Os 10 piores eventos na história dos X-Men!

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Os 10 piores eventos na história dos X-Men!

Por Gus Fiaux

Os X-Men sempre foram uma das mais importantes equipes de super-heróis dos quadrinhos. Temidos e odiados, eles sempre viveram à margem do Universo Marvel, e a maior parte de suas histórias é individual, focadas apenas no grupo e com poucas conexões com outros heróis.

E enquanto já tivemos arcos e eventos sensacionais para a equipe, muitas histórias também foram vergonhosas para os fãs. Pensando nisso, decidimos reunir os 10 piores eventos e sagas na história dos X-Men. Porque aparentemente, não são apenas os humanos preconceituosos que são seus inimigos… mas também alguns roteiristas!

Créditos: Divulgação

 

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Dias de um Futuro Presente

Enquanto Dias de um Futuro Esquecido é uma das histórias mais clássicas já contadas sobre os heróis mutantes, inserindo elementos de viagem no tempo e futuros alternativos que se tornariam frequentes e populares nas sagas do grupo, a continuação lançada em 1990 está bem longe de sequer chegar aos pés do original.

Dias de um Futuro Presente conta com a presença dos X-Men, Novos Mutantes, Quarteto Fantástico e Quarteto Futuro, e é, além de qualquer coisa, esquecível. Aqui, vemos o Franklin Richards do futuro voltando ao passado para alertar sobre um perigo iminente, em uma história com arte irregular e roteiro confuso. Ao menos, nos serviu para mostrar o primeiro encontro entre Jean Grey e sua filha de um universo alternativo, Rachel Summers.

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A Era do Apocalipse (2005)

Há quem ame e há quem odeie, mas a verdade é que a Era do Apocalipse se tornou, aos poucos, um dos maiores épicos da equipe mutante, apresentando uma realidade alternativa distorcida onde Charles Xavier havia morrido, e isso teria facilitado a ascensão mundial do mutante Apocalipse. Dez anos após seu lançamento, a Marvel lançou uma das piores "homenagens" de todos os tempos.

A série possui uma história completamente bagunçada e desconexa, que contraria elementos inseridos no arco original. E se não bastasse isso, a arte é um verdadeiro atentado. Além de trazer várias mudanças visuais para personagens pré-existentes, é uma das primeiras obras onde Chris Bachalo assume uma postura autoral, e faz isso sem o menor refinamento, o que deixa a história visual completamente confusa.

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Necrosha

Selene era uma excelente vilã dos X-Men e dos Novos Mutantes, devido à sua ligação com o Clube do Inferno e o fato de ser uma das mutantes mais antigas da história, necessitando sugar a energia vital de outros mutantes para poder sobreviver e manter-se sempre jovem. Porém, nos anos 2000, decidiram que era hora de dar uma saga própria para ela: Necrosha.

Construída aos poucos a partir do título da X-Force na época, a saga se provou de extremo mal-gosto para os fãs. A ideia é que Selene usasse o vírus tecnorgânico para ressuscitar vários mutantes mortos na ilha de Genosha, e usasse-os como seu exército particular para enfrentar vários heróis mutantes. O resultado é uma catástrofe, que manchou uma das melhores fases da X-Force.

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A Maldição dos Mutantes

Os vampiros sempre estiveram presentes no Universo Marvel, através de personagens como Blade e o próprio Conde Drácula, que existe de uma forma bem diferente em relação à obra original de Bram Stoker. Em 2011, depois que os mutantes finalmente haviam enfrenta Bastion no Segundo Advento, a maior ameaça para os X-Men se tornou Xarus, o filho de vampiro primordial.

A história é puro lixo, e trouxe momentos terríveis para os mutantes - como, por exemplo, a transformação do Wolverine e de vários outros mutantes em vampiros. No meio da batalha, para enfrentar o vilão, os heróis chegaram a pedir a ajuda do próprio Drácula. A série foi completamente esquecida, e a única repercussão duradoura foi a Jubileu vampirizada por um bom tempo.

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A Morte do Wolverine

Como de costume, a Marvel Comics gosta de usar a morte de personagens importantes como motivador para que os leitores comprem seus quadrinhos. Aqui não foi diferente, ainda mais no fato de que o Wolverine se tornou um personagem com péssimas histórias e as vendas não muito boas. Aos poucos, foi dado o cenário para A Morte do Wolverine, que acabou não fazendo jus a nada da história do carcaju canadense.

