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8 filmes que surpreendentemente receberam classificação “para maiores”

Por Junno Sena

Os anos 90 e 2000 moldaram uma geração preparada para tudo. Com a piscina do Gugu e a violência dos jornais da tarde, nada parece nos chocar. Por isso, não é novidade que a barra das classificações etários foi movida ao longo dos anos. 

O que antes era “proibido para menores de 18 anos” se tornou “para maiores de 13 anos”. E o que parecia livre, não era assim tão “livre”. Nessa lista, separamos 8 filmes que, surpreendentemente, receberam classificação “para maiores” na época de seu lançamento. Confira!

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O Clube dos Cinco

John Hughes ficou conhecido por seus filmes adolescentes, mas isso não significa que suas produções eram completamente aceitas. O Clube dos Cinco, por exemplo, inicialmente recebeu uma classificação “para maiores de 13 anos” nos Estados Unidos, mas, depois foi classificado como “para maiores de 18 anos”.

Uma das razões para isso foi o seu uso de palavrões; o clássico momento em que a turma fuma um baseado, além de uma breve menção a suicídio.

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Conta Comigo

Em 1986, Conta Comigo, filme baseado em um dos livros de Stephen King, chegou aos cinemas com uma classificação “para maiores de 13 anos”. Mas, a Motion Picture Association of America (Associações de Filmes da América) decidiu dar um passo atrás, conferindo a classificação “R” para o longa.

Assim como O Clube dos Cinco, a quantidade de palavrões, violência e presença de cigarros colocou a produção sob essa marcação. Os produtores chegaram a questionar a decisão da MPAA, mas a associação não estava disposta a mudar de ideia.

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O Discurso do Rei

Cinebiografias se tornaram algo corriqueiro em Hollywood, mas em 2010, quando O Discurso do Rei chegou aos cinemas, esse ainda era um campo pouco explorado. O longa, claramente, não tinha apelo para o público mais jovem e, talvez, por isso, fez com que o MPAA o colocasse na lista de “para maiores” sem pensar duas vezes. Mas, oficialmente, o motivo desta escolha ficou para o palavrão dito, uma única vez, pelo personagem de Colin Firth, o Rei Jorge VI.

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Uma Noite Alucinante 3

Uma Noite Alucinante 3 é uma das continuações mais polêmicas do universo de horror nos cinemas. O filme de Sam Raimi deixa de lado o tom macabro e intimista dos dois primeiros filmes e se joga no absurdo e ridículo. Considerado por muitos um filme de comédia, a produção dividiu os fãs de Ash Williams.

Por outro lado, as piadas, conteúdo violento e referências sexuais não deixaram a MPAA se confundir, garantindo uma classificação “para maiores de 18 anos”.

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Billy Elliot

Em Billy Elliot, filme com Jamie Bell, acompanhamos a luta de um rapaz que sonha sonho em se tornar um dançarino de balé. O longa marcou o cinema por trazer um debate sobre papel de gênero e machismo. Além disso, a produção não se conteve com seu roteiro, o preenchendo com diversos palavrões, o que garantiu um motivo para a MPAA classificá-lo como “para maiores de 18 anos”.

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O Anjo Malvado

Em 1993, o “anjinho” de Hollywood se tornou um verdadeiro psicopata com O Anjo Malvado. Ao lado de Elijah Wood, vemos Macaulay Culkin praticando ações terríveis enquanto seu primo tenta convencer os adultos do que está acontecendo.

A temática do filme, claramente, não é destinada a um público mais jovem, mas é curioso pensar que, um filme com duas estrelas mirins foi classificado para um público adulto ao invés de “para maiores de 13 anos”.

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Matrix

No final dos anos 90 e início dos anos 2000, qualquer tipo de violência podia garantir que um filme recebesse uma classificação adulta, inclusive Matrix. A produção das irmãs Wachowski traz o jovem programador Thomas Anderson descobrindo que a realidade em que vive é uma mentira. Matrix tem vários momentos de ação e aventura, incluindo tiroteios e luta, justificando sua classificação +18.

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Invocação do Mal

Pensando em produções recentes que ganharam uma classificação “questionável”, temos Invocação do Mal. Dirigido por James Wan, o filme conta um dos casos paranormais resolvidos pelo casal Warren. Com Vera Farmiga e Patrick Wilson, temos momentos intensos e muito jumpscare.

A parte curiosa é que a produção não tem nada de “problemático” além de seus sustos. Sem conteúdo sexual ou palavrões, o filme se tornou “para maiores de 18 anos” nos Estados Unidos por ser “assustador demais”.

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Junno Sena

Mestre em Antropologia com o raio problematizador ligado no 120. Assiste filme trash para relaxar e dorme cantarolando a trilha sonora de A Hora do Pesadelo. Blaxploitation na veia e cinema coreano no coração. Atualmente mora em Petrópolis, RJ. Ele | Elu