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[CRÍTICA] Hitman 2 – Assassinato orquestrado com reviravoltas novelescas!

Por Márcio Jangarélli

Hitman 2, novo game do reboot da franquia Hitman, foi lançado no dia 13 de Novembro para PS4, Xbox One e PC e já adianto: é MUITO divertido, tanto quanto o primeiro. Ainda que a história do modo campanha tome alguns caminhos estranhos, o jogo como um todo vale sua atenção.

Confira nossas impressões a seguir e não esqueça de comentar o que você achou do jogo, pontos mais legais e aqueles momentos mais cringe.

 

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Bom dia, Agente 47. A missão de hoje é avaliar Hitman 2, a sequência do aclamado Hitman, de 2016.

Sendo conciso, Hitman 2 é um game que você PRECISA dar uma chance se gosta de jogos de stealth, estratégia e afins. A produção pegou tudo que foi exaltado na primeira entrada e aprimorou, trazendo um game extremamente bonito e divertido de jogar e acompanhar. Tem seus erros, sim, mas nada que influencie muito na experiência final.

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O modo campanha de Hitman 2 é uma sequência quase imediata ao final épico do primeiro game.

Para conseguir mais informações sobre o passado do Agente 47, a Agente Burnwood basicamente faz um contrato com o diabo, fornecendo os serviços da ICA para a Providence - que é o alvo oculto das missões que você completa no primeiro jogo.

A história - interessante no começo - se perde no caminho, tanto em narrativa, quanto em diálogos que querem ser épicos, mas soam vazios. São tantas reviravoltas e soluções clichês que, no fim, parece que assistimos um grande novelão. Boa de acompanhar, como uma novela mesmo, mas nada digno para a grandiosidade do game.

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Você pode pensar: não estou jogando Hitman pela história. E eu te respondo: você está perdendo uma ótima experiência ao não colocar o enredo como um ponto de atenção.

No entanto, mesmo com o plot pastelão, o game não decai. Pessoalmente não achei nenhuma missão tão marcante quanto a do hospital ou a do “clube dos 27” do primeiro jogo, mas todas as apresentadas no novo game são sensacionais.

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A parte mais legal de um game de stealth não é atingir um alvo em um lugar super glamouroso - ainda que isso seja divertido - mas em locais mais cotidianos e lotados.

Aqui temos uma missão absurda em Mumbai, por exemplo, com NPCs em todo canto, que requer toda a sua paciência, atenção, estratégia e manha. Sem dúvida, é uma daquelas pra você perder horas jogando e sair satisfeito quando completar do jeito que esperava.

Se você gosta do glamour e filmes de espionagem clássicos, porém, seu prato será bem servido. Uma das missões tem um clima de “De Olhos Bem Fechados”, com sociedade secreta e ilha particular, que é tão boa quanto.

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Nesses acertos de missões, o game traz aquilo que você vai perder mais tempo ali: as formas mais diversas de eliminar o alvo. Mais diversas MESMO.

Mesmo que em equipamentos para o Agente 47 o jogo não tenha inovado quase nada - uma ou outra adição e nada revolucionário - você pode, por exemplo, matar um líder de cartel durante uma sessão de tatuagem, uma rainha do submundo enforcada com uma fita ou uma socialite queimada em uma fênix gigante. Isso para citar as mais fáceis de realizar.

Esse game também parece mais intuitivo e complexo que o primeiro. Temos missões investigativas e o jogo não te dá tudo de mão beijada. Também, o tempo é mais crucial em alguns momentos e você pode acabar completamente perdido se não prestar atenção no que está fazendo. Mumbai, por exemplo, é um labirinto que te confunde fácil.

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Vale nota que o game está MUITO bonito. Os gráficos estão espetaculares - e a produção fez questão de mostrar isso na introdução das missões.

Outros modos além do campanha, como o Modo Sniper Assassin - que é o multiplayer - e o Ghost Mode - online - são legais, mas não são destaque. Principalmente o Ghost Mode, que está em Beta, então preferimos não opinar até a versão final.

Ainda existem os contratos, onde você pode se divertir muito cumprindo os modos mais malucos que outros players criaram para eliminar alvos e o Alvo Elusivo, que ainda não começou, mas inicia direto com o Sean Bean para ser morto - se você acompanha a carreira de mortes do ator, agora é a sua hora. Alvo Elusivo trará, além do Sean Bean, missões únicas e com tempo limitado para serem cumpridas (um motivo para continuar jogando, não?).

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Recomendações LH

Agora, antes da nota e considerações finais, algumas dicas para você aproveitar melhor o game.

Nós jogamos Hitman 2 já com a DLC Legacy, que traz o primeiro jogo remasterizado para o modo campanha. A experiência de atravessar toda a história - além de cumprir as missões sensacionais do primeiro em gráficos superiores - é muito boa e valoriza mais o game. Então, se estiver com alguns trocados sobrando, vale à pena investir.

Também, a dica principal, que é batida, mas é bom reforçar: jogue Hitman sem pressa. Esse é um jogo que precisa de paciência, sim, mas ele fica MUITO mais legal se você dá essa paciência de boa vontade, se entregando a experiência de planejar os assassinatos das formas mais malucas possíveis - que nem precisam fazer parte dos desafios da campanha. A quantidade de opções é absurda, então é legal gastar um tempinho a mais.

É possível terminar o game só com o cabo de fibra e umas moedas, mas assim fica monótono demais.

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E aí, Agente 47?

Hitman 2 pode não ter acertado na história do Agente 47, Burnwood, Lucas Grey e Providence, mas toda a mecânica do game compensa. O jogo termina com abertura para uma sequência, então quem sabe a trama não melhore? No mais, vale gastar tempo e dinheiro com o que o game te proporciona.

Por todos os pontos positivos - jogabilidade, gráficos, missões e etc - Hitman 2 leva 4 carequinhas do Agente 47.

Vamos lá caçar o Sean Bean juntos?

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Márcio Jangarélli

Assessor, redator e jornalista. Madonna de Jakku.