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[CRÍTICA] Hotel Transilvânia 3 – Segura o Tchan!

Por Guilherme Souza

Novamente, acompanhamos as aventuras de Drac, Mavis e todos os demais personagens da franquia Hotel Transilvânia, mas desta vez, os monstros resolvem tirar férias, e o hotel é substituído por um luxuoso cruzeiro.

Será que a terceira parte da franquia consegue manter o ritmo das anteriores e se sustentar com uma boa história? Descubra em nossa crítica SEM SPOILES.

Créditos: Sony Pictures

Ficha Técnica

Título: Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas

Ano: 2018

Lançamento: 12 de julho de 2018 (Brasil)

Direção: Genndy Tartakovsky

Duração: 97 minutos

Sinopse: Solitário e infeliz, buscando um novo amor na internet, Drácula é surpreendido com um presente da querida filha: férias em um cruzeiro. Inicialmente resistente à ideia, ele acaba engajado no passeio ao se encantar pela comandante, que, no entanto, esconde um segredo nada amigável.

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Desde o começo, Hotel Transilvânia tinha proposta genial de mostrar monstros famosos de uma maneira na qual as crianças poderiam se identificar, além é claro, o diferencial de conter um humor que agradaria até mesmo os adultos.

Com uma história sólida e inúmeros personagens cativantes, a franquia cresceu e ganhou inúmeros fãs, agora, ela se prepara para lançar seu terceiro título. Embora isso possa ser motivo de felicidade para alguns, devemos levar em conta que a franquia está ganhando seu terceiro volume em um curto espaço de tempo, e isso às vezes pode significar uma queda na qualidade.

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Em Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas, vemos a família de Drac mais estável e feliz do que nunca, pelo menos é o que parece. Embora o vampiro esteja satisfeito por ter sua filha e neto ao seu lado, e de se sentir realizado com o sucesso do Hotel, ele acaba percebendo que algo está faltando em sua vida.

Depois de um século sozinho, Drac sente que chegou a hora de superar a morte de sua esposa, mas encontrar uma nova parceira pode não ser uma tarefa simples. Mavis acaba entendendo que seu pai está infeliz por estar trabalhando demais, e decide que chegou a hora deles tirarem férias - é aí que começa a divertida história do filme.

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Mais uma vez, somos agraciados com o retorno de personagens como Frankenstein, Múmia, o casal de Lobisomens, Homem Invisível e tantos outros, o que é maravilhoso, já que eles tornam o filme ainda mais divertido. Diferente dos longas anteriores, a participação dos personagens secundários se mostra mais proeminente, dando tempo para que eles se desenvolvam e complementem a trama de maneira genial.

Um grande diferencial é que, ao contrário dos dois filmes anteriores, a trama agora conta com um vilão real, que realmente oferece perigo para os monstros, e embora a história do vilão e maneira na qual ela se desenvolve sejam extremamente previsíveis, temos que entender que esse ainda é um filme infantil, e fazer coisas lúdicas e previsíveis não é algo ruim para eles.

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Genndy Tartakovsky volta mais uma vez à cadeira de direção e assim como no longa anterior, o diretor não decepciona, aliás, em Férias Monstruosas, o diretor parece estar muito mais confortável com a franquia e com os personagens, conseguindo deixar mais evidente seu estilo de trabalho.

Como um grande fã dos trabalhos do diretor (O Laboratório de Dexter, Samurai Jack), devo dizer que é gratificante vê-lo ganhando destaque nas animações de grande -orçamento, o que sem dúvidas é algo merecido.

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Um dos pontos mais altos do longa é a trilha sonora, que está presente a todo momento e eleva o nível das cenas às alturas, aliás, em dado momento, a trilha é responsável pela piada mais engraçada do filme e isso é simplesmente genial.

Por falar em humor, devo dizer que não me decepcionei com o longa, assim como os anteriores, vemos piadas que condizem perfeitamente com nosso cotidiano, com destaque especial para Mavis com ciúme de sua possível madrasta. Levando em conta que a Disney e a Pixar sempre são as referências em animação, ver outros estúdios lançando animações com qualidade deve ser motivo de orgulho.

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Uma coisa que fica muito clara ao longo da trama, é o fato de que a franquia tem um potencial de expansão interessante, e caso isso seja explorado da maneira correta, outras sequências serão mais do que bem-vindas.

Embora a qualidade gráfica da animação tenha evoluído bastante em relação aos outros dois filmes, alguns momentos ainda parecem menos polidos, principalmente no que se refere às texturas e movimentos da água, porém isso de forma alguma atrapalha sua experiência.

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É impressionante como a franquia consegue se manter leve e cativante, e mesmo que ela contenha alguns momentos que demandam uma carga dramática mais elevada, o clima nunca parece sério ou melancólico demais, o que é mais um grande diferencial em relação às animações da Disney. Não que seja ruim uma animação conter momentos mais sérios, porém não é ruim uma animação ser simplesmente divertida e compromissada.

Apesar da alta carga de humor, o longa mais uma vez reforça sua mensagem de inclusão e diversidade, e ao contrário do que possa parecer, isso é feito de uma maneira muito inteligente, mostrando que não existe idade mínima para se ter contato com esses assuntos.

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Por mais que eu tenha assistido o filme em sua versão dublada, devo dizer que minha experiência foi tão boa quanto se tivesse assistido em sua versão original. Aliás, quando se trata de animações, sempre prefiro assistí-las em português, pois além das piadas fazerem mais sentido, o talento de nossos dubladores se encaixa perfeitamente com as produções.

Destaque especial para o icônico Guilherme Briggs, que faz com que sua voz inconfundível deixe alguns momentos ainda mais divertidos.

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Em suma, Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas cumpre muito bem sua proposta, e nos entrega uma animação simples, coesa e bem-feita. Por mais que o longa tenha que concorrer contra um oponente de peso chamado Os Incríveis 2, devo dizer que ambas possuem méritos próprios e merecem ser conferidas.

Em um mês onde as crianças estão de férias, essa é uma ótima pedida para tirá-las de casa, mas além disso, é um grato presente para os fãs de animação.

NOTA: 4,5/5

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Guilherme Souza

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