A saga não tem a menor relação com nenhum outro título dos mutantes, apenas o do próprio Logan. Ela se desenvolve de forma rápida e sem emoção, e ao final, a morte do herói é uma das coisas mais desinteressantes que a editora já trouxe para as HQs. E, como a Casa das Ideias parece não aprender nunca, o herói já ressuscitou e está de volta nos títulos mais atuais.

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O Vórtice Negro

Os Novíssimos X-Men foram uma ideia relativamente interessante da editora, mas que acabou se prolongando para além do que deveria. Aos poucos, a equipe foi se distanciando profundamente de suas contrapartes temporais, e o ápice disso veio em O Vórtice Negro, uma saga que contém a participação dos Guardiões da Galáxia, da Capitã Marvel e do Nova.

O grande erro já começa na forma de publicação. Foram vários capítulos publicados ao longo de diversos títulos diferentes. Quem não acompanhava uma dessas revistas mensais, acabava sem entender o desenrolar da história. Além disso, a trama toma proporções grandiloquentes e desnecessárias, trazendo upgrades risíveis para mutantes como o jovem Anjo. A única mudança positiva teve a ver com a mudança de status e poderes para Kitty Pryde.

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Vingadores e X-Men: EIXO

Embora não participem tão ativamente das sagas centrais da Marvel, os X-Men vez ou outra estão no meio da ação. E algumas vezes, isso dá certo, como Vingadores vs X-Men, que apesar de controversa, é majoritariamente querida pelos leitores. Por outro lado, há vezes em que isso dá muito errado. E quando isso acontece, temos Vingadores & X-Men: EIXO.

A premissa de EIXO, por si só, é ridícula. Heróis se tornam vilões e vilões se tornam heróis. Ah, e eles também resgatam o Massacre, daquela saga dos anos 90, mas dessa vez fundido com o Caveira Vermelha. Na parte dos mutantes, tudo é horrível, com direito a uma Tempestade megalomaníaca e um Apocalipse ressuscitado do nada, que não tem nenhuma função a não ser trazer mais referências da década de 90.

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A Morte do X

Há uns três anos, a Marvel teve a "brilhante" ideia de fazer com que os Inumanos ganhassem destaque a custo dos X-Men. Aos poucos, os heróis terrígenos tinham muito mais revistas enquanto os mutantes perdiam o espaço - em um movimento obviamente influenciado pelos direitos cinematográficos dos Filhos do Átomo. No final de 2016, começou a Morte do X, um arco que se propunha a contar como as névoas terrígenas eram letais para os mutantes.

Apesar das boas ideias e da ótima arte, o arco é uma decepção colossal. Os mutantes se tornam vítimas incapazes de fazer qualquer coisa, e a Marvel trouxe o fim mais ridículo da história para um de seus heróis e líderes mais importantes: o Ciclope. Com sorte, a editora percebeu seu erro... mas já tinha sido tarde demais.

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Guerras Apocalípticas

Embora Apocalipse seja um grandioso vilão dos mutantes, a Marvel não costuma acertar nas sagas que o colocam como antagonista principal - como você já viu nesta lista mesmo. Recentemente, a editora teve a ideia de fazer três arcos distintos, nos três títulos principais da equipe mutante na época, cada qual com En Sabah Nur em posição de destaque. E assim nasceu as Guerras Apocalípticas.

Mesmo que os três arcos sejam independentes entre si, é muito triste notar que nenhum deles funciona. A ideia de explorar três faces distintas do vilão - o Apocalipse do futuro, o Gênese (um clone adolescente do personagem) e o Anjo Negro (a semente do Apocalipse deixada no Arcanjo) acabou sendo mal-trabalhada e não levou a lugar nenhum.

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Inumanos vs X-Men

Finalizando, temos a mais recente - e também a pior - de todas as sagas mutantes da lista. Inumanos vs X-Men é a péssima conclusão da história que já havia sido iniciada por Morte dos X, e que finalmente traz o confronto entre os mutantes e a raça inumana da rainha Medusa, no que era para ser um confronto épico e inabalável, mas que acabou sendo uma grande falta de respeito com os Filhos do Átomo e sua história.

Com uma arte inconstante e um roteiro que acabou priorizando os Inumanos como santos inatingíveis e vítimas da guerra - Medusa é pintada como uma santa, que não sabia que os mutantes estavam morrendo e que faria de tudo para poupar vidas, enquanto Emma Frost volta a ser vilanizada de forma ridícula -, a série que deveria trazer a "ressurreição" dos X-Men acabou cimentado a reputação das histórias modernas da equipe.