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[CRÍTICA] Conan Exiles – Melhor ficar com os filmes e livros!

Por Felipe Vinha

Conan Exiles é aquele tipo de jogo que demorou bastante para ser lançado, mas que foi disponibilizado por um tempo antes, em acesso antecipado, para criar o chamado “hype”, para só depois chegar em sua versão final.

O lado ruim é que isso pode ser uma faca de dois gumes. Antes de seu lançamento, Conan Exiles parecia bem promissor. Era um jogo minimamente diferente do que estava saindo em sua época, mesclando elementos dos livros, filmes e quadrinhos de Conan, tudo para agradar aos fãs.

Mas a versão final acabou não saindo como esperado. Então, o que achamos de Conan Exiles? Leia a análise e descubra.

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Ficha Técnica

Nome: Conan Exiles

Plataformas: PS4, Xbox One, PC

Gênero: Ação

Modos de jogo: Um jogador, multiplayer competitivo, multiplayer cooperativo

Estúdio: Funcom

Publicadora: Funcom

Data de lançamento: 8 de maio de 2018

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O jogo se passa no mundo de Conan, na chamada Era Hiboriana, mas quando o chamado guerreiro já é uma lenda entre os bárbaros. Você é convidado a fazer parte deste mundo, por meio de um guerreiro ou guerreira criados do zero, com algumas características pré-montadas pelo game.

Desde o princípio, Conan Exiles deixa claro que é um jogo com grande foco em seu modo online. Ele tem aquele estilo de “quero ser MMO, mas não me decido”, então te deixa jogar tudo offline e sozinho, se quiser, mas brilha mais quando é ligado à Internet.

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E aqui deixe-me tirar o elefante branco da sala e falar logo do primeiro grande problema de Conan Exiles. Se você joga ele no Brasil, na versão PC, vai passar raiva. São apenas dois servidores para toda a América do Sul, que vivem cheios e com problemas de conexão – enquanto outras regiões possuem dezenas.

Se você joga nos consoles, dependendo de sua conta oficial – se usar a PSN Americana, por exemplo –, não achará servidores, por conta do bloqueio de região. Logo, um game feito para ser aproveitado online, tem graves problemas de acessibilidade para os jogadores por aqui. Mal pensado e elaborado.

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Mas vamos falar do jogo em si. Conan Exiles é um game de sobrevivência, no melhor estilo dos chamados “walking simulator”, que se proliferaram no mundo dos jogos, nos últimos anos. Você começa sem nada, praticamente nu, e precisa coletar objetos para criar coisas e, assim, sobreviver aos desafios naturais – entre eles animais, monstros e outros humanos.

O maior problema é que Conan Exiles não foi feito para ser intuitivo. Pelo contrário. O game pensa que é jogado por bárbaros, que já sabem o quanto a vida é dura, e não te passa instruções básicas do que deve ser feito de maneira clara. Veja bem: não estamos pedindo para que ele pegue na sua mão e te guie por toda aventura, mas sim que, pelo menos, ensine os controles, algo que não é feito.

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Tudo piora se você jogar a versão console. Parece que o game foi feito para ser aproveitado no PC, inclusive com menus extras para a administração de equipamentos e criação de armas. Funciona muito melhor mesmo, a ponto de você passar uma certa raiva com o joystick na mão.

Mas tudo bem, particularidades de plataforma à parte, Conan Exiles, mesmo no PC, não se sai bem em termos de performance. Isso por que o game nem é tão bonito, mas ainda assim não fica tão otimizado, com lags notáveis de imagem e poses bem desengonçadas, por exemplo, na hora de escalar locais.

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Com o tempo, jogadores mais experientes dominarão Conan Exiles e acharão o game até divertido. Não vamos te enganar: ele consegue ter bons momentos. O sistema de criação é muito bom – este sim, intuitivo, mostrando as possibilidades a serem criadas e seus pré-requisitos –, mas eles são raros.

Há combates contra criaturas gigantes que vão empolgar, mas talvez seja tarde demais para convencer o jogador mais incauto, que aguentou por algumas horas os problemas do game.

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Já pincelamos um pouco dos gráficos em outro ponto, mas vale mencionar em detalhes: a ambientação, design de fases e locais é variada. O mapa é bem extenso e vai te fornecer montanhas, climas distintos, campos, água, tudo com uma qualidade incrível e digna.

O problema está nos modelos dos personagens (seus cabelos, urgh), dos monstros e de alguns pequenos pontos das cenas. O som, por outro lado, faz um bom trabalho, principalmente nos urros ouvidos de algumas criaturas.

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Também sendo sincero, o jogo te permite personalizar a experiência até certo ponto, o que é sempre bom, vindo de um game que está em diversas plataformas, exigindo formas diferentes de ser aproveitado.

É possível jogar em primeira pessoa em alguns aspectos e mudar o estilo de acesso a alguns itens, mas não varia tanto assim a ponto de você se sentir plenamente satisfeito.

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Mesmo assim, Conan Exiles passa longe de ser o game ideal para qualquer fã de Conan. Em todo momento ele tenta ser “adulto demais” e acaba se perdendo em erros bobos de game design. Seus princípios básicos fogem de certas regras e decepcionam enquanto você espera algo minimamente apresentável.

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Conclusão

Inicialmente incrível e promissor, Conan Exiles cresceu para se tornar um pouco decepcionante para quem esperava um verdadeiro game de ação no mundo do famoso personagem da ficção.

Há bons elementos e momentos, mas eles são poucos. Quem é muito fã do mundo original de Robert E. Howard vai se sentir um pouco satisfeito, mas não totalmente. E, bem, quem não conhece tanto a obra original vai se decepcionar bastante com o game.

Na dúvida, prefira os livros, filmes e até os gibis de Conan.

Nota: 2 de 5

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Felipe Vinha

Já tentei salvar o mundo de uma invasão alienígena, mas hoje me contento em ser jornalista. Gosto de quadrinhos e suas adaptações na TV ou cinema, animes, tokusatsu, games (de luta principalmente) e tecnologia. Vamos trocar uma ideia no Twitter @felipevinha