Capa da Publicação

Supergirl – Pontos fortes e fracos de “Fight or Flight”!

Por Mike Sant'Anna

Flight or Fight (Voe ou lute)

Os poderes da Supergirl são testados quando Reactron, um dos inimigos mais formidáveis do Superman, chega a Nacional City e tem como alvo a jovem heroína. Ao mesmo tempo, Cat planeja publicar uma matéria expositiva a respeito da Supergirl.

Imagem de capa do item

Ponto Forte - Entrevista

Cat Grant já deixou bem claro que ela é desse tipo de jornalista que faz de tudo por uma boa matéria, que quer sair na frente da sua concorrência e que por algum motivo ela chegou aonde está. Nesse episódio, mais especificamente na parte da entrevista com Kara, ela mostrou por A+B o motivo de ser uma jornalista de sucesso, pois além de ter tirado informações que a Supergirl não pretendia passar, ainda conseguiu analisar e escrever coisas sobre ela, que nem ela mesma conseguiu perceber ainda.

Imagem de capa do item

Ponto forte - Cat Grant

Mais uma vez Calista Flockhart mostrou um excelente trabalho no meio de atores que ainda estão entrando em sintonia com seus personagens. Como citado no slide anterior, todo o arco da matéria da Supergirl, desde sua entrevista até o evento de lançamento foram muito bem elaborados, todos os trejeitos de Cat Grant te fazem odiá-la e respeitá-la ao mesmo tempo. E como ela mesma disse "Nada diz mais 'Poderosa' do que sair cedo da própria festa".

Imagem de capa do item

Ponto fraco - Lutas

Assim como no episódio anterior, e eu imagino que pelo menos durante mais uns 3 episódios que ainda estão por vir, as cenas de luta onde não estão envolvidos efeitos de computação gráfica estão deixando muito a desejar, estão muito mal coreografadas e também mal executadas, não passam veracidade nem a adrenalina que a cena pede.

Imagem de capa do item

Ponto fraco - O novo "Felicity"

Qual a necessidade que as séries de herói tem de ter a pessoa "super-hacker-gênio"? Desde Smallville onde Chloe acabou ficando tão inteligente que tiveram que inventar um poder pra ela. Passando por Felicity que subiu de "garota do T.I" para a maior hacker do planeta, e o Cisco... O Cisco até que está um pouco perdoado, afinal ele é realmente um cientista. Mas um jornalista, de repente monta uma base tecnológica e escreve um algorítimo que irá rastrear assinaturas nucleares... em 2 dias?

Imagem de capa do item

Ponto forte - A sombra do Superman

Na análise do episódio passado eu mencionei que um ponto fraco havia sido o excesso de referências ao Superman. Não que eu tenha errado em dizer aquilo sobre o episódio passado, mas nesse episódio se fez um pouco mais claro o motivo disso estar acontecendo. Eles realmente querem que nos sintamos como a Supergirl, tentando encontrar a identidade da jovem Kara, e embarquemos junto com ela nessa luta por sair da "capa" do Superman. Fora que Kal-El aparecendo rapidamente, mesmo que só uma parte embaçada, deu uma dimensão muito maior pra série.

Imagem de capa do item

Ponto Forte - Maxwell Lord

Parece que enquanto os personagens que você deve simpatizar ainda estão caminhando e engatinhando sobre isso. Os personagens que você deve tomar antipatia estão fazendo um ótimo trabalho. Maxwell Lord já chegou estabelecendo bem rapidamente que ele não está na série pra fazer amigos, e que provavelmente vai ser o "Lex Luthor" da Supergirl. Realmente me impressionou a maneira como ele se demonstrou inabalável na frente de alguém que dispara raios capazes de nocautear a Supergirl

Imagem de capa do item

Ponto forte - Reactron

Aparentemente Flash foi um bom caso de sucesso mostrando para as séries de herói que você pode usar nomes e aparências dos personagens diretamente dos quadrinhos, sem ficar mascarando-os, e a audiência irá gostar. E vale lembrar que os produtores de Supergirl também são os produtores de Flash e Arrow. Dito isso, temos um grande vilão com um nome típico de quadrinhos e uma aparência típica de quadrinhos. Ele tem a aparência, ele tem os motivos, o objetivo e ele é uma real ameaça. Tudo que um vilão de quadrinhos precisa, e que uma série de quadrinhos precisa trazer.

Imagem de capa do item

Ponto fraco - Cadê os poderes?

Uma coisa que me incomoda não só em Supergirl, mas em várias coisas envolvendo super heróis, seja mesmo nos filmes, é como algumas vezes eles esquecem os poderes que tem, só pelo motivo de que se eles usassem os poderes como deveriam, a ameaça seria desfeita na hora. Um exemplo é Reactron atirando seus raios pra cima de Supergirl em uma velocidade normal pra qualquer humano de meia idade, e nossa amada kriptoniana não lembrou que além de tudo ela é super rápida, e poderia desviar dos raios sem o menor esforço, ou esqueceu dos raios de calor de seus olhos, entre outras diversas opções que obviamente iriam resolver a ameaça de Reactron bem rápido.

P.S: Superman nunca conseguiu derrotar esse cara? Sério?

Imagem de capa do item

Ponto forte - É pra isso que serve a família

Ok, eles não podem usar o Superman mesmo, por motivos de Henry Cavill. Mas eles estão sabendo resolver esse problema muito bem, inserindo o Superman de maneiras que você consegue sentir que ele está ali na série, mesmo não estando. E o melhor exemplo disso é a conversa entre Kara e Clark no final do episódio, onde o primo se mostra orgulhoso da prima bem aos moldes de Clark Kent mesmo.

Imagem de capa do item

Ponto forte - Não assista Homeland sem mim

Eu já disse isso na análise passada, e é merecido de ser repetido, Supergirl está sendo muito bem sucedida no quesito humanização. Kara é realmente uma garota de 20 e poucos anos e quando ela não está salvando o mundo, é exatamente o que ela é. Ela faz piadas com seus poderes, ela faz maratona de séries, ela é besta quando o assunto é sentimentos. E cada vez mais Melissa tem encontrado seu caminho pra fazer uma ótima Supergirl.

Imagem de perfil
Mike Sant'Anna

Eu sou o melhor no que eu faço, mas o que eu faço... É bem retardado.