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Sylvana Correventos – Conheça a jornada da antagonista de World of Warcraft: Shadowlands

Por Gabriel Mattos

A nova expansão de World of WarcraftShadowlands — já está entre nós, colocando em foco uma das personagens mais complexas de sua história. Após lutar ao lado da Aliança até Warcraft III e comandar a Horda como Chefe Guerreira por muitos anos em WoW, chegou a vez de Sylvana Correventos se vingar de todos aqueles que viraram as costas a ela.

Sua história, como a maioria no universo Warcraft, é bastante trágica e tangencia as grandes guerras. Como um rio inquieto, sua lealdade serpenteia incerta a cada nova decepção em sua vida. Pode ser difícil determinar exatamente pelo que ela luta. Pelos Renegados? Pela Horda? Acima de tudo, por si mesma e contra aquilo que chamam de vida.

General-Patrulheira de Luaprata

Sylvana ainda viva segurando arco e flecha.

Sylvana lutando por seu povo.

No início, quando o mundo ainda gozava de uma relativa paz, Sylvana vivia em harmonia com suas duas irmãs — Alleria e Vereesa — no Pico dos Correventos. Elas estavam entre as mais respeitadas guerreiras dos elfos superiores. Sylvanas, inclusive, passou a liderar todo poderio militar de seu povo ao se tornar general-patrulheira de Luaprata.

Apesar de muito respeitada, algumas de suas decisões já causavam controvérsia entre os elfos superiores, como quando aceitou o primeiro humano entre as Sentinelas — Nathanos Marris. Mesmo assim, ninguém questionou sua liderança quando a Horda atacou.

Os elfos superiores foram as primeiras raças a se unirem aos humanos no surgimento da Aliança. Juntos, eles expulsaram os orcs das terras élficas, destruindo o Portal Sombrio. Tudo pareceu tranquilo por um tempo, até Arthas Menethil aparecer nos portões de Quel’Thalas com um grande exército de mortos-vivos ao seu controle.

A última esperança dos elfos contra Arthas.

Após uma dura batalha, Arthas derrotou Sylvana e suas Sentinelas. Com a Gélido Lamento em mãos, ele destruiu as armas da elfa sem dificuldades, mas decidiu que a morte não era um destino cruel o suficiente. Sua alma foi separada de seu corpo e forçada a lutar pelo Flagelo de Arthas como uma banshee. Furiosa, ela não aceitaria seu destino com tanta facilidade e isso seria a ruína do futuro Rei Lich.

Surgem os Renegados

O castigo de Arthas afetou Sylvana em um nível muito pessoal, alterando tudo que ela acreditava. Ela não tinha mais controle de seu corpo, nem de sua alma, mas ainda estava consciente de seus atos. Sua nova vida era um constante sofrimento, do qual lutaria bastante para se libertar.

A cada nova batalha que vencia contra sua vontade para o Flagelo, toda esperança de liberdade parecia ser em vão. Aos poucos ela aprendeu a enxergar a vida como uma inimiga. E Sylvana nunca deixaria de se vingar de um inimigo.

Conforme o exército de Arthas crescia, seu domínio sobre seus lacaios se dissolvia sem perceber. Sylvana notou estar cada vez mais consciente de suas próprias ações. Ela reuniu um grupo de banshees e esperou o momento certo para uma emboscada.

Fingindo total devoção a Arthas, suas irmãs banshees conseguiram guiá-lo para uma armadilha onde Sylvana esperava nas sombras. Com o príncipe caído na sua mira, a Dama Sombria lhe negou uma morte rápida. Ela queria ter o prazer de vê-lo sofrer tudo que ela sofreu.

Cega pela vingança, ela não anteviu a chegada do arquilich Kel’Thuzad, o aliado mais próximo de Arthas, que resgatou seu mestre para que eles se encontrassem com o Rei Lich. Um pequeno contratempo, mas Sylvana era paciente. Que ele se apegasse à sua patética vida. Isso seria um bom castigo até que ela concluísse sua vingança.

Com seu líder em retirada, a influência de Arthas sobre os mortos vivos era cada vez mais tênue. Sylvana viu nisso uma oportunidade de reunir seu próprio exército de mortos-vivos que reconquistaram sua liberdade — surgem os Renegados.

Motivados por um propósito em comum — a vingança contra Arthas — Sylvana os liderou como sua rainha. Apesar de em constante ascensão, eles precisavam de algum aliado poderoso para se estabelecerem. Os Renegados precisavam da Horda.

Sylvana e seus Renegados.

