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Review: Days Gone se tornou um apocalipse ainda mais interessante no PC

Por Márcio Jangarélli

Mais um exclusivo PlayStation foi levado para o PC! Days Gone, game pós-apocalíptico de mundo aberto da Bend Studios, foi lançado para PC no dia 18 de maio, expandindo os horizontes da jornada de Deacon St. John.

Quando o título estreou no PS4, passei várias horas desbravando suas terras devastadas na garupa da moto do Deacon e publiquei minhas impressões aqui na Legião. Agora, revisitar Days Gone no PC foi uma experiência muito agradável e posso dizer que o tempo e o port talvez tenham melhorado o game.

Coloca sua jaqueta de couro, sobe na moto e vem comigo nessa jornada!

Ficha Técnica

Deacon St. John retornou em 2021, agora no PC.

Requisitos mínimos:

  • Processador: Intel Core i5-2500K 3.3GHz ou AMD FX 6300 3.5GHz
  • Memória RAM: 8 GB
  • Sistema Operacional: Windows 10 64-bits
  • Placa de Vídeo : Nvidia GeForce GTX 780 ou AMD Radeon R9 290
  • Memória de Vídeo: 3GB (AMD 4GB)
  • Espaço no HD: 70 GB

Configuração usada para review:

  • Notebook Acer Nitro AN515-54
  • Processador: Intel Core i5-9300H CPU @ 2.40GHz
  • Memória RAM: 8,00 GB
  • Sistema Operacional: Windows 10 64-bits
  • Placa de Vídeo: Nvidia GeForce GTX 1650
  • Memória de Vídeo: 4GB
  • HD: 500GB SSD

Days Gone foi um exclusivo de PS4, lançado em abril de 2019 pela SIE Bend Studios. Em 18 de maio de 2021, o jogo recebeu um port para PC e agora pode ser encontrado também na Steam. É um shooter pós-apocalíptico de mundo aberto, em terceira pessoa, onde o jogador segue os passos do motoqueiro e mercenário Deacon St. John enfrentando Frenéticos, os infectados do game, e o culto dos Rippers.

Em Days Gone, Deacon e Boozer trabalham como mercenários para campos de refugiados no interior do Oregon, depois de um colapso global causado pelo surgimento dos Frenéticos – pessoas infectadas que se transformaram em zumbis. Deacon ainda vive o luto por ter perdido sua esposa, Sarah, durante a evacuação da cidade quando o caos dos mortos começou. Porém, pistas sugerem que talvez ela não tenha morrido da forma como o motoqueiro imaginava e o passado começa a assombrá-lo com mais força.

O que achamos de Days Gone no PC?

Tira a poeira da moto que é hora de derrapar pelo Oregon novamente.

É engraçado como, anos atrás, eu não tinha tanto interesse assim em Days Gone – e até tinha algum preconceito com o título – mas, depois, o game acabou me conquistando à força, mesmo com alguns probleminhas chatos. Como disse na minha review de 2019, esse é um exemplo perfeito de um bom jogo; nem excelente, nem ruim, apenas bom. De lá pra cá, muita coisa mudou na indústria, mas o título da Bend Studios conseguiu a proeza de permanecer estável e envelhecer bem.

Na portabilidade para PC, Days Gone atende requisitos chave para ser um título popular e indispensável na sua Steam. Ele não requer uma máquina tão grandiosa para rodar, considerando que é um jogo do final da geração do PS4, com gráficos excelentes e um peso considerável; a jogabilidade foi bem adaptada, ainda mais se você usar um controle de PS4 ou PS5 como joystick; não há erros ou crashs que quebram o game; e é uma aventura muito divertida, que se leva a sério ao ponto de se tornar engraçada – de um jeito bom – fácil de acompanhar para iniciantes e casuais, desafiadora o suficiente para os prós e excelente para perder um bom tempo imerso nesse fim do mundo sem lembrar da nossa própria realidade devastada.

Meu notebook, que é só um pouquinho mais avançado que os requerimentos mínimos, subiu na garupa do Deacon e rodou atrás de Frenéticos como se fosse um console. O desempenho do port de Days Gone é excelente e entrega gráficos surpreendentes e uma jogabilidade lisinha, com qualidade superior ao esperado. Ainda, de alguma forma esse game parece “feito” pra PC em um nível simbólico, como se parecesse mais “correto” vê-lo na Steam do que no PS4 três anos atrás. Faz sentido pra vocês?

O maior problema MESMO é escapar das hordas usando as funções do elusivo botão L1.

No entanto, ainda existem alguns probleminhas que requerem um refinamento da parte dos desenvolvedores. Bugs e glitches podem ser bem divertidos, principalmente no PC e para você streamar e dar risada, mas na análise final não dá para perdoar muito, né? Inimigos às vezes ficam presos em lugares estranhos ou surgem do nada próximos a você – e não foi porque eu não os detectei – e isso acaba causando algumas situações um pouco estressantes. Não é tão recorrente, mas é digno de nota.

Outra coisa é que as falas do game, especialmente transmissões de rádio e comunicação remota entre o Deacon e os outros personagens, não estão muito sincronizadas com o gameplay. Isso acaba atrasando certos diálogos e até faz com que conversas se atropelem e tudo fica caótico. E, aproveitando que estamos falando de caos, uma coisa do Days Gone original que não melhorou foi o menu do L1 de troca de equipamentos, que ainda é confuso e pouco prático.

A raiva e amargura do Deacon ficaram relacionáveis com o tempo?

Mas esses probleminhas são só isso mesmo: pequenos. No fim, além do port ter sido muito bem feito, Days Gone acabou envelhecendo muito bem. Os gráficos ainda são acima da média, o gameplay é divertido e, mesmo que seja repetitivo em sidequests e tudo mais, todo mundo precisa de um daqueles games que te permitem jogar no automático em certos momentos, sem pensar em nada.

E hoje, acho que por tudo o que aconteceu de 2019 para cá, o Deacon parece um personagem mais compreensível do que antes. Na review anterior, eu havia citado como achei corajoso, até fascinante, colocar alguém tão antipático para liderar a história. Dessa vez, ele não parece uma pessoa tão difícil assim, só um cara cansado. Muito cansado. Dá para se relacionar melhor com isso em 2021, né?

Nota

Nota: 4/5 estrelas

Três anos fizeram bem para Days Gone e a portabilidade só veio para acrescentar. Ainda é um game legal e só legal, mas muito bem feito e perfeito para gastar um bom tempo jogando.

Pela portabilidade para PC bem feita e pelo jogo ter envelhecido bem, a nota de Days Gone vai subir! Foi realmente muito prazeroso retornar para viajar de moto no Oregon lotado de zumbis e enfrentar algumas hordas e Rippers. Recomendo e dou todo crédito pelo bom trabalho do SIE Bend Studios.

Assim, Days Gone leva, dessa vez, 4 estrelas. Mandou bem, Deacon!

Já jogou Days Gone? PS4, PS5 ou PC? Não esqueça de comentar!

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sobre o autor Márcio Jangarélli

Assessor, redator e jornalista. Madonna de Jakku.