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Afinal, por que os novos desenhos do Cartoon são tão parecidos? 

Por Cristiano Rantin

Atualmente, uma das reclamações mais recorrentes na internet é a identidade visual dos novos desenhos. Basta o reboot de uma animação antiga ser anunciado para inúmeros adultos irem em suas redes sociais criticar os traços mais simplificados e arredondados — o que resulta no que é chamado de estilo infantilizado — do novo produto.

Comentários criticando a falta de originalidade das obras atuais são frequentes, normalmente juntos da infame imagem que junta Steven Universe, Star vs as Forças do Mal, Gravity Falls e O Incrível Mundo de Gumball (ainda que não sejam as artes oficiais dos personagens, mas algo distorcido para provar um argumento) afirmando que a nova geração de cartoons é algo sem identidade e mais do mesmo. 

Mesmo que, dentre os exemplos citados, todos eles possuam histórias e narrativas distintas, é reconhecível que eles carregam uma estética um tanto semelhante nos traços e animação. Isso se deve ao fato de que a nova geração de animações tende a seguir o estilo CalArts.

Mas o que exatamente é esse estilo? 

O que é CalArts? 

O Instituto de Artes da Califórnia

CalArts é uma abreviação para Instituto de Artes da Califórnia, uma universidade particular de artes e cinema, co-fundada por ninguém menos que Walt Disney. Sim, a mente criativa responsável por um dos maiores impérios atuais ajudou a criar esta escola. 

Junto do seu irmão Roy, Walt Disney criou a CalArts em 1961, unindo outros institutos sob uma única bandeira. Assim o Instituto de Arte Chouinard e Los Angeles Conservatory of Music foram unificados e transformados na nova instituição. Em 1970 a CalArts finalmente foi aberta, contendo programas em arte, design, música, teatro, dança e cinema. 

“CalArts é a principal coisa que eu espero deixar quando eu for embora,” disse Walt Disney. “Se eu puder ajudar a fornecer um lugar para desenvolver os talentos do futuro, acho que terei realizado algo.” 

Segundo o site oficial do CalArts, Walt investiu nos seus planos de criar a instituição e estimular futuras gerações de artistas, para que a fantasia nunca tivesse fim e que o futuro fosse cada vez mais inovador. Por isso, sua ideia era criar uma comunidade multidisciplinar de artes, cobrindo diversas áreas e trabalhando em torno de artistas que já tinham experiência, ao invés de focar apenas nos ensinamentos acadêmicos. Ou seja, para que aprendessem na prática ao invés de apenas na teoria. 

Walt Disney

Ao longo do tempo, a escola passou a estimular que os artistas dos mais diferentes ramos aprendessem juntos, removendo os muros que separavam os centros de ensino, isso resultou em novas ideias e métodos sendo discutidos e ensinados. Por esse motivo, o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, (MoMa) decretou que o Instituto de Artes da Califórnia é “Uma das experiências verdadeiramente bem-sucedidas na educação artística americana.” 

O que surgiu da CalArts?

Praticamente tudo que consumimos atualmente foi influenciado de alguma forma pela CalArts. Nos últimos 50 anos, o Instituto se provou como um dos principais centros de inovação no que diz respeito às artes, criando gerações de grandes nomes que trabalharam em obras incríveis, nos mais diversos gêneros artísticos. 

A Era da Renascença da Disney, termo utilizado para designar uma das fases mais lucrativas do estúdio, de 1989 até 1999, só foi possível graças aos alunos da CalArts. Na época, a imagem da Disney ainda estava bem abalada após o falecimento de Walt Disney (em 1966), uma vez que as produções dos últimos anos não estavam agradando o grande público e a crítica. Foi então que o investimento na CalArts começou a render frutos, com grandes filmes como A Pequena Sereia, A Bela e a Fera, O Rei Leão, Pocahontas, Hércules e Mulan.

A era da Renascença da Disney

A Revolução da Pixar, fase em que o estúdio independente passou a criar produções que se tornaram sucessos colossais de bilheteria como Toy Story, Vida de Inseto, Os Incríveis e outros grandes projetos, também foi diretamente influenciado pelo Instituto CalArts. Como o próprio site da escola lembra, até mesmo o Bob Esponja é resultado do trabalho das gerações que vieram da CalArts. 

