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Os 12 melhores filmes de terror de 2018!

Por Gus Fiaux

2018 foi um ano excepcional para o cinema, em diversos gêneros. Um que se sobressaiu, com uma leva fantástica de filmes foi o horror. De janeiro a dezembro, tivemos clássicos instantâneos, e longas que vão assombrar seu público por muitos anos a fio.

Considerando isso, separamos aqui os 12 melhores filmes de horror de 2018, para que você possa relembrar – ou caso não tenha assistido, conhecer – os melhores longas malditos do ano.

Para esta lista, consideramos apenas filmes que foram lançados no Brasil no ano de 2018 ou que já estão disponíveis em VOD e mídias digitais. Por conta disso, lançamentos como Suspiria foram deixados de lado.

Créditos: Divulgação

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O Culto (The Endless)

H.P. Lovecraft esteve em peso em 2018, com muitos filmes que bebem diretamente da fonte de suas histórias sobre o horror cósmico. Assim sendo, abrimos esta lista com O Culto, um filme que passou um tanto quanto despercebido, mas que traz algumas das melhores características do horror lovecraftiano.

Aqui, dois irmãos retornam para a seita bizarra onde cresceram durante boa parte de suas vidas. Um deles quer fugir a todo custo, mas o outro começa a pensar em ficar. Com isso, ambos acabam descobrindo uma trama sinistra que envolve uma entidade cósmica. Longa imperdível para os fãs de Cthulhu e afins.

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A Mata Negra

Quem disse que só o cinema estrangeiro se sobressaiu neste ano? Para os fãs de filmes de terror trash, fica a recomendação de A Mata Negra, longa dirigido por Rodrigo Aragão - um dos maiores pupilos e aprendizes do Zé do Caixão. Aqui, prepare-se para um banho de sangue e para encontrar muitos demônios e entidades abissais.

A história segue uma menina que, certo dia, entra em contato com um livro infernal, recheado de rituais e invocações perigosíssimas. Conforme a vida da menina começa a caminhar ladeira abaixo, ela utiliza o livro para invocar demônios e tentar se livrar. No meio de tudo isso, temos fanáticos religiosos, ladrões e até mesmo a ameaça da Morte.

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Operação Overlord (Overlord)

Poucos filmes de horror são conhecidos por cumprir exatamente o que prometem. No entanto, Operação Overlord é uma baita exceção. O filme nos promete zumbis no meio da Segunda Guerra Mundial, e é exatamente isso que temos. Porém, o grande horror aqui fica por conta da própria guerra, e não pelos mortos-vivos.

O que mais aterroriza em Overlord é justamente a ideia de que muitas das coisas presentes aqui poderiam ter acontecido na vida real, dado os extensos relatos de experimentos genéticos dos nazistas em suas vítimas. De quebra, temos um excelente elenco, composto por nomes como Pilou Asbæk, Jovan Adepo, Wyatt Russell e Iain de Caestecker.

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Cam

A Netflix não veio para brincadeira em 2018, e muitos de seus filmes foram bem elogiados pela crítica mundial. Um exemplo sagaz disso é Cam, o horror queridinho dos festivais, que funciona basicamente como um spin-off em longa-metragem de Black Mirror, seja por sua história perturbadora ou pelo envolvimento da tecnologia na trama.

No filme, seguimos Alice Ackerman, uma mulher que trabalha como cam girl - ou seja, fazendo exibições sensuais em um site na internet. Contudo, as coisas começam a dar errado quando ela descobre que um "clone" seu tomou seu lugar. Aos poucos, sua vida é destruída, já que seu clone passa a fazer coisas que vão contra todos os seus códigos morais e éticos.

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Distúrbio (Unsane)

Steven Soderbergh pode ter ficado mundialmente conhecido por ter concebido a série que teve início em Onze Homens e um Segredo. No entanto, ele acaba de retornar para um tenso longa que mistura o thriller psicológico ao horror, intitulado Distúrbio, que fala sobre uma mulher internada num hospital psiquiátrico enquanto foge de um stalker.

O filme tem vários méritos, tanto narrativos quanto estéticos. Contudo, a decisão de gravá-lo totalmente em iPhone se destaca, passando uma sensação de enclausuramento que deixa tudo mais tenso. Aliás, destaque para Claire Foy. A atriz de The Crown está em seu melhor ano - vide sua vitória no Emmy - e Distúrbio é uma das provas disso.

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Apóstolo (Apostle)

Outro longa original da Netflix, Apóstolo, assim como outros longas da lista, nos lembra porque devemos ter tanto medo da intolerância e do fanatismo cego. A história segue um homem que viaja para uma ilha para tentar resgatar sua irmã, sequestrada por um culto pagão que adora uma entidade da ilha.

