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Review: Monster Hunter Rise Sunbreak adiciona mais horas de diversão sem ousar tanto quanto poderia

Por Chris Rantin

Depois de Monster Hunter Rise reconquistar os fãs da famosa franquia da Capcom, a aguardada expansão Sunbreak finalmente foi lançada. Trazendo novos monstros e desafios, o que temos é uma adição de algumas horas de diversão que, mesmo sem ousar tanto quanto poderia, é bastante eficiente em trazendo mais entretenimento para os jogadores. Venha conferir o que achamos desta DLC!

Ficha Técnica

Data de lançamento: 30 de junho de 2022

Desenvolvedora: Capcom

Modo: Single player, Multiplayer

Gêneros: RPG de Ação

Plataformas: Nintendo Switch e PC

Sinopse: Na pele do caçador que salvou Kamura da calamidade, você deve se aventurar pelas terras distantes de Elgado, um posto próximo a um Reino assolado por um novo inimigo sinistro, o dragão ancião Malzeno!

Retornando ao mundo de Monster Hunter 

Depois de entregar uma aventura bastante divertida, chega em Monster Hunter Rise a DLC Sunbreak. Para a alegria dos fãs, a expansão adiciona mais horas de jogatina ao apresentar novos mapas e monstros gigantes que precisam ser caçados. 

Ainda que algumas coisas pudessem melhorar, é inegável que o conteúdo é uma inclusão muito bem-vinda para a franquia, especialmente por trazer novos desafios para revitalizar o game que tende a se tornar um tanto cansativo depois de algum tempo.

Antes de conseguir acessar a DLC, no entanto, foi preciso me acostumar novamente com o game. Foi uma árdua jornada relembrar os comandos básicos e entender como as armas e os combos funcionavam mais uma vez. 

Além disso, também foi preciso passar mais algumas horas concluindo as missões necessárias até que Sunbreak estivesse disponível — visto que para conseguir jogar este capítulo você deve atingir requisitos mínimos. Não acredito que isso seja muito intuitivo dentro do jogo, mas com uma rápida pesquisa você entende como isso funciona. 

Quando finalmente cheguei na expansão, fiquei muito satisfeito com a nova “vila” e base de operações para buscar novas missões. Em questão de lore, não temos algo muito inovador em comparação ao jogo normal, mas é preciso admitir que isso não pesa muita experiência do jogador que, no fim das contas, está ali apenas para combater monstros épicos e eles estão maravilhosos.

Um novo capítulo da mesma história

O temível e igualmente belo Malzeno

Na trama de Sunbreak, após seu árduo trabalho caçando monstros e tentando proteger seus companheiros, a vila Kamura finalmente está segura e em paz. A fúria das criaturas e seus ataques constantes foram superadas pela habilidade e persistência do caçador que não mediu esforços para derrotá-los. 

Quando tudo parecia perfeito, uma nova criatura surge nos arredores de Kamura, sendo caçada por um guerreiro da Ordem Real. Ao encontrá-lo, você é convidado para investigar o motivo pelo qual as criaturas do Reino estão violentas e invadindo territórios — algo com o qual você já tem experiência, visto que foi exatamente o que aconteceu na vila. 

Assim, atendendo ao apelo do seu novo companheiro, você parte para Elgado, uma base longe da tranquilidade de Kamura, tendo como missão colocar um fim ao reino de terror de Malzeno, um dragão poderoso e responsável por todo o caos. 

Ou seja… Você basicamente tem a mesma história de Rise, apenas com alguns elementos diferentes e com um cenário ligeiramente mais medieval para servir como base de operações. 

A DLC também traz a (já esperada) notícia de que todo o nosso desempenho anterior é praticamente inútil. Há novas armas que precisam ser refinadas, armaduras que precisam ser aprimoradas e estilos de combate a serem dominados. Por mais que seja ligeiramente frustrante, é uma forma inteligente de te manter engajado buscando melhorar para conseguir bater de frente com as criaturas que chegam em Sunbreak. 

Expansão adiciona novas armas e monstros a serem combatidos

Dessa forma, os novos monstros realmente representam um desafio, não apenas por seus poderes e estilos diferentes, mas também por você não contar com o melhor equipamento para conseguir derrotá-los. Isso mantém a experiência da DLC como algo desafiador, sem que seja fácil demais, mas também sem parecer impossível. 