A Vingança contra o Rei Lich

Sob a proteção da Horda, ela voltou todos seus esforços para fortalecer seu exército para a inevitável batalha contra o Rei Lich,  agora fundido com Arthas Menethil. Ela fez questão de trazer de volta aquele humano por quem demonstrou certo apreço no passado — Nathanos Marris — antes de apelar para o conselho da Horda ação imediata contra o Flagelo.

O Chefe Guerreiro, Garrosh Grito Infernal, se recusava a entrar numa guerra que não lhe dizia respeito. Foi quando o Flagelo atacou o conselho. O pensamento rápido de Sylvana ajudou o triunfo da Horda e só então eles decidiram agir.

A Horda preparou um ataque à cidade gelada de Nortúndria. Enquanto exércitos da Horda pereciam no campo de batalha principal, Sylvana liderou uma invasão dos Renegados, sob a bandeira de Mão da Vingança, ao Fiorde Uivante. Eles lutaram lado a lado com a Aliança contra o inimigo em comum, mas foram traídos por dois de seus melhores soldados.

A ameaça dos traidores foi neutralizada, mas não sem deixar uma mancha enorme na reputação de Sylvana. Muitos começaram a questionar sua lealdade e suas verdadeiras intenções. Mas é claro que ela não está nem aí para o que os outros vão dizer. Ela só conseguia pensar na cabeça do Rei Lich servida em uma bandeja.

Suas tropas conseguiram invadir a Coroa de Gelo. Lá aconteceu um inesperado reencontro com a Gélido Lamento, a espada que ceifou sua vida. Secretamente, ela ainda nutria esperanças de que aquela arma poderia libertá-la dessa existência. Mas toda esperança é em vão. Tudo que sentiu não foi alívio, mas sim uma dor aguda. Um lembrete que a vida é um constante sofrimento.

Enfim o Rei Lich apareceu para a tão aguardada revanche. Poucos minutos de luta foram o suficiente para que Sylvana percebesse que ainda não era forte suficiente. Ela não sairia vitoriosa, então então decidiu recuar para viver mais um dia.

No fim, o Arthas foi derrotado pela Aliança, mas para manter o Flagelo sob controle deveria haver um novo Rei Lich. Esse fardo foi assumido por Bolvar Fordragon. Sylvana nunca mais poderia ter o homem que a condenou, mas ainda poderia ter paz. Recuperando enfim o seu corpo, Sylvana aceitou o frio abraço da morte como uma velha amiga ao se jogar do alto da Coroa de Gelo.

Vereesa — A maior decepção

Enquanto caia, ela foi atormentada por visões de um futuro catastrófico para os Renegados. Sem sua liderança, os chefes da Horda tinham planos terríveis para eles. Para piorar, a morte lhe fora negada no dia em que Arthas corrompeu sua existência. Não há nada lhe esperando no além, só escuridão e sofrimento. Mas havia uma alternativa.

A morte de Arthas libertou um grupo de espíritos poderosos chamado de Val’kyr, mas elas precisavam de um receptáculo. Surge então um acordo: se Sylvana aceitar hospedar suas irmãs, uma Val’kyr tomaria seu lugar no pós-vida. A dama sombria aceitou o pacto, voltando pela segunda vez para caminhar entre os vivos mais forte do que nunca.

Suas novas aliadas lhe ajudaram a expandir consideravelmente o número de seus mortos-vivos. Ela também não precisava mais temer a morte. Ela inclusive cairia mais uma vez em batalha, mas suas Val’kyres estavam prontas para renasce-la mais uma vez.

O pacto entre Sylvanas e a Rainha das Val’kyr

A Horda perdeu muitos homens na batalha contra o Rei Lich, o que despertou um forte sentimento de desconfiança contra os mortos-vivos. Haviam aqueles que diziam que Sylvana não era muito diferente do rei que jurou destronar.

Os Renegados de Sylvana eram tratados com cada vez menos dignidade. Ela tentou até mesmo apelar ao Chefe Guerreiro Garrosh, mas suas palavras foram em vão. Sem saída, ela precisava de um jeito de assumir o poder para garantir que ninguém, nem mesmo a Horda, entrasse em seu caminho.

Quando Garrosh foi preso acusado de traição, ela planejou com sua irmã Vereesa um jeito de envenená-lo. Vereesa estava animada com a ideia de se unir a sua irmã como líder dos Renegados. Quando descobriu que Sylvana pretendia matá-la para aceitá-la em seu exército, ela sabotou o plano.

Essa traição pegou Sylvana de surpresa. Apesar de tudo que havia acontecido, ela esperava poder contar com a família, mas os vivos não são dignos de confiança. Depois disso, ela se tornou uma general ainda mais implacável.

