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Dark Souls: 10 segredos do primeiro game que você precisa conhecer

Por Márcio Jangarélli

Na última semana, o Dark Souls original completou 9 anos! Pois é, o primeiro capítulo da saga Souls, se não contarmos Demon’s Souls, foi lançado em 22 de Setembro de 2011, para PS3 e Xbox 360. Nem parece que faz tanto tempo, mas a franquia tem quase uma década.

Para comemorar o niver desse game revolucionário, tão amado e odiado ao mesmo tempo, separei alguns dos segredos mais legais da versão original e remaster de Dark Souls. Se você acha que faltou algo – porque faltou, DS é praticamente um jogo de segredos – deixa aí nos comentários!

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A Luz de Anor Londo

Explorando o mundo de Dark Souls, tudo é decadência, caos e fogo. Isso até você chegar em Anor Londo, a terra dos deuses. Lá o clima é outro, o lugar é iluminado por uma linda luz laranja e parece que pelo menos os deuses não foram consumidos ainda.

Em Anor Londo, você encontra belíssima e gigantesca Gwynevere, princesa da luz do sol e filha do lendário Lorde Gwyn. Se isso não fosse Dark Souls ninguém iria descobrir isso, mas aqui os players testam sua força em qualquer um, inclusive a bela Gwynevere. E se você a atacar, ela desaparece e Anor Londo é encoberta pela decadência e trevas já conhecidas do mundo.

Acontece que essa Anor Londo e essa Gwynevere não existiam de verdade - dessa forma pelo menos, elas foram reais em algum momento. Tudo isso era uma ilusão do Gwyndolin, filho mais novo do Lorde Gwyn, para enganar viajantes e proteger a cidade. Para enfrentá-lo, você precisa destruir a ilusão e descer até a Tumba da Lua Negra, onde um novo caminho estará te esperando.

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Duas versões de Anor Londo

Anor Londo possui vários segredos esperando pelo jogador atento, um deles relacionado a como e para quem essa cidade foi construída.

Se você notar a arquitetura do lugar, verá que essa é uma cidade feita para os deuses, com sua estatura gigante, mas também para servos e plebeus, pequenos diante da magnitude dos comandantes. Você encontra pistas disso no tamanho de portas, salas, mas, principalmente, nas escadas.

As escadas de Anor Londo possuem dois tipos de degrau, feitos para dois tipos de transeunte. Os degraus do meio, principais, são maiores e mais espaçados, próprios para os deuses. Já os dos cantos são comuns, feitos para a plebe, dispostos para que a multidão sempre tivesse os deuses no meio para adoração.

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Shiva do Leste

Sabe aquelas armas legais que você vê outros players, em gameplay ou invadindo seu jogo, usando? Quer saber onde encontrá-las? Então você precisa conversar com o Shiva.

Shiva do Leste é um NPC de Dark Souls que pode se tornar mercador se você fizer tudo certo - mas não é nada difícil. Você o encontra pela primeira vez perto do castelo da Alvina. Ele faz parte do pacto dos Caçadores da Floresta e, se você entrou para esse covenant, vocês terão uma conversa amigável.

Para que ele se torne um mercador, você precisa estar no pacto dos Caçadores, conversar com ele no esconderijo do covenant e encontrá-lo depois em Blighttown, perto da roda de água. Entre as armas que ele vende, você encontrará a Uchigatana e a Vara de Secar, duas katanas sensacionais do game.

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Vítimas de Basilisco

Os basilíscos sempre estarão na lista dos inimigos mais odiados de Dark Souls. Vivendo nos esgotos e piores lugares possíveis, eles não são inimigos exatamente fortes, mas podem te matar facilmente com Curse / Maldição.

Além da história dos olhos do basilísco, que você talvez já tenha visto por aí que são falsos e os verdadeiros são bem pequeninos, esse inimigo tem outro segredo interessante. Nos lugares onde você encontra basilíscos, existem estátuas de pedra com formato humano. Já se perguntou o que elas são?

Essas estátuas são outros players que foram atingidos pela maldição do basilísco e morreram. Se você morrer no seu jogo por curse, você pode aparecer para outro jogador em sua versão estátua. É só um lembrete que esses bichos podem matar qualquer um pelo mínimo descuido - e que todo mundo odeia eles.

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Lembranças do Sif

Mesmo com tantos monstros e coisas bizarras acontecendo no mundo de Dark Souls, um dos boss mais conhecidos e queridos do game é… um lobo gigante, mas comum, que carrega uma espada.

O Sif é demais mesmo, não adianta negar.

Fiel companheiro do Artorias, o Caminhante do Abismo, o Sif está entre aqueles personagens que dá até dó de enfrentar, mas o jogo te força a isso. No game comum, quando você entra na área do boss, ele parte para o ataque sem pensar duas vezes. Mas existe outro caminho para essa luta.

Se antes você seguir para da DLC - que não é mais uma DLC - do Artorias, você irá voltar no tempo e pode encontrar o Sif filhote. Ele está preso e você tem a opção de libertá-lo. Ao fazer isso, ele agradece, pega a espada e segue o caminho.

Voltando para a batalha, o Sif te receberá de outra forma dessa vez, deixando a luta ainda mais triste. Ele até parte para cima do seu personagem, mas para, cheira e te reconhece da vez que você o salvou. Infelizmente, ele continuará para a luta, mas antes soltará um grande uivo de tristeza para o céu.