Já deu pra entender que isso não é um fenômeno novo, não é mesmo? Também não é algo que se tornou massificado apenas nos últimos anos com a geração atual de cartoons. Isso porque o objetivo da CalArts sempre foi ampliar os horizontes e misturar as barreiras entre as artes, criando estilos e estimulando artistas a ousarem cada vez mais. Se antes isso era algo que ficava concentrado apenas em Los Angeles, logo isso se tornou um fenômeno global, inspirando e influenciando novas gerações de todo o mundo, o que resultou em mais universidades e institutos que possuem os mesmos objetivos da CalArts. 

Quem são os alunos mais famosos da CalArts? 

Tim Burton

Como mencionei anteriormente, o Instituto de Artes da Califórnia foi o berço para uma revolução artística que influenciou (e ainda influencia) todo o mundo. Entre os nomes mais famosos que frequentaram a escola temos artistas de diversas áreas, muito além da animação propriamente dita.

Robbie Blalack, por exemplo, se tornou o primeiro aluno da CalArts a receber um Oscar por conta do seu trabalho na equipe de efeitos especiais de Star Wars — algo que só foi possível por conta da ideia visionária de misturar técnicas experimentais de animação e cinema, uma ideia estimulada no instituto. 

Alguns dos grandes nomes formados pela CalArts são: Tim Burton, diretor mundialmente conhecido pro seu estilo gótico, responsável por projetos como Edward: Mãos de Tesoura, Batman: O Retorno, Batman Eternamente, A Noiva Cadáver e A Fantástica Fábrica de Chocolate; John Lasseter, diretor famoso por seu trabalho na Pixar, responsável por Toy Story, Vida de Inseto, Toy Story 2 e Carros; Stephen Hillenburg, o animador, biólogo marinho e cartunista conhecido por ter criado o Bob EsponjaGlen Keane, animador e ilustrador envolvido em filmes como A Bela e a Fera, A Pequena Sereia, Tarzan, Aladdin e Enrolados; Brad Bird, diretor e roteirista de O Gigante de Ferro, Os Incríveis e Ratatouille; Genndy Tartakovsky, animador e criador de Samurai Jack, O Laboratório de Dexter e Star Wars: Clone Wars; E Craig McCracken, criador de As Meninas Superpoderosas e A Mansão Foster para Amigos Imaginários.

Daron Nefcy

Da geração mais recente temos: Alex Hirsch, artista conhecido por criar Gravity Falls, um dos desenhos mais aclamados da Disney; J. G. Quintel, animador e roteirista, criador de Apenas Um Show e co-diretor do experimental As Trapalhadas de Flapjack; Patrick McHale, escritor, artista, animador e cineasta conhecido por ter sido diretor criativo de Hora de Aventura e o criador de O Segredo Além do Jardim; Pendleton Ward, co-criador de Hora de Aventura; Skyler Page, animador e criador de Clarêncio, O Otimista; Peter Browngardt, roteirista, animador, produtor e diretor envolvido em projetos como Futurama e Hora de Aventura, criador da animação Titio Avô e responsável pelas novas produções dos Looney Tunes para a HBO Max; E Daron Nefcy, artista e roteirista, criadora do aclamado Star vs as Forças do Mal

Quanto custa produzir um desenho animado? 

Okay, se você acompanhou este artigo até aqui, você já percebeu a importância da CalArts e o impacto que ela teve no mundo. Também já conseguiu notar que praticamente todos os criadores dos desenhos da nova geração passaram pelo Instituto. Mas a pergunta continua: Por que as novas produções são tão parecidas? Afinal, é possível notar que muitas produções mais antigas empregavam um estilo completamente diferente do que vemos hoje em dia. Bom, a resposta curta é capitalismo. É preciso muito dinheiro e muito trabalho para criar um desenho animado. 

