[CRÍTICA] Monster Hunter World: Iceborne – O clima é gelado, mas o game é quentinho!

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[CRÍTICA] Monster Hunter World: Iceborne – O clima é gelado, mas o game é quentinho!

Por Márcio Jangarélli

FICHA TÉCNICA

 

Data de lançamento: 6 de setembro de 2019;

 

Desenvolvedora: Capcom;

 

Gênero: RPG de ação;

 

Estúdio: Capcom;

 

Plataformas: PS4, XOne, PC;

É engraçado pensar que em uma empresa como a Capcom, com Resident Evil, Devil May Cry, Mega Man, Street Fighter e outros tantos games clássicos como propriedade, o jogo mais vendido é Monster Hunter World.

Chegando de mansinho no início de 2018, World é o quinto game da franquia que começou em 2004, no PS2 – isso sem contar os spin-offs – e foi um sucesso esmagador. Se você quer saber nossa opinião sobre o game base, que é sensacional por si só, é só clicar aqui

Pouco mais de um ano e meio depois do lançamento, World recebe sua primeira expansão, não DLC (vou falar melhor sobre mais adiante), anunciada no fim de 2018: Iceborne. E olha, parece mais uma sequência do que uma extensão para a história.

Iceborne é um game novo, basicamente. Anunciado como uma “grande expansão”, o novo capítulo de World estreou em 6 de Setembro e é tudo o que um fã da série poderia querer – e toda a motivação que você precisa para se interessar na franquia. Por isso é até pecado chamar de DLC.

A expansão traz uma novas áreas para o game, quase do tamanho da original, introduz uma história melhor e mais carismática que a anterior – um dos pontos baixos do game base – apresenta monstros, armas e armaduras ainda mais insanos e bonitos, aprimora aspectos da batalha e movimento e é um puro deleite visual, além de ser ainda mais aconchegante. Acho que é “” isso.

A nova área, meio que uma tundra, quase toda nevada, é linda e contrasta maravilhosamente bem com o fim vulcânico e explosivo do jogo base. Nela você precisa usar uma nova poção pra se manter aquecido e o frio não afetar seu status, o ambiente interfere um pouco mais na sua locomoção, visto que você vai andar soterrado em neve em alguns pontos, e seus personagens podem usar casacos de pele sobre as armaduras – cosmético apenas, mas quem não gosta de deixar o char bonitão né?

De cara, Iceborne já te mostra que o novo-novo mundo vai ser mais complexo do que lidar com umas skillzinhas de gelo. Seguindo uma ótima cena de abertura, o cenário inicial te coloca contra um novo monstro tubarão-besouro de gelo que se movimenta “nadando” pelo solo e tem todo um clima de Tubarão (o filme). Isso já te faz entender como as coisas vão funcionar a partir de agora – e tudo escala pra um ponto que você nem imagina.

Os novos monstros são primorosos. Depois de jogar o primeiro, achava difícil baterem os três dragões anciões ou o boss final mesmo, mas me provaram o quanto eu estava enganado. Inclusive, o boss final de Iceborne é o mais legal de todo o game, além da Velkhana, o dragão de gelo que apareceu durante a divulgação do jogo, ser o monstro mais bonito (opinião pessoal, claro).

Também, o game introduz algumas mecânicas bem legais – e se você nunca jogou e vai começar agora, elas estarão lá desde o início. A principal é a garra, um dispositivo que você usa para se prender nos monstros e atacar – e até mudar a direção de movimento deles e fazer com que batam de cabeça em paredes.

Você agora pode montar em alguns monstros durante as missões e expedições, algo que não é tão útil assim, mas é legal. E a atiradeira ganhou um update e pode ser usada com a arma principal em mãos, deixando ela mais dinâmica e útil.

