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O Senhor dos Anéis: Todos os filmes da Terra Média, do pior ao melhor segundo a crítica

Por Raphael Martins

A trilogia O Senhor dos Anéis marcou a história do cinema não apenas pelas bilheterias estratosféricas que cada filme angariou, mas também por ter mostrado que o gênero de fantasia ainda tem muita força junto ao público. Após o sucesso dos três filmes, vários estúdios se sentiram encorajados a adaptar outros livros, e embora os resultados tenham sido diversos, nenhum conseguiu obter a mesma glória das produções comandadas por Peter Jackson entre 2001 e 2003.

Anos depois do fim da trilogia, o diretor também topou o desafio de adaptar O Hobbit, livro que precedia O Senhor dos Anéis, na forma de dois novos filmes, que posteriormente viraram três. Várias liberdades criativas foram tomadas, o que fez com que parte do público e da crítica rechaçasse a nova iniciativa do estúdio. Mas entre eles, qual o pior e o melhor segundo os críticos? Descubra agora!

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

Lançado em 2012, o primeiro filme de O Hobbit não chega a ser ruim e diverte bastante, mas a falta de mais ação e o clima "family friendly" do longa o fizeram ser bastante criticado por quem já curtia a trilogia anterior.

Muitos críticos da época também atacaram os efeitos especiais, justificando que havia coisa muito melhor em outras produções, o que não era exatamente mentira. No site Metacritic, por exemplo, Uma Jornada Inesperada tem apenas 58% de aprovação.

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

Enquanto que nos livros a famosa "batalha dos cinco exércitos" sequer é mostrada, no cinema este acontecimento foi detalhado em um filme de duas horas e quarenta e quatro minutos de puro barulho e porradaria. Nem todo mundo curtiu isso.

Os personagens que participam da dita batalha não tem a atenção ou desenvolvimento que deveriam, tirando todo o drama da coisa e transformando as lutas em meras cenas de ação sem muita alma. Bom para quem gosta de ver combates encarniçados, mas ruim para quem esperava uma história mais bem contada.

O Hobbit: A Desolação de Smaug

O segundo filme da trilogia O Hobbit mostrava vários novos personagens, como Bard (Luke Evans) e o próprio dragão Smaug (Benedict Cumberbatch), sendo visto pela crítica como o melhor desta segunda trilogia.

Há emoção, ação e surpresas de forma bem equilibrada, além do retorno de Legolas (Orlando Bloom), que não está no livro, mas deu o ar da graça de forma satisfatória no filme. No Metacritic, o filme tem 66% de aprovação, ficando acima da média.

O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel

O filme que começou a saga e deu o pontapé inicial para uma nova receita de sucesso em Hollywood conta com 91% de aprovação no *Rotten Tomatoes e fez um sucesso estrondoso quando foi lançado, em dezembro de 2001, levando cinco Oscars** para casa.

Este primeiro filme tinha a enorme responsabilidade de dar certo para o bem da continuação da história no cinema, pois caso fracassasse, os outros dois iriam junto. Por sorte, isso não aconteceu, e o longa foi um campeão de bilheteria e uma máquina de ganhar prêmios. Embora tenha um ritmo bem mais leve e até um pouco lento que seus sucessores, não deixou de fazer bonito.

O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei

Se A Sociedade do Anel tinha a grande tarefa de iniciar a trilogia, O Retorno do Rei tinha de terminá-la. E fez isso com louvor, batendo a casa de $1 bilhão nas bilheterias mundiais e ganhando nada menos que 11 Oscars, vencendo em todas as categorias nas quais foi indicado.

O filme faz cada batalha, diálogo e situação parecer realmente importante, encerrando a jornada da Sociedade do Anel com chave de ouro. Mas entre os críticos, não é ele quem está no topo da trilogia como o melhor de todos, estando com 93% de aprovação no Rotten Tomatoes e 94% no Metacritic. O primeiro lugar foi para outro...

O Senhor dos Anéis: As Duas Torres

Lançado em 2002, As Duas Torres continuava A Sociedade do Anel exatamente de onde a história parou, prosseguindo com a jornada de seus personagens e apresentando outros, como Faramir (David Wenham), Éowyn (Miranda Otto) e Theoden (Bernard Hill).

Com os núcleos divididos, várias histórias paralelas eram contadas, mantendo os espectadores presos na cadeira e ansiosos para verem o desenrolar da trama de cada um, de Frodo (Elijah Wood) e Sam (Sean Austin) caminhando até Mordor a Aragorn (Viggo Mortensen) e seus aliados se unindo aos soldados de Rohan na batalha do Abismo de Helm.

No Rotten Tomatoes, o filme está muito bem avaliado, com 95% de aprovação do público e da crítica. Nada mal para uma segunda parte, não?

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Raphael Martins

Redator, apresentador e roteirista. Gosto de longas caminhadas na praia, Star Wars, tokusatsu, anime e filé com batata frita. Deixo as pessoas constrangidas. Você pode trocar uma ideia comigo no Twitter: @aqueleraphael