[CRÍTICA] Arrow: 5ª Temporada – A Redenção do Arqueiro Verde!

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[CRÍTICA] Arrow: 5ª Temporada – A Redenção do Arqueiro Verde!

Por Márcio Jangarélli

Chega mais para conferir nossa crítica sobre o quinto ano de Oliver Queen e companhia pela CW.

Imagens: Divulgação
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É emblemático que a temporada que fecha o ciclo de cinco anos do Oliver na ilha tenha sido justamente a redenção de Arrow depois de duas temporadas péssimas.

O quinto ano do programa tratou sobre legado e perdão: o lado bom e o lado ruim daquilo que você constrói e sobre não só perdoar outras pessoas, mas a si mesmo também. Bonito, né?

Como prometido pela produção, para falar de passado, legado e perdão, Arrow resgatou o sentimento de suas duas primeiras temporadas, para se redimir da terrível 3ª e da péssima 4ª. Sem exageros, foi uma penitência acompanhar essas histórias.

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Mas exatamente o que Arrow foi buscar?

A premissa principal do início da série era algo mais urbano, sombrio, sujo, violento. Conforme o tempo passou, parecia que a série queria ouvir os fãs um pouco e deixar o Oliver mais parecido com o dos quadrinhos, que é mais “iluminado”, engraçado. Esse movimento fez a trama perder sua identidade completamente. Primeiro, ele realmente virou um Batman Verde. Na terceira e na quarta eu nem sei dizer.

Já passamos do ponto de criticar a série por não entregar algo “fiel” aos quadrinhos. A proposta nunca foi ter um Arqueiro felizão, da mesma forma que o Barry, em The Flash, nunca vai ser tão “divertido” quanto o dos quadrinhos, ou o caso da Supergirl ser “jovem” demais. Arrow é filha de Smallville e da trilogia Cavaleiro das Trevas, o erro foi tentar esquecer isso e seguir outro caminho.

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Com esse contexto em mente, a quinta temporada resgata o núcleo primordial da série. Voltamos a trabalhar a “monstruosidade” do Oliver, com a sacada genial de classificá-lo como serial-killer. O urbano, o sujo, o violento estão de volta. O primeiro arco da aventura, contra o Tobias Church, sem nem chegar no Prometheus, já limpou o nome da produção.

Falamos sobre tráfico de armas, de drogas, violência urbana, vigilantes, corrupção, assassinato e tudo mais. Sem mágica surgindo do nada, sem muitos ninjas. É como se Arrow, depois de olhar várias pinturas diferentes, encarasse um espelho.

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Uma das coisas que deixou a temporada boa assim foi o novo Team Arrow. Rene é a melhor adição da temporada. Profundo, divertido, emocional, um verdadeiro "Cão Raivoso". O Curtis demorou para engatar, mas depois que desenvolveu as Esferas T, a coisa fluiu perfeitamente.

Finalmente podemos dizer que o Quentin faz parte do Time e, não importa o plot, ele sempre é uma das melhores coisas. Felicity ganhou um arco próprio com a Helix, duradouro, que trouxe o melhor da personagem de volta. O mesmo pode-se dizer do Diggle e a aventura com o exército e a A.R.G.U.S.

Os poréns ficam para a Thea, que esteve um tanto perdida na história, o Retalho, que era bacana, mas saiu cedo demais, e a Evelyn Sharp, mal desenvolvida, pouco carisma e sem peso nenhum para a trama.

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O caso especial da vez foi com as Canários. A morte da Laurel é um dos motores da quinta temporada e todos estavam com medo de como isso ia desenrolar. A Laurel Terra-2, AKA Sereia Negra, não foi a melhor coisa do mundo, quando é legal ver a Katie Cassidy no papel, mas não existe realmente uma necessidade para isso.

Por outro lado, tivemos a introdução de Dinah Drake e esse está entre os maiores acertos da aventura. Ela É a Canário Negro que os fãs dos quadrinhos queriam ver desde o começo e que a Laurel nunca poderia ser. Talvez a Sara. Não é só sobre ter o "Grito do Canário", mas a atitude e o carisma da heroína.

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Agora é hora de falar sobre o vilão. Sem dúvida alguma, Adrian Chase, o Prometheus, é o melhor antagonista do Arqueiro da CW. Ele foi brutal a temporada toda, caçando seu objetivo do começo ao fim, sem distrações. Quando sua identidade foi revelada, muita gente deu uma brochada, mas no episódio seguinte a coisa ganhou outro nível.

Porque o Chase já era ótimo como mocinho, mas como vilão ele foi um dos poucos personagens de Arrow que conseguiram fazer o Stephen Amell atuar direito. Ele matou, torturou, caçou e fez a vida do Oliver um inferno agoniante.

Ser um fruto das ações passadas do herói só aumentou o peso da coisa. Do começo ao fim, o Prometheus foi ótimo e ele é o maior motivo de tudo ter funcionado.

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Vale ressaltar que a produção acertou no escopo: sem megalomanias de destruir Star City; o foco da temporada toda foi destruir a vida do Oliver. Cada ação refletia na psique do protagonista, até “Kapiushon”, onde o Arqueiro está completamente desamparado.

A quinta é uma desconstrução do Oliver e do Time Arrow, suas motivações, suas ações e o que podemos esperar do futuro, seja com Vigilante, Helix ou algum novo vilão.

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Kapiushon” me lembrou de falar dos flashbacks e, bom, esse assunto é sempre polêmico, mas acho que não dessa vez. Porque esse foi - acreditamos - o último ano das memórias do Oliver na ilha. Finalmente conhecemos a história do rapaz na Rússia, sua relação com a Bratva, Talia al Ghul e como ele acabou em Lian Yu novamente.

Só nos flashbacks, essa temporada deve ter perdido apenas para os da primeira, que eram uma introdução. No mais, foram poucas as vezes que o passado do protagonista pareceu incômodo.

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Não posso deixar de citar pontos mais amplos, como a série expandindo seu horizonte. Parece que finalmente a CW está ganhando noção de mundo e as histórias estão se descentralizando. Arrow viajou bastante, tivemos um episódio só em Hub City praticamente e isso é excelente.

Outra coisa é como o Universo CW está cada vez mais interligado. Agora os personagens interagem entre as séries sem tanto alarde. Isso sem contar o crossover quádruplo, grandioso, ambicioso - e que o melhor episódio foi justamente o de Arrow!

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É engraçado que há um ano eu nem sonharia em dizer isso, mas a quinta temporada de Arrow foi uma das melhores de 2016-2017 e a melhor da série.

Teve seus erros? Com certeza. Mas são coisas pequenas ou derivadas do formato da produção - 23 episódios é pra matar qualquer um. Entregar uma boa história, fechadinha, nesse espaço enorme é difícil, então todos os méritos para o Arqueiro nesse ano.

Pela ótima surpresa, por ser divertida, consistente e empolgante, a quinta aventura do Arqueiro Verde levou 4,5/5 Canários da LH! Vamos esperar pelo sexto ano torcendo para que o nível se mantenha ou se eleve.


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