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James Mangold fala sobre a morte do Wolverine em Logan

Por Gus Fiaux

Logan é, para muitos, um dos melhores filmes de super-heróis dos últimos anos. Por mais que não tenha a “escala épica” de grandes lançamentos como Liga da Justiça ou Vingadores, o filme aposta na simplicidade para contar a última história do Wolverine. Nele, o herói canadense tem que abdicar de sua solidão para ajudar a jovem X-23 a atravessar os Estados Unidos, e a jornada culmina em um clímax emocionante, onde Logan se sacrifica para que sua “filha” possa viver.

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Em uma entrevista ao Comic Book, o diretor James Mangold explicou um pouco o processo de decisão para a morte do Wolverine em Logan. De acordo com ele, a ideia não teve que passar na aprovação de vários comitês, como muitos acreditam. Tudo surgiu em uma conversa casual entre ele e Hugh Jackman:

“O processo passa por muito menos comitês do que você pensa. Foi realmente sobre eu e Hugh [Jackman] a princípio. Parecia lógico, que se fosse ser o último filme dele, que fosse ele indo embora em direção ao horizonte ou morrendo, você precisa ter um certo tipo de encerramento para sua história. É a decisão lógica, certo?”

Ele explica melhor essa ideia. De acordo com ele, a decisão de matá-lo surgiu porque, em todos os filmes anteriores dos X-Men, Wolverine sempre era visto “deixando a equipe” e viajando rumo a um lugar desconhecido, para descobrir mais sobre sua origem e seu passado. Por essa lógica, uma morte faria mais sentido em termos narrativos:

“Ou você tem o fim de ‘Os Brutos Também Amam’, onde ele vai embora pelas montanhas para um destino desconhecido, que é algo que já havia sido feito em vários filmes com esse personagem, ou você o mata. Mas a razão para essa escolha era a necessidade de uma conclusão. Você precisa sentir que é o fim, se você vai terminar, se você está lidando com o legado de Hugh em várias performances através dos vários filmes.”

Quanto à posição da Fox a respeito dessa decisão, Mangold insistiu que não houve problemas. Na verdade, ele diz que o estúdio comprou a ideia porque isso transformaria Logan em um filme-evento nos moldes de Vingadores: Guerra Infinita Ultimato. A simples conclusão da história do herói trazia esse peso dramático e comercial:

“Francamente, nem o estúdio ficou apreensivo com isso, porque parecia um evento. Isso deu ao filme, em um nível simples, a realidade de que, por mais que não traga ação colorida e milionária como outros filmes, o apelo [de ‘Logan’] era por ser o fim de uma lenda.”

A despedida do Wolverine é, certamente, um dos momentos mais marcantes de todo o Universo dos X-Men. Essa morte faz muito sentido na jornada do herói, e ajuda a encerrar de vez uma das histórias mais tocantes dos filmes de super-heróis. Além disso, é uma carta de amor ao herói e ao legado de Hugh Jackman no papel.

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Logan está disponível em DVD, Blu-Ray e mídias digitais.

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sobre o autor Gus Fiaux

Formado em Cinema e Audiovisual pela UFPE. Crítico, roteirista e mago nas horas vagas. Wouldst thou like to live deliciously? || @gus_fiaux