Ascenção e Queda da Chefe Guerreira

Eventualmente, enquanto o mundo enfrentava a Legião Ardente, Sylvana ascendeu para o cargo de Chefe Guerreira da Horda. Ela os guiou para a vitória em inúmeras ocasiões, mas seus métodos sempre questionáveis desestabilizaram sua confiança até mesmo entre os Renegados. Mas isso não tinha menor importância.

Agora, como Chefe Guerreira, ela finalmente tinha os meios para salvar as pessoas de Azeroth do destino cruel que é viver. Em busca de mais poder, ela invadiu novos territórios em Kalimdor para conseguir monopólio de uma substância mágica chamada Azerite.

Isso foi visto como uma violação da trégua com a Aliança. Como retaliação, eles atacam a Cidade Baixa — a base de operações dos Renegados — dando início à Batalha por Azeroth.

Focada em seu objetivo maior, Sylvana não pensou duas vezes em sacrificar até mesmo membros do alto escalão da Horda em sua guerra. Assassinar seu general capturado pela Aliança, renascer entes queridos de seus inimigos como um jogo mental… Nenhuma tática é sórdida demais para ser usada. Suas ações assustam tanto que nem a Horda consegue concordar com seus métodos.

 

Baine Casco Sangrento, um dos chefes mais respeitados da Horda, decide dar um basta na tirania de Sylvana. Ela não é do tipo que releva dissidência. Após descobrir o plano do tauren, ela o sentencia à morte. O plano de Baine reacendeu na Aliança a esperança de tempos de paz, então eles decidem se unir a um pequeno grupo de rebeldes da Horda para salvá-lo de sua prisão.

Essa distração era o que N’Zoth, um Deus Antigo, precisava para despertar ameaçando o futuro de toda Azeroth. Com um novo inimigo em comum, líderes da Horda e da Aliança decidiram que Sylvana precisava ser destituída do trono para que todos seus esforços se voltassem para o verdadeiro inimigo. O Líder Supremo Saurfang foi escolhido para enfrentar a Rainha Banshee.

Sylvana se sentiu profundamente traída pela Horda. Furiosa, ela deixou bem claro que Saurfang não era páreo para a Dama Sombria. Sylvana ridicularizou o campeão da Horda e confessou que nunca se importou com eles. A Horda sempre foi uma ferramenta necessária na sua cruzada contra a vida.

Sylvana enfrenta a Aliança.

Ao matar Saurfang, ela pretendia matar a última esperança da Horda. Em seu suspiro final, ele retrucou que Sylvana pode ter destruído muitas coisas em sua busca por vingança, mas jamais destruiria a esperança.

Esse apego patético a um futuro de mentiras despertou a fúria de Sylvana. Ela acessou um poder nunca antes disso, e com ele põe um fim na vida de Saurfang. Junto dela, suas chances de comandar a Horda.

Cruzada contra a Vida

No fim, a Aliança e a Horda assinaram uma nova trégua e o último Deus Antigo foi derrotado. Depois do estrago causado por Sylvana, a Horda jurou nunca mais permitir que alguém acumule tanto poder. A era dos Chefes Supremos chega a um fim e um conselho com um representante de cada raça passa a governar a Horda.

Quanto a Sylvana, seu grande plano está só começando. Todo o caos causado por N’Zoth foi a distração perfeita para uma visitinha a um velho amigo. Chegou a hora de colocar um ponto final nessa existência medíocre que assola todas as criaturas de Azeroth. Ela vai à Coroa de Gelo resolver suas pendências com o Rei Lich.

Usando seus novos poderes sombrios, ela humilha completamente Bolvar Fordragon. Incapacitado aos seus pés, ele vê horrorizado a Dama Sombria destruir seu elmo. Não haverá mais um Rei Lich. Ninguém comandará o Flagelo. Suas ações destroem o véu da realidade acima da Coroa de Gelo, abrindo um portal para as Terras Sombrias.

A hora dos mortos chegou. Todos irão aprender a respeitar a força do Carcereiro. É assim que encontramos Sylvana na nova expansão Shadowlands, disponível na Battle.net. Aproveite a Promoção de Fim de Ano para comprar uma montaria incrível com 50% de desconto para desbravar o reino dos mortos com estilo. Qual será o próximo capítulo na história de Sylvana Correventos? Você precisa jogar para descobrir.

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sobre o autor Gabriel Mattos

Redator que joga mais Switch do que deveria e já leu todo o novo cânone de Star Wars, até os livros ruins. • @gabeverse