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Avatar: Entenda por que Wan Shi Tong permanece no mundo humano apesar de odiá-los

Por Raphael Martins

Em Avatar: A Lenda de Aang, o mundo dos espíritos ainda era um território pouco explorado, algo que só foi acontecer em sua sequência, A Lenda de Korra. Todas as informações sobre a dimensão espiritual eram escassas, e o pouco que era sabido vinha através de alguns personagens, como a coruja gigante Wan Shi Tong.

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O espírito, conhecido por sua sede por conhecimento e por possuir a maior biblioteca tanto do mundo humano quanto do espiritual, apareceu pouquíssimas vezes em A Lenda de Aang, e A Lenda de Korra, mas causou uma grande impressão em todas elas. Além de sua sabedoria, ele tinha uma outra característica marcante: seu total desprezo pelos humanos.

Sendo assim, por que ele permanece no mundo humano, ao invés de voltar para o mundo espiritual? Por que situar sua biblioteca no mundo humano, dividindo todo o conhecimento do universo com seres que ele detesta? A resposta está em algumas teorias de fãs (via CBR) e também em ambas as séries, mas exige um pouco de atenção e interpretação para ser encontrada.

Em sua primeira aparição, Wan Shi Tong abre sua biblioteca para Aang, Katara, Toph e Sokka, que procuravam uma maneira de impedir os planos de conquista global da Nação do Fogo. Lá, eles descobrem o ponto fraco de seus inimigos, o que enfurece o espírito, que acusa os humanos de, como sempre, transformarem conhecimento em uma arma de destruição. Sendo assim, ele enterra sua biblioteca no deserto, a transportando depois para o mundo espiritual.

A biblioteca de Wan Shi Tong

Wan Shi Tong volta a aparecer em A Lenda de Korra, desta vez para a pequena Jinora, que se aventurava pelo mundo espiritual. Lá, ele revela que, apesar de odiar os humanos em geral, tem plena confiança em Unalaq, chefe da tribo da água do norte, a quem ele chama de “amigo dos espíritos”. Mas isso ainda não serve como justificativa para ele ter ficado tanto tempo entre os humanos.

Então, por que? A resposta parece estar no próprio mundo humano, que parece ser o melhor lugar para coletar diferentes tipos de conhecimento. Wan Shi Tong possui raposas que percorrem a Terra em busca de tudo o que o espírito ainda não sabe, trazendo essas informações de volta para ele, algo que elas não podem fazer direto do mundo espiritual.

Wan Shi Tong recebe Jinora e Unalaq em sua biblioteca

Além disso, as raposas às vezes não fazem seu trabalho lá muito bem. Quando Jinora visita a biblioteca em Korra, ela se oferece para ensinar a ele como um aparelho de rádio funciona em troca de informações contidas na biblioteca, algo que, inicialmente, o espírito recusa, por ter sido algo já trazido a eles pelas raposas. Entretanto, ele descobriu que essa informação foi passada a ele por elas de forma errada, já que as raposas lhe disseram apenas que haviam pessoas pequenas tocando músicas no interior da caixa. De qualquer maneira, Wan Shi Tong nunca deixou de se interessar pelo que acontece com os humanos, mesmo tendo se isolado na dimensão espiritual.

Seja por sua sede por conhecimento ou por ainda confiar em uns poucos humanos, a relação de Wan Shi Tong com a humanidade é muito mais profunda e complicada do que parece, e a torcida dos fãs é que isso continue a ser explorado futuramente e outras mídias.

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sobre o autor Raphael Martins

Redator, apresentador e roteirista. Gosto de longas caminhadas na praia, Star Wars, tokusatsu, anime e filé com batata frita. Deixo as pessoas constrangidas. Você pode trocar uma ideia comigo no Twitter: @aqueleraphael