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Peaky Blinders: Entenda o final da série

Por Jaqueline Sousa

Atenção: Alerta de Spoilers!

A sexta temporada de Peaky Blinders finalmente chegou à Netflix! Após nove anos no ar, o último capítulo da consagrada série da BBC trouxe novas revelações e elementos mais sombrios (e até meio sobrenaturais) para a vida de Thomas Shelby.

Assim, algumas coisas da última temporada ficaram abertas à interpretação, especialmente no final do último episódioCaso você tenha se perdido um pouco nos acontecimentos derradeiros desse sexto capítulo, seus problemas acabaram! Vem com a gente que nós vamos te explicar o final de Peaky Blinders!

O estado mental de Thomas Shelby

Thomas Shelby com lama na metade do rosto.

A mente de Thomas Shelby é um dos enfoques da sexta temporada.

Embora tenha ganhado mais força durante as duas últimas temporadas, o estado mental de Thomas Shelby é um aspecto que vem sendo explorado desde o início de Peaky Blinders. Ainda assim, foi apenas na sexta temporada que o psicológico do gângster acabou se tornando uma das principais temáticas do enredo.

Ao longo da sexta temporada, acompanhamos Tommy em uma intensa jornada por dentro de sua mente fragilizada. Desde a morte de Grace (Annabelle Wallis), ele já vinha vivenciando uma espécie de transtorno de estresse pós-traumático, algo que quase atingiu um ápice trágico após a fracassada tentativa de assassinar Oswald Mosley (Sam Claflin) no final da quinta temporada.

Com a crença de que a mesma maldição que teria matado Grace também teria tirado a vida de sua filha Ruby e de que ele, possivelmente, só teria mais alguns meses de vida, Thomas estava desesperado para finalizar seus negócios antes que tudo fosse por água abaixo. Ah, sem contar que ele também precisava lidar com a vingança de Michael Gray (Finn Cole).

Tudo isso e mais um pouco culminou nos eventos finais do último episódio da série, que é intitulado Lock and Key (algo como “Fechadura e Chave”, em tradução livre).

O que aconteceu no final do último episódio?

Thomas Shelby montado em um cavalo branco olhando para as chamas.

Thomas conquista sua redenção no final do último episódio.

Após ser diagnosticado com tuberculoma, uma das formas de manifestação da tuberculose que pode afetar o cérebro, no quarto episódio, Thomas transforma sua vida em uma grande corrida contra o relógio. Afinal, o doutor Holford contara para ele que a doença era inoperável, o que significava que o gângster teria apenas mais alguns meses de vida, se tivesse sorte. 

Logo, desde o diagnóstico, Shelby começa a se preparar para dizer adeus aos seus familiares. No último episódio, além de solicitar a explosão de sua própria casa, ele transfere seus negócios políticos para Ada (Sophie Rundle) e parte para viver sozinho com seus cavalos depois de matar Michael Gray

Sua intenção com tudo isso é tirar a própria vida antes que as consequências da tuberculoma comecem a dar os primeiros indícios. O final do episódio mostra exatamente esse dilema, que também vem da crença de que ele está amaldiçoado: Thomas se prepara para cometer suicídio, mas uma visão que ele tem com Ruby, sua falecida filha, traz uma reviravolta para a trama.

A visão da menina leva Thomas até uma fogueira, onde ele encontra um fragmento de jornal sobre o casamento de Oswald e Diana, que revela que Holford, na verdade, é um fascista que segue os ideais políticos de Mosley. Com essa descoberta, Shelby decide não se matar e vai atrás do doutor para tirar satisfações dele.

Na última cena, o gângster decide poupar a vida de Holford, numa espécie de redenção, e parte em busca de uma nova vida. 

Thomas realmente estava doente?

Thomas olhando para um papel.

O diagnóstico da doença de Thomas Shelby não era real.

A resposta é não, Thomas não estava doente. O diagnóstico de tuberculoma não passou de um esquema de Oswald Mosley para fazer com que o rival acabasse tirando a própria vida, eventualmente.

Como dito, Holford era um seguidor do fascista e acabou sendo usado nesse plano para convencer Tommy de que ele iria morrer por causa da doença. 

As visões e a maldição eram reais?

Thomas Shelby sorrindo e abraçando sua filha.

A última temporada não deixa claro se as visões de Thomas eram apenas alucinações ou se eram reais.

A resposta para essa pergunta é incerta. Isso porque, em nenhum momento, a série deixa claro se as visões de Thomas eram apenas fruto de sua imaginação ou se realmente eram verdadeiras. 

Na quinta temporada, por exemplo, o líder dos Blinders teve algumas alucinações com Grace, que pareciam ser apenas sintomas de seu transtorno de estresse pós-traumático. Porém, a visão com Ruby, no final da sexta temporada, levou o gângster a ter conhecimentos concretos de seu futuro, o que deixa aberto à interpretação.

Além disso, toda a questão da maldição, que acompanhou boa parte da jornada de Thomas nessa última temporada e também tem relação com a morte de Grace, é outro aspecto que não recebeu um ponto final. Embora Shelby acredite que ela seja, cabe à imaginação do telespectador acreditar ou não por enquanto. 

O fato é que, apesar de já ter flertado com o sobrenatural em diversos momentos, foi somente na última temporada que Peaky Blinders trouxe tais elementos com maior intensidade, como as visões que Ruby tem de um “homem cinza”, que estaria atrás dela e de Thomas. 

Por fim, se tudo aconteceu apenas na mente de Tommy ou não, talvez a resposta seja respondida no futuro com a possibilidade de um vindouro longa-metragem. Porém, também há a possibilidade de que a resolução desse mistério nunca venha à tona. 

A sexta temporada de Peaky Blinders está disponível na Netflix.

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Jaqueline Sousa

Jornalista. Apaixonada por cinema, música e literatura. | @jqlnsss