Betty Boop, um dos maiores sucessos no começo da era das animações

As técnicas de animação começaram a ser desenvolvida há alguns séculos, brincando principalmente com a ideia de luz e sombra e aceleração de desenhos estáticos. Nos anos 1830, algumas ideias da animação começaram a ganhar forma, sendo perpetuada conforme a indústria cinematográfica tomava forma. 

Betty Boop, uma das primeiras personagens animadas a fazer sucesso, foi criada 1930 por Max Fleischer, ganhando séries de curtas animados de 6 minutos, que se tornaram marcantes pela sensualidade da protagonista e pelos temas mais bizarros de suas histórias. 

O sucesso da personagem resultou em outras animações ganhando força. Em 1940, o estúdio MGM lançou um curta animado de quase 10 minutos, chamado Puss Gets the Boot, que posteriormente se transformaria no adorado Tom e Jerry, criado por William Hanna e Joseph Barbera, que nos anos seguintes fundariam o estúdio Hanna-Barbera. Segundo a BBC, os custos para produzir novos “curtas animados”, que levava semanas para ser criado, girava em torno de 50 mil dólares para cada projeto. E se em 2021 o custo de 50 mil dólares já é muito dinheiro, naquela época isso era ainda mais absurdo. 

Puss Gets the Boot, que na época era protagonizado pelo gato Jasper e o rato Jinx.

Atualmente, no entanto, os custos são ainda mais altos. De acordo com uma reportagem do LA Times, o orçamento necessário para criar uma série animada, tanto em um serviço de streaming quanto para TV, são parecidos — ainda que os produtos da TV a cabo sejam um pouco mais caros. Assim, um desenho destinado ao público infantil de cerca de 20 minutos custa entre 275 mil para 350 mil dólares por episódio.

No Brasil, a situação não é diferente. Uma pesquisa publicada por Wagner Regis na Revista Clichê, apurou que os custos para a criação de uma primeira temporada pode chegar até seis milhões de dólares, motivo pelo qual algumas produções buscam pelo investimento através parcerias internacionais ou com grandes organizações privadas.

E o que acontece quando você tem um orçamento incrivelmente alto? Você tenta enxugar custos. 

Desenhos parecidos, uma prática antiga

Uma das formas de tentar diminuir os custos e acelerar a produção dos desenhos é padronizar as imagens. Dessa forma uma mesma arte pode ser reaproveitada em cenas diferentes, o que diminui o trabalho dos artistas e animadores. 

Em uma reportagem da BBC relembrando os feitos de Joseph Barbera, lemos sobre como o estúdio contornou os cortes de orçamento sem afetar a qualidade das animações.

Você já deve ter notado que a maioria dos desenhos da Hanna-Barbera costumavam ter personagem com colares, gravatas ou outros acessórios ao redor do pescoço. Isso foi intencional, sendo parte do que ficou conhecido como “Animação Planejada”, uma forma de limitar os segmentos que seriam animados durante a cena, o que permitia que eles reaproveitassem um mesmo desenho do corpo dos personagem e os planos de fundo.

Com isso, ao invés de terem que fazer, em média 14 mil quadros para um desenho animado de sete minutos, eles só necessitavam de 2 mil desenhos. “Nós utilizamos a animação limitada porque não havia dinheiro,” disse Joseph em sua autobiografia. “Absolutamente não tínhamos dinheiro.” 

Alguns dos principais desenhos da Hanna-Barbera — Detalhe para os detalhes no pescoço dos personagens.

Outra frase de Joseph, como citada por Andrei Bedene, explica o motivo para termos tantos desenhos da Hanna-Barbera que eram parecidos no estilo e temática. 

“Quando um desenho fazia sucesso, era comum as emissoras de TV pedirem um novo desenho com um conceito parecido. A TV arriscava menos investindo em algo que já sabia que já deu certo uma vez. E para nós isso era bom porque podíamos usar toda a base de animação do desenho anterior. Assim, economizamos tempo e dinheiro.” 

