Mulher-Hulk: As referências e easter-eggs que você pode não ter notado no episódio 4

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Mulher-Hulk: As referências e easter-eggs que você pode não ter notado no episódio 4

Por Junno Sena

Estamos chegando ao meio da primeira temporada de Mulher-Hulk: Defensora de Heróis e as coisas parecem estar esquentando. Não apenas no tribunal, mas também no quarto de Jennifer Walters.

Deixando piadas de duplo sentido de lado, como todo bom episódio de série do Universo Cinematográfico da Marvel, muitas referências e easter-eggs foram jogadas em tela. Para ajudá-lo a ficar ligado em tudo, separamos aqui tudo o que você pode não ter notado no episódio 4 de Mulher-Hulk. Confira abaixo!

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Donny Blaze

Neste episódio de Mulher-Hulk, conhecemos um pouco mais do “espetáculos” presentes no universo da Marvel. Donny Blaze, como é chamado, é um mágico de palco que utiliza algumas das técnicas aprendidas em Kamar-Taj** — lugar em que os usuários de magia aprendem a dominá-la — como atração principal.

Mas, a peculiaridade ao redor de Donny é o seu nome e sobrenome, que possuem similar sonoridade a de outro personagem da Marvel, Johnny Blaze, o Motoqueiro Fantasma. Sendo a encarnação mais famosa dos quadrinhos da editora, alguns especulam que Donny seja parente de Johnny ou inspirou seu nome fictício no motoqueiro.

A segunda teoria faz mais sentido quando lembramos que Johnny Blaze também fazia performances para entretenimento do público. Porém, no seu caso, como um motociclista de manobras arriscadas.

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A Elizabeth Olsen da Shopee

Quando conhecemos Madisynn King“Madisynn, com dois N’s e um Y, mas não é onde você pensa” —, Donny comenta o “grande Billy Shake”. O mágico se referia a William Shakespeare e a Romeu e Julieta. Na peça, Julieta diz a Romeu que “a flor que chamamos de rosa se outro nome tivesse ainda teria o mesmo perfume”, mostrando que o seu sobrenome é apenas mais um nome.

Já para os curiosos sobre a atriz e comediante que faz a Madisynn King, o seu nome é Patty Guggenheim, mas também podemos chamá-la de “Elizabeth Olsen da Shopee”.

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Wong assiste Os Sopranos e This Is Us

Assim como todo trabalhador cansado, Wong adora maratonar uma série. As duas que aparecem em sua TV durante o episódio são Os Sopranos e This Is Us. Ambas são produções dramáticas que já deixaram muita gente em posição fetal.

O mais curioso da cena de encontro de Madisynn com o mago supremo é que Wong estava chegando a cena final do episódio 12 da quinta temporada de Os Sopranos, sendo mais específico, estando no tempo 40:32. Os minutos seguintes seriam, literalmente, sobre o término entre Christopher e Adriana, também conhecido como uma das separações mais traumáticas da televisão.

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Mágicos!

A “casa mística” de Donny Blaze tem diversos artefatos espalhados pelo cenário. Alguns que podem chamar atenção são os inúmeros quadros com pôsteres do ilusionista Houdini, mas também do mágico ilusionista Harry Kellar. Ambos populares figuras da mágica de palco do mundo real.

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“Guan yin, por favor, tenha misericórdia”

Quando Madisynn é colocada para depor, Wong pede misericórdia a Guan yin. A entidade a qual o mago se refere não é um ser cósmico da Marvel, pelo contrário, é uma divindade budista associada à compaixão. Seu nome significa “Observar os Sons (ou Gritos) do Mundo”. Em outras palavras, o desespero de Wong era tão grande que o mago estava gritando por dentro, esperando que Guan yin pudesse lhe escutar.

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Você tem um minuto para ouvir a palavra de Mephisto?

Outra situação associada a Madisynn é todo o seu relato sobre a viagem que teve após ser jogada em uma dimensão infernal por Donny. Nela, a mulher diz que fez um pacto com um demônio chamado Jake que possuía a forma de um bode. Madisynn comenta que não pode ser mais específica sobre o assunto, pois ele lhe disse que, caso contasse, “arrancaria sua alma e a de todas as pessoas que ama”**.

