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[CRÍTICA] Mega Man 11 – Enfim, um retorno à altura!

Por Felipe Vinha

Mega Man é um personagem com vários altos e baixos já colecionados nos games. Entre títulos esquecíveis, cancelados e absolutos clássicos da indústria, o robô azul da Capcom está de volta, com um game inédito e 100% melhor do que qualquer outro, lançado nos últimos anos.

Estou falando de Mega Man 11, que não é só um jogo novo. É um recado. É uma mensagem. É uma declaração da Capcom a seus fãs, e aos fãs do personagem

Confira a análise completa para entender o que quero dizer com isso!

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Ficha Técnica

Nome: Mega Man 11

Plataformas: PS4, Xbox One, Switch, PC

Gênero: Ação

Modos de jogo: Um jogador

Estúdio: Capcom

Publicadora: Capcom

Data de lançamento: 2 de outubro de 2018

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Mega Man é uma daquelas séries clássicas que conhecemos pelo conceito de “em time que está ganhando, não se mexe”. Por mais que existam jogos ruins com o personagem lançados, ele sempre foi sinônimo de boas aventuras, ao menos nos títulos mais clássicos.

Por isso, as mudanças e inclusões sempre foram pontuais. O máximo que a série clássica ganhou foram adições nas habilidades de Mega, como tiro carregado ou “dash”, mas sem desagradar a base de fãs. Agora, em Mega Man 11, ela traz o Double Gear System.

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O Double Gear System é a principal novidade do jogo. Em Mega Man 11 você tem um novo equipamento, e uma nova barra medidora, que dá ainda mais poderes e possibilidades ao herói. Ele é baseado em duas cores, vermelho e azul, cada uma representando uma habilidade distinta.

A primeira faz com que Mega Man desacelere o tempo por alguns segundos, permitindo melhor controle sobre determinadas situações. A segunda dá mais poder ao tiro do personagem, inclusive ao tiro carregado, tornando-o mais poderoso. É possível combinar as duas, de maneira que o tempo fique mais lento e os tiros mais poderosos, mas isso faz com que as barras gastem mais rápido.

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E sim, isso é combinado com as habilidades já existentes de Mega Man, inclusive a possibilidade de coletar as armas dos chefões de fase, algo que é clássico desde, basicamente, o primeiro game de toda a saga.

Por isso, Mega Man 11 traz uma mudança até drástica, que poderia soar estranha a qualquer fã e fazer a comunidade torcer o nariz, mas ela apresenta qualidade e leveza nesta introdução, sem soar forçado e fazendo sentido no enredo.

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Tudo bem que o forte de Mega Man nunca foi o enredo, mas aqui ele é contado de maneira simpática, até. Temos a velha luta de bem contra o mal, envolvendo, novamente, o maligno Dr. Willy, que agora quer se apoderar do Double Gear System.

Para conta essa história, Mega Man 11 utiliza vozes dubladas – em inglês e em japonês! – e animações para lá de simpáticas. O jogo realmente faz um esforço em ser nostálgico e, ao mesmo tempo, moderno.

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O que é curioso se você parar para pensar, pois há alguns anos tínhamos a promessa de que Mighyt Number 9 seria o novo Mega Man de verdade. O jogo saiu e não surpreendeu, nem mesmo em visual e simpatia.

Já Mega Man 11 parece que cumpriu todas as promessas que seu “concorrente” fez. O visual está incrível, com uma qualidade única e animações muitíssimo limpas. As cenas são suaves, os cenários são amplos ao fundo e cheios de detalhezinhos. É, de fato, um jogo caprichado.

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Mas há pequenos problemas. Tivemos alguns contratempos com os comandos em Mega Man 11. Em alguns casos eles não responderam direito e o personagem se comportou de forma bem estranho em um salto ou na hora de acertar o inimigo com seu tiro.

Não quer dizer que estamos reclamando da jogabilidade. Nem da dificuldade. Pelo contrário, ambas estão em excelente nível. Mas há pequenas falhas que precisam ser corrigidas, em uma futura atualização, o que não deixa o jogo ser classificado como “perfeito” – e sinceramente, nenhum, nunca é.

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Não cito este detalhe para desanimar, porém. Mega Man 11 ainda é incrível e tem conteúdo de sobra para te deixar jogando por bastante tempo, por mais que sua estrutura clássica se mantenha – correndo por aí pelas fases e lidando com os inimigos.

Há, por exemplo, variações nos chefões. Inimigos que assumem outras formas, o que é muito interessante em um jogo deste tipo. O game não apenas te induz a utilizar estratégias diferentes em cima da hora, mas te surpreende a cada nova sala que entra.

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Conclusão

Mega Man 11 é um dos grandes games da atual geração e também é, enfim, uma redenção da Capcom para seu robô azul.

O título deixou de lado o apego constante à nostalgia do 8-bit e apresentou um visual moderno e muito simpático. Sem falar nos gráficos e trabalho sonoro, incluindo vozes dubladas, remetendo aos tempos de Mega Man 7, no PSOne.

Com alguns pequenos probleminhas nos controles, porém, Mega Man 11 ainda se sai muito bem e traz um retorno digno do personagem.

Nota: 4,5 de 5

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Felipe Vinha

Já tentei salvar o mundo de uma invasão alienígena, mas hoje me contento em ser jornalista. Gosto de quadrinhos e suas adaptações na TV ou cinema, animes, tokusatsu, games (de luta principalmente) e tecnologia. Vamos trocar uma ideia no Twitter @felipevinha