Por esse motivo tivemos tantos desenhos que seguiam uma fórmula parecida, como o dia-a-dia de uma família em um cenário peculiar (Os Flinstones e Os Jetsons), dois animais antropomorfizados entrando em confusões (Zé Colmeia e Catatau, Olho Vivo e Faro Fino, Tartaruga Touché e Dum Dum) ou um grupo de adolescentes e um animal resolvendo mistérios (Tutubarão, Capitão Caverna e as Panterinhas e, é claro, Scooby-Doo). 

A fala de Joseph Barbera também explica o efeito que a indústria de animação teve ao longo dos anos, não apenas dentro do estúdio Hanna-Barbera. Como também é levantado por Bedene, podemos identificar algumas “eras” de estilos parecidos acontecendo em diversas produções. 

Desenhos da era Action-Figure em comparação com os desenhos atuais, chamados de CalArts

Assim, nos anos 1960 todos os desenhos tendiam a ser parecidos com Os Flintstones, enquanto nos anos 1970 dos desenhos eram semelhantes ao Scooby-Doo. Na década de 1980, com o auge das action figures, tivemos cartoons com protagonistas descamisados e musculosos, como He-Man e Thundercats. Com os anos 1990,  os desenhos se tornam mais caricatos, seguindo o que fica chamado de Cartoon Cartoons, enquanto nos anos 2000 vemos uma popularização do estilo anime nos desenhos ocidentais. Por fim, mas não menos importantes, chegamos na década de 2010 com o chamado desenho CalArts

Sim, eu sei, há uma simplificação na listagem acima. Mas ela serve para termos uma noção de que as semelhanças entre desenhos e traços não é algo recente, muito pelo contrário. A indústria sempre foi assim

Mas afinal, por qual motivo os desenhos atuais são tão parecidos?

Nova animação dos Thundercats, o pesadelo de alguns adultos que cresceram assistindo a original dos anos 1980.

Não há exatamente um único estilo CalArts, como muitos comentários e reclamações na internet tendem a apontar. Isso porque há uma proliferação imensa de estilos que surgiram das pessoas formadas pelo Instituto de Artes da Califórnia. Da Renascença da Disney até os clássicos da Pixar, praticamente todas as obras mais famosas da animação tiveram o dedo de alguém que foi ensinado na CalArts. Porém, o que faz sucesso costuma ser “copiado”, ou melhor, servir como influência e inspiração de eras da animação. Por esse motivo temos obras que são, em certos aspectos, semelhantes entre si. 

Os motivos para isso, como mencionei anteriormente, envolvem o capitalismo. Ao ter formas mais simplificadas — algo que já acontecia desde a época da Hanna-Barbara, como vimos — é mais fácil acelerar a produção de desenhos sem aumentar os gastos. Dessa forma, equipes pequenas podem aproveitar disso para criar os desenhos que tanto amamos, apesar do orçamento apertado que eles podem ter. 

Além disso, é muito caro criar uma temporada (ou até mesmo um único episódio) de desenho, por isso os artistas costumam buscar investidores que queiram apoiar os projetos. As chances são de que, visando algum tipo de retorno financeiro, estúdios e canais de TV invistam naquilo que eles consideram mais provável de funcionar — ou seja, no estilo que mais faz sucesso entre o público-alvo.

“Hoje em dia a concorrência está cada vez maior,” disse Kimson Albert, diretor de animação conhecido por seu trabalho Steven Universe, Victor e Valentino em OK KO! (via Andrei Bendene). “Os patrocinadores e investidores estão exigentes e não querem mais assumir riscos. Se você apresenta um projeto de um novo desenho que segue o estilo dos desenhos atuais que fazem sucesso, a probabilidade do seu projeto ser comprado e financiado é muito grande.” 

Misturando técnicas de animação, incluindo 3D e Live-Action, Gumball dá um show de estilo.

Curtis Lelash (via Andrei Bendene), produtor executivo de animações como Hora de Aventura, As Meninas Superpoderosas, Ursos sem Curso, O Mundo de Greg e Steven Universe, também reitera a relação entre a padronização do estilo e os investimentos na animação:

“O estilo CalArts é bom porque ele é seguro. Pegue os principais desenhos dos últimos anos. Tirando Atomic Puppet, nenhum outro desenho com estilo CalArts foi cancelado na primeira temporada. Porque são desenhos que exigem custo de produção muito menor e, com isso, menos riscos e menos prejuízo se der errado. Os canais de TV podem se dar ao luxo de arriscar novas temporadas, mesmo se a audiência não estiver tão boa,” disse. 