Contudo, isso é apenas a ponta do iceberg, conforme o homem, brilhantemente interpretado por Dan Stevens, começa a se meter em uma enrascada que envolve disputas de poder e até mesmo sacrifícios ritualísticos. É um longa sufocante, que se destaca tanto por sua premissa quanto pelo gore brutal de algumas sequências.

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Aniquilação (Annihilation)

Como dito no primeiro item da lista, Lovecraft foi uma influência de peso em várias obras do ano. Um exemplo claro disso é Aniquilação, filme baseado no primeiro livro da Trilogia Comando Sul, de Jeff VanderMeer. Aqui, vemos um grupo de cientistas se deslocando para uma área onde estranhos fenômenos acontecem.

Com forte base no horror cósmico, o filme é aberto para várias interpretações, e vai fazer você odiá-lo ou amá-lo. Vale destacar o impressionante trabalho de Alex Garland, diretor de Ex_Machina, que aqui traz seus visuais únicos e uma direção inquietante, que só deixa o universo construído ainda mais apavorante. E se você duvida, veja apenas a cena do urso...

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O Animal Cordial

Outro longa brasileiro que merece grande destaque neste ano é O Animal Cordial, primeiro longa-metragem da diretora Gabriela Amaral. O filme tem uma premissa bem simples: após uma série de eventos tensos, os clientes e a equipe de um restaurante começam a lutar por sua sobrevivência, enquanto o lado animalesco do ser humano é revelado.

Seguindo uma narrativa bem realista e sanguinolenta, o filme conta com um elenco fantástico, que envolve Murilo Benício, Irandhir Santos, Luciana Paes e Camila Morgado, em uma história que fica progressivamente mais tensa. É um filme perfeito para se ver no cinema, já que sua atmosfera fica ainda mais densa dentro de uma sala escura.

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Mandy

Nicolas Cage pode até ser lembrado por seus péssimos trabalhos recentes. Contudo, quando o ator acerta, o tiro é certeiro. E este é exatamente o caso de Mandy, um longa de horror que abusa da luz neon e do som de sintetizadores para criar uma atmosfera tenebrosa e sombria, apelando para o melhor do cinema trash.

Aqui, vemos Red Miller - interpretado por Cage - tendo que se vingar pela morte de sua mulher, Mandy, nas mãos de um culto hippie. Porém, as coisas logo começam a se adensar, e temos uma das atuações mais surtadas de Cage em toda sua carreira. Destaque para as cenas surreais e surtadas, como a luta de motosserras.

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Halloween

Michael Myers está de volta. E aqui, temos o melhor filme da franquia desde o original de John Carpenter. O novo longa ignora todas as sequências, e se propõe a contar a história do reencontro definitivo entre Laurie Strode e o homem que a atacou há exatos quarenta anos. Porém, dessa vez, ela está longe de ser uma adolescente indefesa.

Recapturando vários momentos do longa original, o novo Halloween é um conto de sobrevivência, mas também serve para analisar como as atitudes de um serial killer conseguem enlouquecer e deixar suas vítimas paranoicas. Palmas para David Gordon Green, que já está desenvolvendo uma nova sequência do filme.

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Um Lugar Silencioso (A Quiet Place)

John Krasinski pode ser conhecido por seus divertidos papéis em séries como The Office. No entanto, ele também tem uma carreira bem interessante na cadeira de diretor, e Um Lugar Silencioso é a prova viva disso. Aqui, ele não apenas dirige, como também protagoniza o longa ao lado de sua esposa da vida real, Emily Blunt.

No filme, vemos uma família que precisa viver isolada e sem fazer nenhum barulho, uma vez que eles são cercados por monstros misteriosos que são atraídos pelo menor som. No entanto, alguns problemas começam a surgir, e essa família passa pela noite mais aterrorizante de suas vidas, enquanto lutam desesperadamente por sobrevivência.

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Hereditário (Hereditary)

O "pós-terror", como alguns se referem equivocadamente, produziu longas controversos e aclamados nos últimos anos. Se tivemos filmes como A Bruxa e Ao Cair da Noite anteriormente, 2018 veio para nos trazer o fantástico Hereditário, um longa apavorante que fala sobre uma família à beira da loucura.

O filme conta com diversas revelações e pistas escondidas, o que torna sua história bem mais sombria e complexa. No fim das contas, pode ser lido tanto como um terror sobrenatural quanto como um drama sobre a dissolução de uma família. E Toni Collette merece pelo menos uma indicação ao Oscar por seu papel aqui!

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Gus Fiaux

Formado em Cinema e Audiovisual pela UFPE. Crítico, roteirista e mago nas horas vagas. Demon to some... angel to others (ele/dele) || @gus_fiaux