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Disney fez alterações nos filmes do Studio Ghibli sem permissão

Por Evandro Lira

Apesar de assinar um contrato prometendo distribuir os filmes do Studio Ghibli sem alterações, a Disney não manteve sua palavra quando conquistou os direitos de distribuição dos animes. O fato veio à tona com o lançamento de Sharing a House with the Never-Ending Man: 15 Years at Studio Ghibli, um livro de memórias de Steve Alpert, que liderou a divisão internacional do Studio Ghibli entre 1996 e 2011 (via CartoonBrew).

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Segundo Alpert, a Disney fez alterações no filme O Serviço de Entregas da Kiki, de 1998, adicionando músicas, efeitos sonoros e diálogos que não existiam na versão original japonesa. Alpert apontou isso para um executivo da Disney, que havia assinado um contrato prometendo não fazer mudanças no longa. Em suas palavras, o produtor responsável pela versão em inglês do filme “levou o tipo de chicote verbal que faz homens adultos chorarem”.

A regra de não permitir alterações se tornou uma exigência do Studio Ghibli depois que o filme Nausicaä do Vale do Vento foi mutilado por sua dublagem americana. Inclusive, Alpert revelou também que Harvey Weinstein, produtor preso por inúmeros abusos em Hollywood, ficou agressivo quando lhe foi negado o direito de cortar cerca de 40 minutos de A Princesa Mononoke.

O Studio Ghibli é um dos grandes símbolos do cinema japonês e um exímio marco para o cinema de animação mundial. Filmes como A Viagem de Chihiro, Meu Amigo Totoro e O Túmulo dos Vagalumes são alguns dos seus títulos mais famosos.

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sobre o autor Evandro Lira

Bacharel em Cinema e Audiovisual, potterhead das antiga, filho dos filhos do átomo, fã de mais coisas do que deveria, frequentemente falando sozinho no Twitter. Segue: @evandroslira