Paper Girls: As principais diferenças dos quadrinhos para a série do Prime Video

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Paper Girls: As principais diferenças dos quadrinhos para a série do Prime Video

Por Junno Sena

Baseada no trabalho de Brian K. Vaughan, a adaptação de Paper Girls promete trazer de tudo um pouco. Ação, aventura, ficção científica, romance e até debates existenciais. Porém, o que não dá para esperar é que a série siga à risca o trabalho de Brian.

Enquanto você ainda não decidiu se está a fim de ler os quadrinhos, separamos algumas das principais diferenças do material original para a série do Prime Video. Confira!

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Erin e KJ não se separam do resto do grupo

Um ponto positivo da série é como se permitiu dar maior profundidade para as personagens. Para isso, tomaram a decisão de deixar o grupo unido por toda a primeira temporada. Diferente dos quadrinhos que, tanto Erin quanto KJ, se separam do resto do grupo.

A separação de Erin é rápida. Após ser atingida por uma bala perdida, a garota é levada pelos viajantes do tempo. Após viajar em uma máquina do tempo e ser curada por ”baratas” tecnológicas, Erin retorna para as três garotas.

Já KJ se separa do resto do grupo após a viagem no tempo que leva Erin, Mac e Tiff para o futuro. Enquanto conhecem a versão mais velha de Erin e até um clone da garota, o paradeiro de KJ é desconhecido. Apenas mais a frente descobrimos que ela estava em 11.706 Antes de Cristo. Sabe como é, viagens no tempo!

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Menos monstros, mais conversa

Monstros e viagens no tempo são constantes nos quadrinhos de Paper Girls. E, talvez por falta de CGI ou para tornar a trama mais verossímil, a série optou por deixar alguns de lado.

No trabalho de Brian, pterodáctilos são usados como pets, existem criaturas que podem mostrar o futuro ou passado de quem a toca e até uma espécie de “barata” capaz de curar qualquer ferimento. Na adaptação, ficamos, pelo menos, com as “baratas” e alguns pterodáctilos.

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O primeiro encontro

Em ambas as produções vemos a mesma intensidade quando a Erin do passado encontra a do futuro. Mas, as duas mídias tomaram caminhos distintos.

Na série, uma Erin que acabou de viajar no tempo decide voltar para sua casa. Depois de abrir a porta, se acomodar e procurar sua mãe, ela encontra a sua versão do futuro. Em uma cena incômoda e cômica, entendemos que o futuro de Erin não se tornou o que ela planejava.

Já nos quadrinhos, não há uma invasão a domicílio. Pelo contrário, a Erin do futuro encontra sua versão mais jovem, Mac e Tiff no meio da rua. Ao sair do carro, ela escuta: “Meu nome é Erin Rieng, eu entrego jornais e… Essas são minhas amigas e eu preciso de ajuda, por favor”. É quando ela responde: “Isso é uma piada? Meu nome é Erin Tieng”.

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O primeiro adeus

Todo bom fã de histórias de viagem no tempo sabe que encontros inusitados significam despedidas forçadas. O primeiro grande “adeus” de ambas as versões é a Erin do futuro. Porém, se na série a despedida envolve um robô gigante e uma grande tragédia, nos quadrinhos é menos… Intenso.

Nele, Erin do futuro descobre a existência de uma fenda temporal. Após convencer sua irmã de levá-las de helicóptero até o local, Erin, Mac e Tiff dão um salto de fé em direção a 11.706 Antes de Cristo.

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Larry!

Larry é uma adição nova na série. Nos quadrinhos, as peças vão se encaixando aos poucos e, a maioria dos personagens apresentados são versões mais velhas das protagonistas, familiares, clones e viajantes no tempo ocasionais. Larry, então, quase representa quem conhece os quadrinhos, mas não faz ideia para onde a série está indo.

Assim como o espectador, esse personagem está perdido, acreditando em leis fictícias que lhe contaram e regras que não fazia ideia que existiam. Outro ponto interessante da sua inserção é ele apresentar diversos conceitos que, se não fossem mostrados, ficariam lúdicos e confusos demais para o resto da série.

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Uma nova linha temporal

A mudança mais significativa é a estrutura dos oito episódios de Paper Girls. Isso porque cada uma das edições dos quadrinhos é rápida, fazendo diversos eventos serem condensados em poucas páginas. Além de existir a possibilidade de levar os personagens para onde quiser. Algo que Brian faz constantemente, levar as garotas para, literalmente, qualquer lugar.

Isso abre escopo para viagens ao passado, um lampejo de um futuro radiante, entre outros ambientes que são resumidos na série. Mesmo não trazendo a mesma riqueza de detalhes da construção de mundo de Paper Girls, a série consegue entregar desenvolvimento de personagem.

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Junno Sena

Pós graduando em Antropologia com o raio problematizador ligado no 120. Assiste filme trash para relaxar e dorme cantarolando a trilha sonora de A Hora do Pesadelo. Blaxploitation na veia e cinema coreano no coração. Atualmente mora em Petrópolis, RJ. Ele | Elu