Não existe nenhum “demônio Jake” na Marvel, porém, Mephisto é conhecido por fazer pactos, além de que o personagem já utilizou diversos nomes distintos, como Jack Scratch. Na lista de semelhanças, ainda podemos adicionar o fato do mesmo já ter utilizado a forma de um bode nos quadrinhos. Em resumo, pode até ser o Mephisto, mas não espere que seja.

Pode dar um zoom!

Para os que querem dar “match” no Tinder ao som da mesma música presente no episódio, ela é ZOOM, da cantora coreana Jessi. Mais a frente no episódio, ainda temos um trecho de Heaven Is A Place On Earth, de Belinda Carlisle.

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Incrível Hulk

A sequência de encontros frustrados de Jennifer possui diversas referências. As mais claras são sobre utilizarem muito a palavra “incrível” perto dela, além de lhe perguntarem se sua pele é indestrutível. No episódio anterior, a Gangue da Demolição tentou retirar uma amostra do sangue da Mulher-Hulk, mas se depararam com esse problema.

Outro ponto é a menção a vibranium e se o metal é capaz de perfurar a pele da Hulk. Essa é uma informação ainda desconhecida dentro do MCU, porém, nos quadrinhos, tanto adamanium quando vibranium são eficazes contra o Gigante Esmeralda.

Por fim, toda essa sequência ecoa o subtítulo nacional da série de Dan Slott para a Mulher-Hulk, Mulher Solteira Procura.

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Má Feminista, de Roxanne Gay

Quando Jennifer retorna para sua casa, encontra seu mais novo interesse romântico lendo Má Feminista, de Roxanne Gay. Nele, Roxanne traz diversos ensaios engraçados e perspicazes sobre o feminismo, suas contradições e aprendizagens que a autora teve como mulher e negra.

O livro dialoga em diversos níveis com o episódio. Desde Jennifer cedendo a sua versão como Mulher-Hulk para “conseguir a atenção dos homens” até a forma como Medisynn não é levada a sério por conta de sua atitude divertida e “voada”.

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“Não se ela registrou primeiro”

O gancho do episódio não é apenas uma prévia de que veremos Titânia no próximo episódio, mas é uma referência ao motivo da criação da Mulher-Hulk. Nos anos 80, com a popularidade de séries como A Mulher Biônica e, até mesmo a série live action do Hulk, havia a preocupação que alguém registrasse “Mulher-Hulk” antes da própria Marvel.

Desta forma, Jennifer Walters nasceu. Felizmente, o domínio sobre a marca da personagem permaneceu nas mãos da editora até o momento. Quer dizer, aparentemente, está nas mãos de Titânia agora.

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Casamento?

A cena pós-crédito desse episódio pode estar escondendo algo bem sombrio da vida de Wong. Nele, Madisynn e o mago supremo conversam sobre vários tipos de bebidas alcóolicas. É então que Wong comenta que já tomou “vodca com leite de yak”. Madisynn diz que gostaria de provar leite de yak e Wong responde que deve ter “sobrado algum do casamento”.

Mas que casamento? Vimos a cerimônia de Christine Palmer em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, mas o Wong não apenas não estava presente, como seria improvável que o “leite de yak” estivesse no cardápio do evento.

Deixando isso de lado, não temos muitas opções. Ao menos se o casamento tenha sido do próprio Wong. O produtor de Doutor Estranho 2, Richie Palmer confirmou anteriormente que Sara — a personagem negra de Doutor Estranho no Multiverso da Loucura que se sacrifica para tentar destruir o Darkhold — seria o interesse amoroso do mago.

O enredo acabou não sendo explorado completamente, porém, faria sentido o casamento de Wong para a própria forma como o personagem tem lidado com as questões mágicas nos últimos episódios de Mulher-Hulk. Meio relapso e isolado, a falta de Sara pode tê-lo colocado nessa espiral de decisões questionáveis.