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[CRÍTICA] Dragon Ball Super: Broly – Superman Made in Japan!

Por Felipe Vinha

Dragon Ball Super: Broly chegou aos cinemas brasileiros com certa rapidez – antes mesmo de chegar aos EUA, olha só! – e trouxe não só a estreia canônica de Broly na atual linha do tempo da série, mas também apresentou muitas novas possibilidades para a saga.

Dirigido por Tatsuya Nagamine, que tem filmes de One Piece no currículo, e com roteiros do próprio Akira Toriyama, “Broly” mostra que Dragon Ball, muito provavelmente, será eterno.

Leia nossa crítica completa!

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Ficha Técnica

Título: Dragon Ball Super: Broly

Ano: 2018

Lançamento: 3 de janeiro de 2019 (Brasil)

Direção: Tatsuya Nagamine

Duração: 1h40min

Sinopse: Seis Esferas do Dragão são roubadas do laboratório de Bulma pelo Freeza ressuscitado… Enquanto isso, uma patrulha do exército de Freeza encontra Paragas e Broly à beira da galáxia e os leva para Freeza… Surpreso pelo poder altamente treinado de Broly, Freeza sinaliza a camisa sangrenta de Paragas e vai para um local ártico na Terra onde uma Esfera do Dragão é detectada. Goku e Vegeta vão o mais rápido possível para recuperar a Esfera do Dragão e encontram um novo e permanente rival Freeza e o formidável Broly.

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Dragon Ball Super: Broly começa a partir do final de Dragon Ball Super, a série animada. Aliás, este é um ponto importante e uma quebra de paradigma completa.

Talvez a única exceção seja o filme original de Bardock, pai de Goku, mas todos os filmes anteriores de Dragon Ball não faziam parte da cronologia oficial e não se encaixavam em uma série ou outra. Eles eram soltos, como um exercício de imaginação.

Pela primeira vez, com Dragon Ball Super: Broly, temos um senso de continuidade, inclusive com fatos da série sendo citados por aqui.

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O que leva ao importante ponto de que Dragon Ball Super: Broly é melhor aproveitado se você assistiu Dragon Ball Super inteiro - desde o sofrível início, até a épica conclusão do Torneio do Poder.

O próprio Torneio é citado, como esperado, o que não é exatamente spoiler, e o também o "senso de completismo do fã", se é que dá para chamar assim, é recompensado.

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Mas vamos falar do filme, certo? Pois bem.

Dragon Ball Super: Broly é a história do Superman que Akira Toriyama sempre quis contar, mas nunca teve tanto dinheiro quanto agora.

O longa-metragem é dividido em dois atos, muito claramente. O primeiro ato conta o passado dos Saiyajin, as origens de Broly, Goku e Vegeta, enquanto a segunda parte fica encarregada de quase toda a pancadaria e a resolução da treta.

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Apesar de a animação das lutas estar simplesmente impecável, é na primeira parte que Dragon Ball Super: Broly brilha.

O filme tem uma seriedade narrativa que Dragon Ball nunca precisou, mas que casou como uma luva para a história dos Saiyajin e sua derrocada.

Ver Bardock sob uma ótica inédita, mesmo já tendo, pelo menos, duas versões de sua história contadas, é incrível. A direção do roteiro trabalha bem como o personagem cria a motivação para salvar seu filho e mandar Kal-El-- Opa, Kakaroto para um planeta inóspito, onde ele pode se salvar de Freeza.

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Agora, sim, Dragon Ball Super: Broly também brilha bastante em fazer com que Broly seja uma ameaça digna de dar medo.

Outro mérito do filme está em dar uma origem completamente nova ao Lendário Super Saiyajin. Não vou dar spoiler, mas esqueça toda aquela baboseira de sentir ódio por Goku, ao ouvir seu choro quando ainda era um bebê.

Agora é algo mais humanizado, mas que não ficou necessariamente ruim ou tosco. É um trabalho de personagem interessante e digno.

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Interessante também é ver como Dragon Ball Super: Broly usa seus personagens coadjuvantes.

A participação de Freeza é meio que gratuita. Ele está bem deslocado na história. Porém, o restante do elenco de apoio tem boas razões para existir.

Mesmo personagens que não esperávamos aparecer têm seu destaque e fazem apenas o necessário, sem forçar uma participação apenas para "cumprir cota de lutas" ou algo do tipo.

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E, como já pincelei, a animação de Dragon Ball Super: Broly é algo fora de série.

Se você já gostou do que viu na reta final de Dragon Ball Super, nas lutas de Jiren contra Goku, aqui deve praticamente pirar.

Os animadores combinam muito bem o 3D com o 2D - e eu não tenho nada contra o 3D em animes, ainda que muitos conservadores reclamem - que dá uma nova vida ao traço clássico de Toriyama.

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Também é curioso notar que cada transformação de Saiyajin dos personagens centrais, principalmente Goku, carrega um estilo gráfico único, justamente para pontuar aquele nível de poder.

Acontece que eles não são explicados aos espectadores - e isso talvez seja uma pequena falha? Não sei ao certo - mas a animação faz bem o papel de diferenciá-los, principalmente o fim que... É melhor não comentar.

A trilha sonora de Dragon Ball Super: Broly é outra pontuação bacana que o longa traz a cada personagem, e a cada combate. Tanto o tema original em japonês, Blizzard, quanto as músicas inéditas durante a projeção são de cair o queixo (ou os ouvidos).

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Conclusão

Se você esperava ver um filme bom em Dragon Ball Super: Broly, vai sair com o nível de satisfação alto.

Ele não só tem uma boa narrativa e design incrível nas animações, mas também abre portas quase infinitas para Dragon Ball e dá novos significados a certos personagens, mostrando que, sim, o show vai continuar e você não perde por esperar.

Nota: 4 de 5

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Felipe Vinha

Já tentei salvar o mundo de uma invasão alienígena, mas hoje me contento em ser jornalista. Gosto de quadrinhos e suas adaptações na TV ou cinema, animes, tokusatsu, games (de luta principalmente) e tecnologia. Vamos trocar uma ideia no Twitter @felipevinha