Quanto à história, a nova aventura começa logo depois do final de World – ou seja, pra você começar Iceborne, você precisa ter terminado a campanha do jogo base, que te coloca no rank 16 no fim. Os pesquisadores notam que as Legianas, aquele wyvern de gelo que você encontra nos Planaltos Coralinos, estão agindo diferente, o que te leva em uma missão que desemboca na abertura de Iceborne. As Legianas estão fazendo uma migração não-habitual para fora do Novo Mundo e, observando a cena, você descobre não só um novo dragão, mas as pistas que te levam à Fronteira Glacial.

Assim, Iceborne te coloca em uma nova aventura com o mesmo gostinho da primeira: está aqui uma nova área, com criaturas poderosas, plantas estranhas, cavernas misteriosas e tudo mais; Vai lá e explora. O sentimento de aventura pode ser até um pouquinho maior porque agora você é um caçador renomado e está partindo em uma nova aventura. Ainda, a história tem mais tensão que a primeira e seu personagem tem mais presença, ainda que continue mudo.

É uma expansão quase perfeita. Melhora praticamente tudo o que o game base apresenta e te dá mais – mas ainda tem algumas falhas. A principal está na pluralidade de monstros, quando vários dos oponentes que você enfrenta são versões com novas cores ou um “tratamento gelado” dos monstros que você já conhece.

Não me entenda mal: eles tem novos movimentos e agem de forma diferente na Fronteira Glacial, mas essa repetição visual deixa tudo meio… repetitivo? – e isso é ruim principalmente para batalhas tão longas quanto as de Monster Hunter, que você vai ter que voltar algumas vezes para conseguir um set ou arma nova.

Falando nisso, os novos sets de armadura e as novas armas são lindos MESMO. Tem um set do Odogaron que eu vou chorar até conseguir. Mas, no caso das armas especificamente, talvez demore um pouco pra você equipar uma versão Iceborne.

As novas armas seguem os galhos já estabelecidos de evolução, colocando os equipamentos da expansão lá no fim. Se você é um jogador empenhado e de algum tempo, não vai demorar, sua arma já deve estar próxima da nova evolução. Se você está chegando agora, se prepara porque vai ser uma jornada.

Isso sobre as armas se liga a um probleminha na progressão, especialmente para novos jogadores. Se você se interessou no jogo por conta de Iceborne, pra chegar no motivo do seu interesse você precisa se aventurar por toda a campanha de World – que é consideravelmente longa.

Você pode tentar fazer só as quests principais, sim, mas em algum momento você não vai conseguir mais evoluir seu equipamento e aí a coisa vai pesar. A armadura de guardião, um set poderoso que vem com algumas versões do game para te ajudar alcançar a expansão, só é útil até certo ponto. No melhor dos casos você chega em Iceborne, mas aí seu personagem não está forte o suficiente pra seguir e o primeiro monstro da nova área vai limpar o chão com você.

Ao mesmo tempo que é bacana e faz sentido ser pós-fim do jogo, essa disposição de Iceborne cria um atrito com iniciantes ou com quem terminou o game e não seguiu para conseguir as melhores armas e armaduras. Se a intenção era fazer essa galera demorar um pouco em World antes de partir, foi uma ótima jogada.

Mas então, vale à pena jogar Monster Hunter World: Iceborne?

Com toda certeza, seja você novato ou voltando para uma nova aventura. Esse é um game que está fazendo jus ao “World” no nome com uma expansão desse tamanho e tão boa. Quando você menos esperar, vai estar relaxando em Seliana depois de uma caçada, apenas ouvindo a trilha-sonora magnífica da vila.

Por ser uma expansão que podia ser muito bem um ótimo game separado, Iceborne leva 4,5 amigatos de 5. Estou julgando somente a expansão, você pode conferir a crítica do LR sobre o game base.

E aí, vamos à caça? Monster Hunter World: Iceborne já está disponível para PS4, XOne e PC.

Não esqueçam de deixar nos comentários as suas impressões sobre Iceborne! Até a próxima o/

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Imagens: Reprodução
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sobre o autor Márcio Jangarélli

Assessor, redator e jornalista. Madonna de Jakku.