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Loki: Produtora da Marvel Studios promete que mais representatividade LGBTQ+ chegará ao MCU

Por Melissa de Viveiros

Não é novidade que a Marvel vem prometendo mais representatividade LGBTQ+ em seus filmes há algum tempo. Se de um lado integrantes do MCU como a atriz Tessa Thompson continuam defendendo que o futuro do Universo Cinematográfico Marvel é mais diverso, até o momento pouco disso se concretizou. Apenas recentemente, com a confirmação de Loki como um personagem bissexual, uma representação mais concreta chegou aos filmes. Agora, Victoria Alonso, vice-presidente executiva da produção de filmes do estúdio, prometeu que o Deus da Trapaça foi apenas o começo (via Variety).

Alonso foi questionada se a revelação de que Loki é gênero fluído era um sinal de que mais identidades queer seriam exploradas no universo. A informação veio apenas por meio de uma imagem dos créditos finais da série, que mostra a ficha do personagem. Nela, o campo dedicado à informar o sexo do Deus da Trapaça o descreve apenas como fluído. Embora isso não tenha sido explorado na própria série, a confirmação da sexualidade do protagonista também contribuiu para que a produção fosse considerada um grande passo para a Marvel Studios. Comentando o assunto, a produtora respondeu:

“Isso leva tempo, nós temos tantas histórias que podemos contar. Nós vamos empoderar aqueles que são. Não estamos mudando nada. Estamos apenas mostrando ao mundo quem essas pessoas são, quem esses personagens são… Tem muito vindo por aí que eu acho que será representativo do mundo hoje. Nós não vamos acertar isso no primeiro filme, nem no segundo, nem no terceiro, ou na primeira série ou na segunda, mas vamos fazer o melhor para consistentemente tentar representar.”

Apesar da promessa de que a Valquíria seria a primeira personagem LGBTQ+ no MCU, os momentos que sugeririam isso nunca chegaram aos filmes.

Falando sobre o personagem de Tom Hiddleston, ela afirmou que a decisão sobre representar Loki como LGBTQ+ não foi difícil. De acordo com ela, tudo depende apenas do personagem e de como ele foi concebido. Alonso explica:

“Eu preciso ser sincera, não é grande coisa. Apenas é o que é quando combina com o personagem. Nós não vamos fazer isso porque é politicamente correto ou incorreto. É o que é. Não esqueça, nós seguimos nossos quadrinhos. Nós tentamos segui-los o mais próximo o possível. Então nos quadrinhos esse é quem ele é.”

Ainda não é possível saber se isso realmente se concretizará dessa vez, dado que a Marvel já fez promessas sobre representatividade anteriormente. Apesar disso, o estúdio parece estar dando os primeiros passos nessa direção, pelo menos em suas séries. Resta esperar para saber se isso acontecerá de fato, bem como esses elementos serão explorados nos filmes.

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sobre o autor Melissa de Viveiros

Graduanda em Letras na UFMG. || What is infinite? The universe and the greed of men. || @windrunning_