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Doctor Who: Todos os Doctors da série, ranqueados

Por Junno Sena

Doctor Who pode não ser uma grande produção para os brasileiros, mas com quase 60 anos de história, muitos atores passaram pelo papel icônico do alien com uma máquina do tempo em forma de cabine telefônica azul. Ncuti Gatwa se junta a outros quinze atores e atrizes que passaram pelo papel, oficialmente ou como uma adição tardia.

Com esse futuro incerto e cheio de representatividade, às vezes é bom relembrar um pouco do que ocorreu anteriormente em uma das séries mais influentes da cultura britânica. Por isso, reunimos todos os Doutores e tentamos ranqueá-los da melhor forma possível, com direito as ilustrações oficiais da BBC feitas por Jeremy Enecio. Mas lembre-se: Não temos dois corações como os Senhores do Tempo, mas sempre tem espaço para mais um Doutor.

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Menção Honrosa: The Fugitive Doctor, Jo Martin

Sendo a adição mais nova antes da escalação de Ncuti Gatwa, Jo Martin é o tom de novidade e nostalgia que a temporada de Jodie Whittaker precisava. Misteriosa e complicada, conhecemos pouco da personagem, porém, a atriz conseguiu entregar mais do que se podia esperar.

Agora, a “Doutora Fugitiva” promete estrelar uma série de aventuras em formato de áudio pela Big Finish, mas todos querem ver um pouco mais da elegância e sagacidade de Jo Martin na série. Imagina só ela encontrando o Gatwa?

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Menção Honrosa Regenerada: The War Doctor, John Hurt

Só quem viveu sabe o que foi ver John Hurt aparecer na linha temporal do Doutor como quem não queria nada. O personagem “esquecido” pelo próprio Doutor representa pontos altos e baixos na vida do Senhor do Tempo. Entre os horrores da guerra e a esperança de que um dia poderia sair dela, John Hurt foi uma das adições na mitologia de Doctor Who que fizeram seu especial de 50 anos ainda mais cativante.

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O 8º Doutor, Paul McGann

Conhecido como a “americanização” do Doutor, Paul McGann é um caso complicado em Doctor Who. Como protagonista do filme de 1996, a estreia do ator como o icônico personagem caiu em um ranço generalizado, mas como parte fundamental da série, ele ainda é um personagem querido por suas histórias em áudio.

Com um figurino e cabelo questionáveis, Paul McGann representa uma tentativa de globalizar Doctor Who, como também retornar com a franquia após anos de hiato. Infelizmente, não deu tão certo quanto esperavam.

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O 6º Doutor, Colin Baker

Se William Hartnel tinha a desculpa de ser “rabugento” por ser mais velho, Colin Baker não tinha esse argumento ao seu favor. Colin é um caso complicado na vida do Doutor e não por conta de Daleks ou Cybermens. Pelo contrário, Baker é conhecido como o Doutor menos carismático da série, além de ter tido uma das temporadas mais conturbadas, com quedas bruscas de orçamento e longos hiatos.

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O 7º Doutor, Sylvester McCoy

Em Doctor Who existe uma linha tênue entre “o Doutor sabe tudo” e “o Doutor está acima de tudo”. Na vida de alguns Doutores, isso se torna um plot bem construído para derrubar o ego do personagem, na de outros, pode se tornar um problema. Essa foi a lição que Sylvester McCoy e o time criativo da série descobriram com o Sétimo Doutor.

Conhecido como o último Doutor antes do retorno definitivo do personagem na televisão, McCoy não foi tão bem recebido, sendo visto como um personagem rude, que sempre parecia ter a última palavra. Porém, seu visual icônico ainda é de dar inveja.

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O 5º Doutor, Peter Davison

Pete Davison é como o Matt Smith da antiga geração de Doutores. Alguns dizem que era “novo demais para o papel”, outros que era “mais galã do que Doutor”, mas é impossível não admitir o carisma do ator. Davison seguia a estética divertida e excêntrica dos anos 80, sendo um completo oposto do Primeiro Doutor.

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O 1º Doutor, William Hartnell

É difícil colocar William Hartnell tão abaixo na lista, até porque ele é aquele que deu vida a esse personagem. Por conta dele que diversos aspectos da série foram definidos, além de que é possível que, se não fosse ele no elenco, talvez nunca teríamos o conceito de *“regeneração”** em Doctor Who.

Por outro lado, Hartnell era complicado. Mesmo se tornando o avô simpático com o passar das temporadas, ele ainda tinha atitudes que deixavam qualquer um incomodado.

