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[Review] Devil May Cry 5 – SSSeria esse o melhor game da franquia?!

Por Márcio Jangarélli

Para todos os fãs das aventuras de Dante e cia que estavam desolados até pouco tempo atrás, a grande hora chegou: um novo Devil May Cry, da franquia original, surge. A questão é: o game faz jus aos clássicos DMC 1 e 3? É uma tentativa duvidosa como o 4? Um alvo de críticas como o 2? Controverso como o remake?

Já finalizamos a campanha principal do jogo e aqui estão as respostas para todas as questões que vem torturando os fãs da franquia – eu e o Mike Sant’anna inclusos – desde o anúncio na E3 do ano passado.

Crítica SEM SPOILERS sobre a história do game.

Imagens: Divulgação

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Ficha Técnica

Nome: Devil May Cry 5

Plataformas: PS4, Xbox One, PC

Gênero: Hack & Slash; Ação;

Modos de jogo: 1 jogador;

Estúdio: Capcom

Publicadora: Capcom

Data de lançamento: 08 de Março de 2019

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Não tem maneira melhor de começar esse texto senão dizendo: sim, Devil May Cry 5 é um grandioso SSS para a série. Inclusive, talvez o maior jackpot da franquia - mas vamos discutir isso mais tarde.

O 5 é um resgate de tudo que todos os outros DMC’s trouxeram de melhor - incluindo o DMC: Devil May Cry - com elementos que o elevam para uma experiência maior. Divertido, nostálgico, viciante, bonito e extremamente bem feito. Muitos elogios? Esperem só para jogar!

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DMC 5 é quase como o “Despertar da Força” dos Devil May Cry - foi feito para deixar todos os fãs das antigas felizes e conquistar um novo público com quase os mesmos pontos altos que tornaram os primeiros games da franquia clássicos.

O jogo tem MUITA coisa de Devil May Cry 1 e 3, enquanto dá continuidade para a história do 4 sem precisar se escorar em nenhum deles. Se você jogou todos eles, ótimo, esse é um game pra você. Se não, nenhum problema, essa aventura vai te introduzir perfeitamente ao universo DMC e te fazer querer jogar todos os outros.

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Devil May Cry sempre teve como diferencial o estilo. As versões de PS2 conquistam por serem extremamente estilosas nos personagens, modos de jogo, estilos de luta, trilha-sonora, cenários, etc. Quando o 4 surgiu, ele não veio com muito disso. É um game praticamente “comum” para o nível DMC.

O 5, porém, resgata o estilo. Todos os personagens trazem personalidades fortes e com aquela pegada dramática/irônica. Cada um dos principais tem algo distinto, seja em batalha, música, personalidade, etc.

A trilha sonora é muito boa, não melhor que a dos games anteriores, mas comparável. Os protagonistas têm estilos musicais próprios e as músicas vão crescendo em batalha conforme seus combos melhoram. A partir do S, sua sala vai virar uma rave (ou um show de death metal).

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Dos principais da vez, temos que começar falando sobre o Dante, claro. Por mais que seu visual esteja diferente - algo que faz sentido para o game, não incomoda e, na verdade, passa a ficar mais e mais legal com o tempo - é o mesmo Dante dos primeiros games. Na verdade, ele é quase uma força da natureza quando surge no jogo.

O sistema de batalha dele é o clássico Dante dos DMC’s 1 e 3. As armas mais famosas e importantes estão ali, com novidades muito bem vindas, o que deixa o jogador das antigas feliz, mas não completamente confortável, e faz os novos jogadores admirarem esse personagem extremamente badass.

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No caso do Nero, ele é sim o ponto central do jogo, mas não se preocupem: o rapaz está infinitas vezes melhor do que em sua estreia no 4. Agora ele tem uma personalidade e um estilo próprios, diferente do Dante 2.0 de antes, e relacionável, interessante. Na verdade, dos três protagonistas, ele é o mais identificável com o jogador, quando o Dante está em outro nível e o V é um mistério completo.

A batalha do Nero tem sim remanescências do 4, mas está muito melhor. O problema com o braço do rapaz - que vencia o jogo sozinho no anterior - foi resolvido com os sensacionais Devil Breakers. São diversos braços mecânicos com limites para o uso e os poderes mais distintos. A diversidade de Devil Breakers combinada com a fragilidade do braço cria uma dinâmica muito divertida, além da Red Queen e Blue Rose que retornam.

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Mas, no sentido de novidades, a melhor parte de DMC 5 está com o V. Ele é o novo e misterioso personagem da história, um dos três jogáveis. Sem spoilers sobre a história do rapaz, mas uma garantia: vale à pena.

