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The God of High School: 10 motivos para dar uma chance para o anime

Por Márcio Jangarélli

Se você gosta de anime, já deve ter se deparado com o título “The God of High School” por aí. Essa é mais uma animação de distribuição exclusiva da Crunchyroll e, adianto, mais um acerto do serviço de streaming.

Ainda que seja familiar em vários sentidos, The God of High School segue alguns caminhos bem distintos em sua produção – que destacam o título e fazem dele um daqueles que merecem sua atenção. Essa lista é para pontuar o melhor desse anime e, quem sabe, te apresentar um novo favorito.

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Diretamente da Coréia do Sul

Esse não é o primeiro título sul coreano no mundo dos animes, mas essa diferença na localização ainda causa espanto em muita gente - e traz um gostinho diferente na série em si.

The God of High School é um manhwa sul coreano criado por Yongje Park. Nele, acompanhamos a história de Jin Mo-ri, um jovem de Seul que entra para o torneio de artes marciais “God of High School” (GOH). Sua publicação online começou em 2011 e em 2014 ganhou uma versão oficial em inglês.

Ainda que muito dos mangás japonês permaneça na aventura, é notável como a produção sul coreana possui uma identidade muito própria. Costumes, ações e o desenvolvimento dos personagens são diferentes do que estamos acostumados; até o ritmo do roteiro é outro, se você prestar atenção.

Se você estava procurando algo realmente novo para ver, mas que ainda seja um pouquinho familiar, esse é a sua melhor escolha.

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Uma estética brilhante

Aliás, até a arte de TGOH é diferente do que estamos acostumados - e belíssima, diga-se de passagem. É interessante como só mudar de Tóquio, que já estamos acostumados, para Seul entrega um ambiente novo, mesmo que sejam duas cidades urbanizadas e estruturalmente parecidas.

As cores aqui são bem saturadas e o ambiente é todo dinâmico, grande, espaçoso, convidativo - até nas cenas mais pesadas. É uma arte muito própria e bem humorada, com todos os personagens com a ponta do nariz avermelhada, além de roupas e acessórios que exalam aquele ar de “isso só existe em anime mesmo”.

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Design de protagonista

Falando nisso, o design de personagem de TGOH é sensacional. O anime apresenta esses heróis e vilões com um visual que te pega de primeira, sejam aqueles que parecem protagonista de anime mesmo, sejam os que são claramente ídolos de K-pop disfarçados.

São designs muito balanceados e diferentes entre si. É só comparar o trio de protagonistas, por exemplo, onde o Mo-Ri tem até um “brilho” marcado no olhar, em contrapartida com o Dae-Wi, com um visual mais sóbrio, e a Mi-Ra, que parece toda nerd, mas está longe disso e carrega uma espada.

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Animação de brilhar o olho

Fãs de animação bem feita, esse é o anime para vocês. TGOH é produzido pelo estúdio japonês MAPPA, que possui alguns animes de esporte famosos em seu catálogo (Hajime no Ippo, Yuri on Ice), além de serem os escalados para cuidar a última temporada de Attack on Titan, então já dá para imaginar a qualidade, certo?

A animação de TGOH com certeza é um dos maiores chamativos da série. É incrivelmente fluida, dinâmica e bonita. Esse é daqueles animes que as cenas de cotidiano são tão bem feitas quanto os momentos de batalha. É de fazer seu olho brilhar igual ao do protagonista.

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Saindo no soco

Falando nas batalhas, olha, se você é daqueles que quer ver lutas épicas - mas que não se arrastam por um tempo absurdo - corre pra ver TGOH AGORA.

Não tem uma luta que o anime mostrou até agora - e já vimos várias, mesmo que nem tenha tantos episódios assim - que não faça você prender um pouco a respiração e arregalar o olho. São movimentos bem executados, com peso, dinâmicos, que te deixam tenso, só para entregar um gran finale depois.

Na verdade, as batalhas são o maior atrativo de TGOH. Bom, o anime em si começa falando sobre o torneio, então era o esperado. Mas, além de bem produzidas, esses confrontos trazem estilos de luta distintos, enriquecendo a experiência. Até o Jiu-Jitsu é citado no anime - uma pena que não o vemos realmente em ação.

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Explosão sonora

E você sabe que o estúdio entendeu muito o que tinha em mãos quando, além de uma animação sensacional, TGOH entrega uma trilha sonora impecável. É a música que você imaginaria para um anime desses: explosiva, pop, quase como se simulasse uma luta de socos sonora.

Inclusive, segue totalmente uma pegada K-pop - ainda que a abertura esteja na voz de um cantor americano. A trilha dá ainda mais vida para o anime e o torna algo extremamente vibrante.

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Sem parar

Esse dinamismo da animação, trilha e visual segue, inclusive, para a o ritmo da narrativa de TGOH. Não tem enrolação aqui; os momentos são bem pontuados, mas seguem um passo rápido e contínuo, meio que contando duas histórias por episódio.

Nem as batalhas ou torneios demoram para serem desenvolvidos, tá? O primeiro torneio do anime terminou faz um tempinho até. TGOH é parte dessa leva de animes feitos para streaming, onde não precisam ficar se recontando várias vezes pensando no espectador - e isso é ótimo.

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Quase pé no chão. Quase.

Além de tudo, essa é uma história com os pés em um mundo bem atual. Claro, desconsiderando toda a fantasia e lutas malucas. TGOH trata de assuntos difíceis como doença, morte, excesso de trabalho, abandono, a mulher no mundo oriental, entre outras tantas coisas.

Aliás, os arcos do Dae-Wi e da Mi-Ra foram os que me fizeram interessar ainda mais no anime. São coisas que você não vê muito nesse tipo de trama, mas que conversam com a nossa geração e com as mais novas. No fim, ainda que sejam batalhas o forte de TGOH, o mundo dessa aventura também é muito rico.

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O bom e louvável anime de almoço

Pessoalmente, eu tenho esse conceito de que, se você consegue se sentir bem assistindo um anime enquanto almoça, ele vale a pena. É aquele tipo de coisa que você tem que prestar atenção na legenda, já que japonês é um idioma bem difícil, e isso faz dividir a atenção entre comida e a animação algo bem difícil e que só vale se o anime for muito bom.

Também, minha geração cresceu assistindo anime no almoço, né? Narutinho, Dragon Ball, até o período curto que One Piece passou no SBT - eram todos na hora do almoço, depois ou antes da escola, e te faziam quase engasgar às vezes. Assim, esse é daqueles rituais nostálgicos também.

E, sim, TGOH é um ótimo anime de almoço. É daqueles que engaja o suficiente pra tirar seu olho da comida, mas que não é tão complexo ou, sei lá, nojento para atrapalhar sua refeição. Você assiste, come, fica feliz e termina satisfeito. Uma boa experiência, diga-se de passagem.

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Curtinho

Como tempo é algo precioso e existem outros tantos títulos pra assistir e cinquenta mil outras coisas pra fazer, vale pontuar que TGOH é um anime curtinho. Estamos na casa do nono episódio, na verdade.

TGOH estreou em Julho, então é algo muito novo. Serão apenas 13 episódios nessa primeira temporada, seguindo esse formato que já é bem comum para os animes mais atuais, então ainda dá para você assistir tudo e acompanhar os últimos capítulos.

The God of High School vai ao ar todas as segundas, 11h30 - exatamente na hora do almoço, haha! Conta aí nos comentários se você vai dar uma chance ou se já conhece a história do Jin Mo-Ri e seus amigos!

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Márcio Jangarélli

Assessor, redator e jornalista. Madonna de Jakku.