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Os 10 piores ajudantes de super-heróis nos quadrinhos!

Por Felipe de Lima

Nem todo super-herói é criado da mesma maneira e essa regra também se aplica para os seus ajudantes.

Pra cada Robin, Batgirl e Arlequina, existe uma porrada de ajudantes pros quais ninguém liga. Conheça os 10 piores sidekicks das histórias em quadrinhos!

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H.E.R.B.I.E.

H.E.R.B.I.E. foi criado por Stan Lee e Dave Cockrum – Dave odiava o personagem - no final dos anos 70 para ser um ajudante do Quarteto Fantástico.

Na animação de 1978, H.E.R.B.I.E. substituiu o Tocha Humana e, como esperado, um robô com características similares às do R2D2 não foi uma substituição à atura de Johnny Storm.

Como se as coisas não pudessem ser piores, H.E.R.B.I.E. estava no roteiro original do reboot do Quarteto Fantástico.

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Lucas “Snapper” Carr

É sempre engraçado quando as empresas tentam focar no público adolescente. Snapper Carr é um exemplo do quanto isso pode ser um fracasso.

Contagiados pela animação e estalos de dedo de Snapper, a Liga da Justiça o adota como mascote oficial. Ao longo dos anos, Snapper Carr, ocasionalmente, ajudou a Liga apesar de não ter nenhuma habilidade especial. Mais tarde ele ganharia o poder de teletransporte.

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Wing

É até embaraçoso falar sobre ajudantes estereotipados dos anos 30, ainda mais quando eles serviam apenas como alívio cômico.

Wing era um refugiado chinês que vai aos Estados Unidos para escapar da guerra em seu país. Ele logo aprende a falar inglês e consegue um emprego como motorista de Lee Walter Travis, um dono de jornal que age secretamente como o vigilante Vingador Escarlate. Wing, então, passa a ajudar Travis em suas missões.

O problema é que conforme os quadrinhos de super-heróis ficaram mais populares, o Vingador Escarlate e Wing passaram por um reboot e o chinês passou a ser retratado como um duende dentuço de olhos puxados que nem fala inglês direito. Infelizmente, isso tudo era hilariante para os padrões da década de 1940.

Nos Novos 52, Wing se tornou cinegrafista de um grande tele jornal.

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Steamboat

Não foram apenas asiáticos que sofreram com estereótipos racistas nos quadrinhos. Steamboat foi um dos primeiros ajudantes do Capitão Marvel e era para ser uma paródia dos Afro-Americanos.

O pior é que além do Steamboat ser idiota e praticamente analfabeto, ele deveria ser uma representação positiva dos afro-americanos, pois era trabalhador, honesto e fazia tudo que mandavam. Demorou para os roteiristas perceberem o quão racista estavam sendo. Ao final da Segunda Guerra, o personagem foi mandado para o limbo editorial.

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Ebony White

De longe, a mais famosa criação de Will Eisner, The Spirit é um vigilante mascarado cujas histórias são célebres pela arte e o uso inteligente das inspirações de filmes noir. Infelizmente, o mesmo não pode ser dito sobre seu sidekick, o motorista de táxi Ebony White.

Ebony é uma caricatura dos afro-americanos e parece ter saído direto de um espetáculo de menestréis. Por outro lado, Ebony e Spirit têm uma relação amigável e até se tornaram companheiros de quarto por um tempo. Mesmo com as críticas, Eisner nunca viu problemas com sua criação.

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Doiby Dickles

Imagine o Lanterna Verde da Era de Ouro, um super-herói austero, exigente, com um anel de poder capaz de construir qualquer coisa que ele deseja. Agora imagine seu ajudante: Doiby Dickles apareceu pela primeira vez em junho de 1941, como sidekick do Lanterna Verde, para derrotar alguns bandidos de rua com sua chave de cano e seu sotaque puxado.

Depois de ajudar Alan Scott por sete anos, eventualmente, Doiby Dickles se casa com uma princesa do espaço e se aposenta das atividades heroicas.

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Beppo

Beppo surgiu de um conceito de que: se crianças gostam de super-heróis, elas também devem gostar de macacos. Não tinha como essa ideia estar mais errada.

Com o tempo, Beppo se tornou nada mais do que um alivio cômico vestido com a roupa do Superman. Nos anos 70, ele deixou de ajudar o Superboy e entrou para Legião dos Super Animais.

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Alpha

Andy Maguire era só um adolescente normal até ganhar superpoderes em um acidente de laboratório... Origem parecida com a do Homem-Aranha, né? Acontece que desta vez foi o experimento de Peter Parker que deu poderes a alguém, transformando Andy no ajudante do Homem-Aranha conhecido como Alpha.

O problema é que Andy não vingou. O personagem foi nada popular, mal sucedido e ninguém realmente gostava dele. Pra piorar, Alfa se torna um herói infeliz. Mesmo tendo o Homem-Aranha como mentor, ele fica atraído pela fama e dinheiro e deixa de lado suas aventuras.

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O Segundo Robin

Atualmente, as pessoas possuem um grande apreço por Jason Todd, principalmente após seu retorno como o Capuz Vermelho. Contudo, o personagem era realmente odiado pelos fãs quando apareceu pelas primeiras vezes.

Pra ter uma noção do quanto os fãs odiavam o segundo Robin, a DC Comics fez uma enquete via telefone em 1988 para decidir se Jason deveria morrer. O resultado foi um Menino Prodígio espancado até a morte pelo Coringa.

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Tio Marvel

Tio Marvel fez sua estreia em 1943. Após acidentalmente descobrir sobre os superpoderes de Mary Marvel, Dudley H. Dudley tem a brilhante ideia de se colocar em perigo desnecessariamente, vestido em um traje spandex e agindo como um super-herói, apesar de não ter superpoderes.

Por alguma razão, o Capitão Marvel deixou o velhote fingir ser um super-herói, mas, ao final da Era de Ouro, ele foi aposentado pelos roteiristas e mandado para o limbo editorial, onde faz festa com um bando de outros ajudantes inúteis.

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Felipe de Lima

Pelo poder da verdade, eu, enquanto vivo, conquistei o universo. Me segue no twitter @tearsgodown