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Coringa – Diretor de fotografia nunca acreditou que o filme incitaria violência!

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Por Cristiano Rantin

Coringa está sendo bem elogiado pelos fãs do personagem e por parte da crítica especializada, que comentam inclusive as grandes chances que o filme tem de conquistar um Oscar, mas diversas polêmicas tem circulado o projeto. Desde antes do seu lançamento, autoridades estão preocupadas que ele acabe incitando uma onda de violência, deixando até mesmo o Exército Americano e o FBI prontos para agir.

Mas Lawrence Sher, o diretor de fotografia do filme, nunca esperou por isso. Em uma entrevista para o podcast Go Creative Show, ele falou sobre as polêmicas envolvendo o filme e todo o sucesso que Coringa tem feito.

Comentando sobre como Todd Phillips, o diretor do filme, se sentiu nas nuvens depois dos elogios que o filme recebeu no Festival de Veneza, Sher destacou as manchetes polêmicas que acusavam o filme de ser perigoso:

[Vimos] Manchetes e críticas e outras pessoas falando sobre como o filme era perigoso e iria incitar violência, e todas essas coisas que nós nunca acreditamos que iria acontecer, ou acreditamos ser verdade, apesar de serem, obviamente, muito sensíveis para a realidade da violência com armas de fogo na América e todos os problemas que o filme aborda.”

Segundo Sher, eles acreditavam que o público iria responder de forma positiva ao filme, caso eles decidissem dar uma chance ao projeto:

“Mas nós acreditávamos, em nossos corações – e eu pessoalmente acredito nisso, como alguém que tem um grande papel no filme, mas também é membro do público – eu acreditei que o público iria responder da forma que ele respondeu, e que uma vez que eles tivessem a chance de ver o filme, tudo voltaria ao normal. Não seria tão pesado para críticos e outros jornalistas que, francamente, até certo ponto, às vezes julgavam o filme que alguns deles nem tinham assistido.” 

Ele continua argumentando que parte da razão para o filme ter gerado tanto polêmica é a situação atual do mundo e dos Estados Unidos, com todos os problemas de violência e desigualdade de classes. Sher também se defende das acusações de que o filme exalta violência, apontando que ele é menos violento que a franquia de sucesso John Wick, que é elogiada pela grande quantidade de assassinatos.

“A violência [no filme] não é brutal – o que eu acho que a violência é brutal, mas sua natureza também é brutal – e ainda assim, às vezes, nós vemos a violência sendo exibida em filmes de uma maneira descuidada, desleixada e divertida. E nesse filme nós tentamos fazer algo que nós queríamos para manter uma certa camada de realidade, e nós queríamos, intencionalmente, deixar a violência como algo cru e realista. Eu acho que isso trouxe muitas emoções para o público.”

Por fim, Sher deixa claro que a equipe criativa do filme nunca tentou justificar o comportamento do vilão em nenhum aspecto, dizendo que a razão para que parte do público acabe tendo empatia pelo Coringa é devido a sua construção, que mostra um homem sendo transformado em algo terrível ao ser colocado no caminho da violência.

“É um sentimento conflitante, porque você já se alinhou com a pessoa que você vê na tela, e ele faz coisas ruins, e isso acontece, mas eu acho que isso faz o filme ser conflitante. Eu acho que isso também faz o filme ser super interessante.”

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sobre o autor Cristiano Rantin

Jornalista • Mestrando em Comunicação Social pela UEL • Bruxo • Twitter: @ChrisRantin • "Eu sou o fogo e a vida encarnados. Agora e para sempre eu sou a Fênix!"