V é uma novidade completa na franquia, do visual ao estilo de batalha. Ele controla três demônios e não luta sozinho - só dá o golpe final com a sua bengala/espada.

É uma luta MUITO diferente de qualquer outra coisa na série, mais lenta e estratégica - afinal, você precisa “proteger” o rapaz enquanto luta com os monstros que ele invoca - e extremamente divertida, um sopro de ar fresco para o game que se foca muito em espadas, balas e derivados.

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Além disso, os personagens secundários não perdem em carisma para os principais. Temos uma adição ao elenco com a Nico, uma engenheira de armas amiga do Nero, que é divertida, se encaixa perfeitamente no universo DMC e é a pior-melhor motorista que você vai encontrar.

Outros do passado também retornam. Trish, do DMC 1, e Lady, do DMC 3, estão ali lutando ao lado do Dante e são essenciais para a história. As duas mantém a mesma personalidade badass de antes e estamos no aguardo de um modo de jogo com elas.

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Alguém surpreendente ali é o Morrison, que não faz parte de nenhum jogo, mas do anime de Devil May Cry. O visual do personagem mudou, mas é o mesmo da animação e ele cria essa ponte com o universo animado da série, algo interessante para notar a linha temporal do game.

O último trailer do game revelou também o Vergil, o gêmeo do Dante que muitos fãs preferem ao próprio protagonista. Ele está muito fiel ao Vergil de DMC 3 em vários sentidos, inclusive na dublagem, e quem gosta do personagem provavelmente vai amar a participação dele em DMC 5.

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Em questões técnicas, os pontos mais altos do game estão no visual e na jogabilidade. O visual do game está magnífico, não tem outra palavra para descrever. Seja movimentação, expressões, cenário; até pequenos detalhes, como o cabelo prateado dos personagens sujo de sangue - é um belíssimo deleite visual. SSS completo.

A atmosfera não é tão gótica quanto a dos primeiros games - na verdade, lembra um pouco o DMC remake em vários momentos. Isso não é uma crítica. Esse é um game muito mais iluminado, até pela própria ambientação, que explora muito bem as cores e luzes sem perder o aspecto sombrio da franquia.

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No caso da jogabilidade, Devil May Cry 5 é o melhor da franquia. Movimentos rápidos, fluidos, perfeitos para os melhores combos. A física dos personagens e dos ambientes foi bem explorada; você consegue sentir o peso e os "problemas" de cada um. A rapidez ou lentidão dos ataques fazem sentido, o dano é bem sentido e um SSS não é tão fácil assim de conseguir.

Para quem acha a câmera de DMC um tanto “exótica”, DMC 5 explora uma câmera livre, mas que nos zoom in e out lembra a essência dos outros games. Foi uma mistura muito boa das mecânicas antigas e novas, ainda que não perfeita - você pode acabar se sentindo perdido em alguns momentos em que a câmera abre muito ou fecha demais em batalha.

Em alguns momentos o jogo se torna linear demais também - até porque você vive alguns ambientes mais de uma vez pela estrutura de troca de personagens. Não é algo que incomoda muito, porém, e é divertido cruzar com outro protagonista no caminho, nem que seja no fundo do cenário.

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Por fim, o que muitos estavam preocupados: a história é boa? Sim, é. O roteiro de DMC 5 é uma introdução para novos fãs, enquanto dá continuidade à narrativa e elementos introduzidos nos DMC’s 1, 2, 3 e 4. Ele se passa logo depois do 4, seguindo a cronologia 3-1-2-4-5.

Toda a história é contada em um pouco mais de 12 horas, com alguns flashbacks. Durante o jogo você vai e volta no tempo para viver alguns capítulos com personagens diferentes e isso cria uma narrativa mais completa.

Também, DMC 5 presta todas as homenagens possíveis aos games antigos. São referências em todos os cantos, sejam com chefões, situações, cenários, etc. Não digo nem easter-eggs, afinal de contas, muitas dessas homenagens são continuidades.

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Devil May Cry 5 é um SSS puro. Um jackpot. Nenhum game é perfeito, mas os problemas - pequenos, nesse caso - são obliterados por todas as qualidades do jogo.

É para fãs de longa data, para os que conheceram agora ou para quem quer iniciar na franquia. Uma experiência que vai te ensinar que demônios talvez chorem de felicidade com um trabalho bem feito e com nostalgia.

Pela jogabilidade, pelos visuais, pelo carisma e por tudo mais, Devil May Cry 5 leva 5 SSS de estrelinhas. Quero ver todo mundo fazendo SSS e dançando com o Dr. Faust.

E você, já jogou DMC 5? Ansioso? Comenta aí :D

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Márcio Jangarélli

Assessor, redator e jornalista. Madonna de Jakku.