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[CRÍTICA] Little Witch Academia: Chamber of Time – Bem-vindas a Luna Nova!

Por Felipe Vinha

Little Witch Academia é um dos animes que foi considerado uma das surpresas dos últimos anos. Após episódios especiais lançados, ele ganhou uma série completa pelo Studio Trigger, o mesmo de Kill la Kill, e nos trouxe uma história inesperada.

O sucesso foi tão grande que Little Witch Academia ganhou um jogo, Chamber of Time, lançado no PS4 e PC, pela Bandai Namco. Mas será que o game faz justiça à série, que é muito boa?

Leia nossa análise e descubra!

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Ficha Técnica

Nome: Little Witch Academia: Chamber of Time

Plataformas: PS4, PC

Gênero: RPG de ação

Modos de jogo: Um jogador

Estúdio: A+ Games

Publicadora: Bandai Namco

Data de lançamento: 15 de maio de 2018

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Little Witch Academia: Chamber of Time se passa mais ou menos no meio da história do anime, apresentando um enredo inédito, ainda que bem bobinho. A protagonista da saga é também Akko, a mais jovem bruxa da escola Luna Nova, assim como é no desenho.

Aqui, Akko está prestes a aproveitar as férias de verão com suas amigas, enquanto tenta não se meter em enrascadas. O problema é que as enrascadas a procuram e ela acaba se dando muito mal entre as professoras.

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Após cometer um erro, Akko e suas amigas, Sucy e Lotte, são sentenciadas a limpar a escola, enquanto perdem as férias de verão. Neste interim, a heroína encontra um artefato místico, que libera uma bruxa poderosa, capaz de fazer o dia se repetir eternamente.

Como citamos, a história não é das mais destacadas, mas ela funciona, assim como é no desenho. Na verdade, Little Witch Academia: Chamber of Time tem todo o clima do anime original, que é sempre descompromissado, porém muito divertido, com sua narrativa leve e personagens carismáticos.

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Primeiro, vamos falar do que é muito bom em Chamber of Time: seu carisma, ambientação e qualidades técnicas. O jogo tem personagens incríveis – o que é esperado, vindo de uma série tão boa – e traz uma narrativa ainda mais caprichada, se igualando com o que já vimos no anime.

As personagens estão muito bem representadas e absolutamente todas, incluindo as coadjuvantes, têm seus momentos na história e em auxiliar, ou atrapalhar, Akko durante suas tarefas e missões. É um game que sabe tratar bem seu material de origem.

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Além disso, Chamber of Time também tem uma qualidade técnica incrível. As cenas em anime que aparecem no jogo vieram da própria série, que por sua vez é desenvolvida pelo Studio Trigger – um dos mais elogiados dos últimos anos. A dublagem segue a mesma, em japonês, que é vista no anime, apenas reforçando a qualidade técnica.

Por fim, os gráficos são feitos em um tipo de “cel-shading”, aquela técnica que faz tudo parecer desenho animado, mas a animação dos personagens parece simular um “efeito stop motion”. Ficou um pouco estranho, poderia ser melhor nesse ponto e valorizar um pouco mais o design da animação.

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Em termos de jogabilidade, Chamber of Time é, oficialmente, considerado um RPG de ação. Mas ele não tem tantos exemplos de RPG dentro de si, a não ser pela evolução de personagens em níveis de experiência e a exploração de cenários – que nos leva a diálogos com os NPCs.

As próprias batalhas, em si, merecem uma menção honrosa muito válida, pois lembra bastante jogos antigos no estilo “beat’em up”, ou seja, aquele gênero onde você “anda e bate” em um cenário 2D, mas aqui com gráficos 3D.

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Na verdade, se dá para citar um exemplo bem interessante de comparação, o jogo Guardian Heroes, do Sega Saturn, foi o que mais nos lembrou de Chamber of Time, em termos de batalhas. É tudo em tempo real, com comandos pré-definidos e mapeados em cada um dos botões dos controles.

Você controla uma personagem, Akko, geralmente, enquanto as outras ajudam nas batalhas, a partir de comandos secundários. As batalhas, em geral, são em fases especiais e contra os chefes, por isso não espere viver um beat’em up durante todo o game.

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Além disso, Chamber of Time é um jogo focado na narrativa e exploração. Assim como no anime, o que conta aqui é a história e o desenvolvimento das personagens. Por isso, algumas pessoas podem se decepcionar, ao esperar algo mais parecido com o desenho animado.

Como a história é grande, levando pouco mais de oito horas para ser concluída – no nosso caso –, é especialmente recomendado que você jogue aos poucos, para que não se canse da narrativa, já que se trata de apenas uma história seguida.

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Explicando melhor este ponto, entenda: no anime, temos uma velha estrutura de “inimigo da semana”, mas que ainda funciona muito bem em narrativas modernas, já que cada episódio tem pouco mais de 20 minutos.

No jogo, ficar com a história por mais de sete horas é um pouco massante, e este é o maior inimigo de Chamber of Time. Ele fica chato muito fácil e, acima de tudo, não deve conseguir firmar jogadores que não são fãs da animação. Assim, ele perde alguns pontos.

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Conclusão

Little Witch Academia: Chamber of Time é um jogo muito divertido para os fãs do desenho e pode te fazer passar bons momentos, lembrando de toda a temporada do anime, com algumas referências a acontecimentos passados.

Além de ter boa exploração, diálogos interessantes e um sistema de batalha que lembra games clássicos, Chamber of Time se esforça para ser uma experiência completa.

Ele falha, porém, em não conseguir criar atrativos para quem não conhece o original e também em ser um pouco repetitivo, ao longo da jornada. Para completar, a animação das personagens prejudica um pouco o visual incrível apresentado na aventura.

Nota: 3 de 5

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Felipe Vinha

Já tentei salvar o mundo de uma invasão alienígena, mas hoje me contento em ser jornalista. Gosto de quadrinhos e suas adaptações na TV ou cinema, animes, tokusatsu, games (de luta principalmente) e tecnologia. Vamos trocar uma ideia no Twitter @felipevinha