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The Witcher – Produtora executiva da série fala sobre as comparações com “Game of Thrones!”

Por Raphael Martins

Hoje foi um grande dia para os fãs de The Witcher, que foram brindados por um trailer final sensacional da adaptação dos livros de Andrzej Sapkowski feita pela Netflix. E ao que parece, esse trailer foi apenas um farol para que mais novidades da série começassem a chegar.

Em uma entrevista super detalhada para o site Variety, Lauren Schmidt Hissrich, a showrunner da atração, respondeu a diversas perguntas acerca da produção, matando a sede de curiosidade dos fãs, ávidos por notícias que até então eram dadas a conta-gotas.

Sobre como a equipe de produção montou a narrativa dos episódios da primeira temporada, ela disse:

“Para mim, o tema geral dos livros, enquanto eu os lia, era realmente sobre esta família quebrada composta por Geralt de Rívia, Ciri e Yennefer. Eles estão unidos pelo destino; eles eram todos órfãos no mundo, solitários. Nenhum deles sente que pertence a algum lugar. Certamente nenhum deles sente que precisa de mais alguém para sobreviver. Por eu querer que a unidade familiar deles fosse o centro da história, uma das grandes mudanças que eu tive que fazer na narrativa dos livros foi introduzir Ciri e Yennefer um pouco mais cedo… e fazê-las como personagens totalmente formadas por si mesmas… essa foi uma das grandes mudanças que eu fiz.”

Quanto às comparações inevitáveis com Game of Thrones, a produtora da série apontou os aspectos nos quais The Witcher se diferencia:

“Quando as pessoas me perguntam se a série será o próximo Game of Thrones, eu penso: ‘Espero que seja bem sucedida assim!” Não quero nada além de The Witcher durando várias temporadas com muitos seguidores. Dito isso, acho que é aí que as comparações terminam. Uma das coisas mais divertidas que temos em The Witcher é que a história não é baseada em nenhum período histórico específico. Muitas fantasias são pensadas de uma forma meio medieval, mas The Witcher se passa meio que em um tempo desconhecido e em um lugar desconhecido.

 

Outra coisa na qual nos diferenciamos é que nós mergulhamos mais no lado místico da história. Existe magia e existem monstros. Eu acho que por muito tempo a televisão não teve muito orçamento para realmente lidar com monstros, porque eles demandam muita maquiagem, próteses e também CGI. Esse era o tipo de coisa reservado apenas para filmes. Mas Geralt é um caçador de monstros, então não poderíamos fazer essa série sem monstros.

 

A outra coisa é a magia. Meus filhos são grandes fãs de Harry Potter e a magia é uma grande parte da fantasia. Existe aquele sentimento fantástico de poder fazer o que você quiser através de um poder que sai dos seus dedos ou vem de sua mente. Mas The Witcher não é um mundo em preto e branco. Uma das coisas que nós construímos para a série é: qual é o preço da magia? Se você vai praticar magia, também vai perder alguma coisa… isso força nossos personagens a irem a lugares onde eles terão que usar seus cérebros muito mais do que apenas depender de ferramentas mágicas.”

Na galeria abaixo, fique com imagens da série:

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sobre o autor Raphael Martins

Redator, apresentador e roteirista. Gosto de longas caminhadas na praia, Star Wars, tokusatsu, anime e filé com batata frita. Deixo as pessoas constrangidas. Você pode trocar uma ideia comigo no Twitter: @aqueleraphael