Apesar de trazer muito conteúdo novo — como os equipamentos e novos animais e insetos que te auxiliam nos seus combos e estratégias de jogabilidade — temos apenas dois novos locais de caça em Sunbreak e nove monstros novos. 

Os números não parecerem muito apelativos, mas a DLC faz um bom trabalho em deixar os mapas bem interessantes, se destacando do que temos no jogo base. Além disso, as novas criaturas também são bem construídas, com visuais marcantes e comportamentos bem específicos durante a batalha. 

Para apimentar um pouco mais as coisas, vemos o retorno de monstros de Rise que, agora, ganham um visual diferente e um novo estilo de combate. Assim, eles acabam surpreendendo o jogador por não agirem como era esperado, criando uma dinâmica mais divertida.

Alguns dos Seguidores disponíveis para missões

Dentre os novos conteúdos, o que mais chama a atenção, no entanto, são as missões colaborativas no modo single-player. Agora é possível ir para a caça com alguns companheiros NPCs, algo que enriquece a lore do jogo e expande as possibilidades de combate para aqueles que não gostam da ideia de se aventurar no modo multiplayer — ou não querem assinar o Nintendo Online para conseguir desfrutar deste recurso

São vários personagens diferentes que podem te auxiliar no jogo, cada um trazendo seu próprio estilo de luta. Entre novos guerreiros e combatentes, temos também o retorno de personagens marcantes do jogo base, reforçado a ideia de que você está avançando no segundo capítulo da mesma história. 

Ao completar as missões com os Seguidores, você vai melhorando sua relação com os personagens. Com isso você acaba conhecendo melhor as motivações, personalidade e o estilo de cada um. 

Este é um recurso muito interessante e que faz com que as caçadas se tornem menos solitárias. Diferente de alguns NPCs que mais atrapalham do que ajudam, os Seguidores são bem inteligentes e bolam estratégias para conseguir te ajudar da melhor forma possível. Além disso, todos contam com seus pontos fortes, fazendo com que você tenha que compreender qual o método mais eficiente de combinar seus atributos com sua habilidade em combate.

Uma DLC que não revoluciona, mas agrada 

De muitas formas, a história reciclada do jogo base serve como um belo exemplo de como Sunbreak funciona em relação a Monster Hunter Rise. O que temos não é algo extremamente inovador, nem tenta parecer um jogo novo — como foi o caso da aclamada expansão Iceborne de Monster Hunter World — mas sim uma breve adição que continua o que já foi estabelecido e modifica apenas alguns detalhes. 

Isso pode frustrar os fãs que estavam em busca de algo totalmente novo e revolucionário, mas esta não era exatamente a proposta da DLC que sempre prometeu ser apenas uma expansão. 

Sunbreak chega com conceitos interessantes, ajustes muito bem-vindos e um conteúdo que te desafia a tentar repetir seus feitos como o grande caçador. Tudo isso é feito com o cuidado para que você consiga desfrutar do jogo, mesmo que fique a sensação de que eles poderiam ousar mais e entregar algo ainda maior. 

No fim, o que temos é um epílogo que aumenta as horas de diversão de Monster Hunter Rise, com adições modestas que contribuem para que você não enjoe rapidamente ou ache que tudo está muito repetitivo (uma sensação que se apresenta depois que você faz algumas horas de missões do jogo base). 

Não temos um jogo novo, temos mais alguns momentos de entretenimento dentro do que já havia sido estabelecido. Por sorte, isso é bem executado e consegue agradar e fisgar o jogador. Por isso, se você gostou de Monster Hunter Rise, você provavelmente vai se divertir muito jogando Sunbreak.

Levando tudo isso em consideração, Monster Hunter Rise: Sunbreak leva uma nota 7 da Legião dos Heróis. 

Monster Hunter Rise: Sunbreak leva uma nota 7 da LH!

Monster Hunter Rise: Sunbreak já está disponível no Nintendo Switch e na Steam.

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Chris Rantin

Jornalista • Editor • Mestrando em Comunicação pela UEL • Instagram e Twitter: @Chris_Rantin • "Eu sou o fogo e a vida encarnados. Agora e para sempre eu sou a Fênix!"