Os desenhos realmente são idênticos?

E então voltamos ao principal comentário envolvendo o estilo CalArts. Afinal, os desenhos realmente são idênticos? Não, os desenhos da nova geração não são idênticos. Apesar de possuírem formas arredondadas e um estilo de animação mais fluído, cada obra é completamente diferente uma da outra. 

Casamento de Rubi e Safira em Steven Universo

O Incrível Mundo de Gumball mistura tantos estilos diferentes de animação — incluindo live-action e 3D — para criar uma aventura insana e maravilhosa, falando sobre personagens únicos, família, amadurecimento e empregando inúmeras piadas metalinguísticas que brincam justamente com o fato deles serem um desenho animado. Também é importante citar que Ben Bocquelet, o criador do desenho, não foi formado pela CalArts

Star vs as Forças do Mal, por exemplo, possui um vasto leque de personagens em estilos diversos, com tamanhos e formas diferentes. Sua história também vai além do simples “mocinha enfrenta vilão”, traçando uma trama complexa que fala sobre estruturas de poder corrupto e como o governo pode utilizar seus recursos para oprimir o povo, mantendo um sistema que marginalize e demonize parte da população, aproveitando disso para esconder seus próprios erros ao criar um inimigo em comum. Tudo isso, é claro, usando muitos bichos fofos, magia e a maluquice que tanto amamos. 

Steven Universo, outra animação que normalmente é citada como exemplo da “inferioridade” do estilo CalArts, é mais um desenho que não é padronizado como víamos em outras épocas. Além de personagens com formatos únicos, temos uma obra extremamente corajosa e altamente inclusiva, trabalhando personagens LGBTQI+, discutindo temas como sexualidade, empoderamento feminino e a luta contra um sistema retrógrado e opressor. Rebeca Sugar, a criadora de SU, também não foi formada pela CalArts

Boa notícia: Os desenhos clássicos não deixam de existir quando ganham uma nova versão!

Eu poderia escrever vários parágrafos reforçando como as produções atuais são únicas e especiais em sua própria forma, mas acho que já deu pra entender isso. Ainda que pareçam ser semelhantes em um primeiro momento, dividindo traços que podem ser lidos como mais infantilizados e simples — por não possuir os homens musculosos que foram populares em outra década ou o estilo mais cartunesco que prevaleceu durante os anos 1990, eles estão longe de ser idênticos. Mais do que isso, a nova geração possui sua própria identidade e trabalham temas distintos, mesmo que lidem com cortes no orçamento e uma equipe reduzida (o que costuma ser o caso na maioria das produções). 

Além disso, esse “estilo CalArts” que estamos vendo em alta não vai continuar pra sempre. O estilo das animações muda constantemente e isso vai continuar acontecendo. O Instituto de Artes da Califórnia e as outras escolas de artes ao redor do mundo continuarão inovando e testando novas técnicas e formas de contar uma história.

Não dá pra saber qual será o próximo desenho que, sendo um ponto fora da curva, fará tanto sucesso que servirá de inspiração para uma nova era de animações. O que sabemos é que essa mudança virá, mesmo que algumas pessoas não gostem da direção que os desenhos animados tomarão a seguir. 

O lado positivo é que esses desenhos do passado que tanto amamos não irão embora. Ainda mais na era dos streamings, sempre poderemos assistir aquelas animações que marcaram a nossa época, ao mesmo tempo em que deixamos as novas gerações aproveitarem as obras incríveis que estão sendo feitas hoje. 

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sobre o autor Cristiano Rantin

Jornalista • Editor • Mestrando em Comunicação pela UEL • Twitter e Instagram: @Chris_Rantin • "Eu sou o fogo e a vida encarnados. Agora e para sempre eu sou a Fênix!"