sola Digital Arts, uma empresa especializada em CGI.

A Crunchyroll convidou a Legião para assistir antecipadamente aos dois primeiros episódios do anime e apesar do roteiro não empolgar muito, os cenários absurdamente imersivos conseguem vender a atmosfera da franquia. Mas será que isso compensa?

O peso de um legado

História demora a decolar e personagens são muito inocentes.

Black Lotus tem a difícil missão de alcançar as expectativas dos fãs de Blade Runner: O Caçador de Androides e Blade Runner 2049, considerados por muitos uns dos maiores filmes de ficção científica já feitos por Hollywood.

Com um orçamento muito menor, o anime tenta focar seus esforços em trazer um roteiro cativante. A trama acontece entre os longas, na Los Angeles do ano 2032 onde uma mulher acorda sem lembranças de sua vida, mas com habilidades de luta letais que a colocam em perigo. Ela então precisa descobrir o segredo de seu passado enquanto sobrevive aos ataques de uma gangue misteriosa.

A premissa pode parecer interessante no papel, mas na prática este mistério não decola. Pelos olhos perdidos da mulher misteriosa, o mundo rico de Blade Runner parece ordinário e vazio, simplesmente porque ela não sabe explicar para o público nestes primeiros episódios exatamente o que o torna tão interessante. Isso pode mudar no futuro, mas neste começo acaba sendo frustrante.

Black Lotus parece uma dessas séries que começa fraca e vai engatando ao longo dos episódios. O enredo do primeiro capítulo não revela muita coisa, mas as cenas de luta muito bem coreografadas acabam compensando os momentos mais arrastados da história, onde nada parece avançar.

Nas lutas, é onde este anime verdadeiramente brilha. Mesmo sem entender como, a protagonista sabe lutar como ninguém e temos a impressão que ela pode derrotar qualquer adversário. Se por um lado isso diminui a sensação de perigo das cenas, por outro torna o anime um grande espetáculo visual.

Identidade perdida

Batalhas empolgam, mas o visual dos personagens não entrega muito

Espetáculo este que não é visto nos próprios personagens. Visualmente, o anime parece uma cena de um jogo antigo do PlayStation 2. Talvez algo que você encontraria em algum Final Fantasy ou Resident Evil, de modo que as expressões não são muito convincentes, mas as ações continuam impactantes.

A impressão geral é de uma produção genérica, sem identidade própria. Nem o próprio universo de Blade Runner é muito explorado até os momentos finais do segundo episódio. A história terminou em um grande plot twist que pode levar a trama a um ponto muito interessante, mesmo que o apresentado não tenha me deixado muito confiante.

De modo geral, Blade Runner: Black Lotus é um grande risco. O anime tem o potencial de se tornar algo bastante positivo, se os produtores decidirem importar mais elementos que tornaram os filmes tão icônicos. Se não conseguir encontrar a sua própria essência, se não entender o que esta história pode acrescentar a franquia, Black Lotus arrisca se tornar mais um derivado esquecido pelo tempo.

Qual será o verdadeiro destino deste anime? Só o tempo dirá. Enquanto seu lançamento não chega, fique com o trailer desta aventura:

E aí, o que achou de Blade Runner: Black Lotus? Disposto a dar uma chance para esta história? Não deixe de comentar!

Blade Runner: Black Lotus, uma produção original da Crunchyroll e do Adult Swim, estreia no dia 13 de novembro na Crunchyroll.

Imagem de perfil
sobre o autor Gabriel Mattos

Editor, repórter correspondente de Wakanda, caçando Pokémon por onde eu vou! Sempre nas lives da Legião! • @gabeverse