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O 11º Doutor, Matt Smith

Como dito anteriormente, Matt Smith não é tão amado quanto parece. Sua era foi um completo “pé atrás” para vários fãs. Além de ser um dos atores mais novos a pegar o papel do personagem, o roteirista e comandante da série na época, Steven Moffat, fez um leve reboot, deixando diversos enredos para o passado.

Mas, é inegável como Smith cresceu com o papel. Até os corações mais duros ficaram emocionados com a sua partida.

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O 3º Doutor, Jon Pertwee

Os complicados anos 70, ou 80, depende de quais arquivos da UNIT você tem acesso… De uma forma ou de outra, Jon Pertwee imortalizou o personagem com um figurino que inspirou até Austin Powers. Com enredos mais dinâmicos e até com teorias de multiverso e realidades paralelas, o Terceiro Doutor é um dos queridinhos entre os fãs.

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A 13º Doutora, Jodie Whittaker

Jodie representa a primeira grande mudança após mais de cinquenta anos de Doctor Who. E, infelizmente, foi uma mudança que durou pouco e com diversas complicações. A Décima Terceira Doutora precisou enfrentar o boicote de fãs intolerantes, assim como uma primeira temporada não tão bem vista e uma pandemia.

Isso encurtou o arco da Doutora, como também tornou o trabalho de Jodie insustentável, uma vez que ela precisava ficar longe da família para estar nas gravações. E, mesmo assim, as duas últimas temporadas da personagem foram intrigantes, bem desenvolvidas e fez a atriz deixar aquele gostinho de quero mais.

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O 12º Doutor, Peter Capaldi

Peter Capaldi é um retorno a uma personalidade mais dura do Doutor, mas também representa as possibilidades de colocá-lo diante de desafios mais complexos e filosóficos. Com algumas das companions mais interessantes e opostas a sua personalidade do seu lado, Capaldi se destacou no papel, mostrando que um bom fã pode se tornar um ótimo Doutor.

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O 2º Doutor, Patrick Troughton

É curioso como Troughton conseguiu dar novos ares a Doctor Who. De série educativa para uma divertida aventura espacial, o Segundo Doutor transformou todos os parâmetros do que se tratava a produção do alien em uma cabine de polícia azul.

Apoiando-se na dinâmica “monstro da semana”, essa era de Doctor Who conseguiu construir o antagonismo de vilões clássicos do Doutor. Com 150 episódios, seu trabalho se tornou admirável, tanto por ter se mantido no papel, quanto por ter continuado no coração dos fãs.

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O 9º Doutor, Christopher Eccleston

Christopher Eccleston é um gosto amargo na boca de qualquer fã de Doctor Who. E diferente de outros casos da lista, não é por ele ser mal visto, mas por termos tido pouco do ator. Eccleston teve problemas com o público e também com o time criativo.

O Nono Doutor se tornou um personagem incompreendido, que ia da água ao vinho em questão de segundos. Em um momento ele era um personagem aconchegante e divertido, em outro, um homem amargurado pela guerra. Mas, toda essa complexidade acabou se mantendo apenas por um ano na série, o que faz com que nos perguntemos o que poderia ser se o Eccleston tivesse ficado um pouco mais conosco.

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O 10º Doutor, David Tennant

É inegável o sucesso e talento de Tennant. Seja em uma peça shakesperiana ou como um vilão da Marvel, o ator consegue conquistar qualquer um com o seu carisma, que vai das telas para fora delas.

Se Eccleston foi incompreendido, Tennant se tornou amado instantaneamente. Quando o mesmo disse durante sua regeneração que “não queria ir”, era algo que ecoava em boa parte do público. Mas isso não foi aleatório. A escrita de Russel T. Davies ressaltou o personagem, além dele sempre estar ao lado de companions que, assim como o Doutor, tinham histórias incríveis para contar.

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O 4º Doutor, Tom Baker

Tom G. D. Baker. O que dizer sobre ele? Seu cachecol gigantesco, suas expressões divertidas, sua atuação que podia ir do intenso e caloroso fervor britânico até o bom e divertido comediante?

Baker representa uma fase de ouro para Doctor Who. Seus dois principais companions, Sarah Jane Smith e Brigadier, marcaram a série, além do arco “Genesis of the Daleks” ter se tornado um clássico, referenciado até hoje. Ficando conhecido pelo seu tom sarcástico e cômico vindo de Douglas Adams, falar sobre Baker é entrar em um vórtex temporal de momentos marcantes.

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Junno Sena

Pós graduando em Antropologia com o raio problematizador ligado no 120. Assiste filme trash para relaxar e dorme cantarolando a trilha sonora de A Hora do Pesadelo. Blaxploitation na veia e cinema coreano no coração. Atualmente mora em Petrópolis, RJ. Ele | Elu