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Bomba Incendiária Negra para começar bem

Todo jogo da franquia Souls possui um boss no início para te ensinar que a morte é parte do game, certo? Isso começou em Demon’s Souls e Dark Souls aperfeiçoou com o Asylum Demon.

Mas, claro, o jogo te dá a chance de vencer, seja por técnica adquirida em outros títulos da franquia, talento nato ou… jeitinhos especiais. No caso do Asylum Demon, é realmente interessante você derrotá-lo de primeira, pois assim você recebe como prêmio o Grande Martelo do Demônio, uma ótima arma para builds de força no início do game.

Uma maneira simples de fazer essa vitória acontecer é, quando criar seu personagem, escolher como item para carregar a Bomba Incendiária Negra. Com ela, o boss fica bem simples de ser derrotado, é só acertar e manter distância. Alguns dizem que isso deixa o Asylum Demon fácil demais, então aí vai do que você espera do game.

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O segredo dos Mimics

Se os Basiliscos estão sempre entre os inimigos mais odiados, os Mimics são a companhia fixa deles na lista. O monstro disfarçado de baú não é irritante só por te surpreender e te engolir se você cair na armadilha. Ele também é bem forte e chato de ser derrubado.

Esse item não vai te ensinar como derrotar os Mimics mais fácil, ainda que... se você jogar um Lloyd’s Talisman nele, ele adormece. E você pode matá-lo sem abrir a tampa com o Poison Mist... Enfim, o ponto não é esse. Tem outra coisa interessante sobre esses monstros, escondida embaixo dos nossos narizes.

Se você tiver a chance de olhar tranquilamente dentro da boca de um Mimic, vai perceber que os “dentes” deles são diferentes do que se pode esperar. Isso porque eles foram feitos para imitar dedos. Ossos de dedos, na verdade, cortados como se a tampa do baú tivesse fechado na mão de um curioso anterior. Dá pra ver certinho se você reparar nas "juntas" e na curvatura. Legal, né?

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Vagrants

Falando em inimigos, o Dark Souls original possui um monstro bem peculiar para lembrar o mundo - e outros mundos - das suas falhas. Esses são os Vagrants.

Se você nunca entendeu como esses caranguejos bizarros aparecem, a explicação é bem simples: Vagrants surgem de lugares onde você deixou loot demais para trás ou onde você não conseguiu resgatar uma mancha de sangue com muita humanidade antes de morrer novamente.

Eles não aparecem no seu mundo quando criados, porém. O seu Vagrant é enviado para outro player e os que aparecem no seu mundo vem de outro lugar, falhas de outros guerreiros. Se um Vagrant não é morto, ele vai continuar viajando entre os mundos até ser parado. Cada terra que o monstro visita o deixa mais forte e com um loot mais valioso.

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Salvando o Solaire

Dark Souls não é um game de muitos NPCs, vide o estado do mundo para entender o porquê. Assim, quando um personagem surge e é uma pessoa legal, ele te marca e faz você querer protegê-lo de alguma forma.

Solaire de Astora é um desses. Você o encontra pouco depois da luta contra o Taurus Demon e em vários pontos do jogo. Ele pode ser invocado para te ajudar em alguns boss e sempre está disposto, determinado, uma luz rara no mundo de Dark Souls. No entanto, se você seguir o game sem realizar uma pequena ação, ele estará te esperando para uma batalha, insano, em Izalith.

Acontece que o Solaire é atacado e “possuído” pelas Larvas da Luz Solar em Izalith, o que causa sua loucura e te faz matá-lo. No entanto, isso pode evitado. O caminho mais simples é, antes de enfrentar a Bed of Chaos, se juntar ao covenant das Filhas do Caos e dar 30 de humanidade para a Irmã Quelaag para ela abrir a porta de onde essas larvas estão esperando pelo Solaire.

Assim, mate todas as larvas, enfrente a Bed of Chaos e você o encontrará no mesmo corredor, agora sem a loucura. Com o Solaire vivo, ele pode ser invocado para te ajudar na luta contra o boss final do jogo.

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Seath em King’s Field

Um dos inimigos mais interessantes de Dark Souls, Seath, o Descamado, é um dragão que traiu a sua própria raça. Ele foi condecorado duque pelo Lorde Gwyn, recebeu permissão para continuar suas pesquisas e até ganhou um Fragmento de Alma, tudo por ter virado as costas para os Dragões Eternos.

Mas isso é história contada no jogo. O interessante aqui é que esse não é o primeiro dragão Seath da FromSoftware. Antes de Dark Souls e Demon’s Souls, um dos maiores games do estúdio era o King’s Field, de 1994, lançado para PC e PlayStation, que ganhou 5 sequências. E, nesse jogo, está o Seath, o Dragão Branco.

Essa não é a única referência que a FS faz para King’s Field; Um dos mascotes de Dark Souls, a Moonlight Greatsword, também nasceu nessa franquia. O legal é que até a aparência dos dragões é parecida, somente suas morais são diferentes. Enquanto o Seath de Dark Souls é um dragão corrompido, o Seath de King’s Field não é inimigo do player.

Ah, e é o Seath em Dark Souls quem derruba a Moonlight Greatsword, duplicando o easter-egg.

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Márcio Jangarélli

Assessor, redator e jornalista. Madonna de Jakku.