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Mestres das Trilhas Sonoras – Hildur Guðnadóttir

Por Guilherme Souza

Dentre tantos nomes clássicos e icônicos no ramo de trilhas sonoras, uma compositora vem ganhando muito destaque e se tornando uma das queridinhas das premiações: Hildur Guðnadóttir. Hoje, iremos falar sobre uma das favoritas a vencer o Oscar de “Melhor Trilha Sonora” deste ano. 

Nascida na década de 80 na Islândia, Guðnadóttir vem de uma família de músicos, tendo o pai como compositor e a mãe como cantora de ópera. Hildur começou a tocar violoncelo aos 5 anos de idade, fazendo seu primeiro concerto profissional aos 10, acompanhando sua mãe.

Formada na Academia de Música de Reykjavik e em composição e novas mídias na Academia de Artes da Islândia e na Universidade de Artes de Berlin, Hildur lançou seu primeiro álbum solo em 2006, que tinha como principal objetivo “envolver as pessoas o mínimo que ela podia.”

Além de tocar violoncelo, ela também canta, inclusive, usou seus talentos vocais para compor alguns arranjos da trilha sonora de uma peça em que estava trabalhando. 

Seu primeiro trabalho voltado para a TV e cinema foi no filme de terror The Bleeding House, mas seus primeiros grandes destaques vieram com as produções Os Suspeitos e Sicario: Dia do Soldado, ambos dirigidos por Dennis Villeneuve.

Dali em diante, a compositora voltaria a trabalhar com Villeneuve novamente em A Chegada, um dos trabalhos mais notórios de sua carreira e que catapultou seu nome para o estrelato, tornando-se uma das queridinhas para compor trilhas específicas para produções que buscam as premiações. 

Os destaques mais recentes da carreira de Hildur ficam por conta da minissérie Chernobyl, que lhe rendeu seu primeiro Emmy – e Coringa, um dos grandes concorrentes do Oscar 2020.

Chernobyl se tornou uma das produções mais aclamadas de 2019 e venceu diversas premiações importantes, mostrando que a compositora tem uma certa predisposição a escolher trabalhos de sucesso, algo que ficou ainda mais evidente com Coringa.

Desde o princípio, Coringa foi extremamente aclamado pela crítica especializada, principalmente por sua trilha sonora, que é um elemento de extrema importância na trama e se torna quase que um personagem da trama. Servindo não só para aumentar a imersão e a emoção do filme, a trilha composta por Hildur para o longa também serve para externalizar a loucura de Arthur Fleck, quase como uma espécie de mantra para ele. 

Em entrevista ao The Guardian, a compositora diz que começou a trabalhar na trilha do filme tendo apenas o roteiro como base, meses antes das gravações serem iniciadas, até que encontrou a melodia certa para Arthur, “Foi quase como tomar um soco no peito,” diz ela. “E então, essa reação física, esse movimento, aconteceu, porque eu encontrei a voz dele, encontrei o que ele queria dizer.”

Um trabalho dessa magnitude rendeu à ela não só um prêmio no Festival de Veneza como também o título de primeira mulher a ganhar sozinha um Globo de Ouro por Melhor Trilha Sonora. Agora, a expectativa é grande em torno dela para vencer a mesma categoria no Oscar. 

Por enquanto, não sabemos qual será o próximo projeto da carreira de Hildur, mas independente dela ganhar Oscar ou não, o nome dela já está marcado na indústria e estamos ansiosos pelo que está por vir. 

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