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10 vilões em filmes de super-heróis que estavam certos!

Por Gus Fiaux

Nenhum filme de super-herói consegue ter sucesso sem um bom vilão. São esses inimigos que nos fazem esperar por lutas grandiosas e conflitos ideológicos icônicos. No entanto, nem sempre os heróis estão totalmente certos. Vez ou outra, nos surpreendemos ao descobrir que os vilões têm uma posição correta na batalha.

Claro que os fins não justificam os meios, e muitos dos personagens presentes nesta lista não ligam para a ética ao comprovar seus ideais. Contudo, separamos aqui 10 vilões de filmes de super-heróis que estavam certos – por mais que não cumprissem seus planos de uma maneira… melhor.

Créditos: Divulgação

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Fantasma (Homem-Formiga e a Vespa)

Geralmente, os vilões sempre estão envolvidos em planos mirabolantes, como conquistar uma cidade, destruir o mundo ou simplesmente humilhar o herói. São poucas as vezes em que vemos uma motivação tão primal e básica como a luta pela sobrevivência.

E isso é exatamente o que acontece com a Fantasma, de Homem-Formiga e a Vespa. Ela quer encontrar um meio de controlar os seus poderes, para que possa sobreviver. Tudo bem que suas ações não são lá muito éticas, mas o desespero nos conduz a lugares inimagináveis, não é?

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Chicote Negro (Homem de Ferro 2)

Tudo bem que Homem de Ferro 2 está bem longe de ser um dos melhores filmes do Universo Cinematográfico da Marvel. E, para piorar, o Chicote Negro de Mickey Rourke também não é lá nenhum grande vilão a ser lembrado, mas é difícil não dar razão a ele.

O trabalho da vida de seu pai foi completamente ignorado - e por mais que Anton Vanko não fosse lá um cientista muito ético também, ele merecia ter levado crédito por seu trabalho. É até justificável ver seu filho, Ivan, querendo arrancar a lataria do Vingador Dourado.

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Jean Grey (X-Men: O Confronto Final)

Nos quadrinhos dos X-Men, o Professor X pode até ser considerado um herói, mas ele já foi várias vezes apontado como um hipócrita manipulador. Nos cinemas, esse seu lado sempre foi menos explorado, mas é mostrado em X-Men: O Confronto Final.

No filme, descobrimos que o mutante suprimiu os poderes de Jean Grey, numa tentativa de controlá-la. Quando ela retorna à vida, a Fênix Negra quer destruição, por tantos anos sendo mantida "em cativeiro". E pelo visto, essa é uma trama que vai se repetir em X-Men: Fênix Negra.

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Kaecilius (Doutor Estranho)

O que você faria se fosse membro de uma ordem e seu líder usasse de um poder proibido, ainda que lutasse contra ele? Tudo bem que essa é uma forma bem superficial de analisar a história do Kaecilius e da Anciã em Doutor Estranho, mas é como as coisas funcionam.

É justificável que Kaecilius estivesse em busca da ajuda de Dormammu para trazer vida eterna - algo que, sinceramente, poderia beneficiar a humanidade, apesar de todos os pontos negativos que o acompanham. E por mais que seus métodos estivessem errados, a Anciã poderia ter sido mais honesta.

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Abutre (Homem-Aranha: De Volta ao Lar)

Ainda falando de personagens do Universo Cinematográfico da Marvel, não podemos nos esquecer do Abutre, brilhantemente interpretado por Michael Keaton em Homem-Aranha: De Volta ao Lar. E tudo bem que ameaçar adolescentes não é certo, mas também é fácil compreender seus motivos.

O homem teve sua vida e carreira profissional devastada graças ao Controle de Danos, e acabou ganhando uma grande ojeriza por super-heróis. Por mais que ele seja, na nomenclatura correta, um ladrão e traficante, faz sentido que ele tenha procurado uma nova forma de suprir seu currículo profissional.

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Killmonger (Pantera Negra)

Neste ano, fomos bombardeados com dois excelentes vilões nos cinemas. O primeiro deles foi Killmonger, um personagem que despontou todo seu potencial em Pantera Negra, e que possuía uma história bem complexa com a nação secreta de Wakanda.

Por mais que T'Challa tivesse razão em alguns aspectos, Killmonger sempre esteve certo. Era vergonhoso ver uma nação tão avançada se escondendo e se recusando a ajudar aliados necessitados. Contudo, a abordagem do vilão não foi lá muito boa - especialmente por usurpar o trono e pela distribuição franca de armamentos.

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Ozymandias (Watchmen: O Filme)

Tudo bem que dizer que o Ozymandias estava "certo" em sua missão é abdicar de vários princípios e demonstrar uma moral bem corruptível. Contudo, alguns ditados sugerem que "tempos desesperados exigem medidas desesperadas". E esse certamente era o caso.

O personagem basicamente armou um genocídio de milhões de pessoas para impedir que a Terra sucumbisse a uma guerra nuclear. Até hoje, Adrian Veidt defende que os fins justificam os meios, por mais que isso tenha custado a vida de muita gente. Mas também... o que fazer quando o Dr. Manhattan se recusava a interferir?

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Thanos (Vingadores: Guerra Infinita)

Há muitos que discutem sobre o plano do Titã Louco, já que sua ideia de eliminar metade da vida no universo não é lá um plano tão interessante como, por exemplo, usar os poderes combinados das seis Joias do Infinito para dobrar a quantidade de recursos necessários para o equilíbrio.

Ainda assim, não podemos deixar de ver como Thanos se enxerga como um herói, em Vingadores: Guerra Infinita. Ele de fato acha que, caso consiga eliminar aleatoriamente metade da população universal, pode livrar o mundo do que aconteceu com Titã - e só saberemos se ele estava definitivamente certo em Vingadores 4.

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Coringa (Batman: O Cavaleiro das Trevas)

Em segundo lugar nesta lista, temos um personagem cujo ideal, desde o início, é uma visão distorcida da humanidade. Contudo, não podemos deixar de observar que o Coringa estava certo o tempo todo, em Batman: O Cavaleiro das Trevas - tanto que conseguiu colocar seu plano perfeitamente em prática.

A ideia do Palhaço do Crime era demonstrar que qualquer um - mesmo o mais nobre dos homens - poderia ser corrompido em uma situação de completo desespero. E ele faz isso com maestria, transformando Harvey Dent - o Cavaleiro Branco de Gotham City - no maníaco Duas-Caras.

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Magneto (Todos os filmes dos X-Men)

Há um ideal recorrente que sempre atravessou os quadrinhos envolvendo Magneto, que diz que devemos nos preocupar com o extremismo, pois corremos o perigo de nos transformar naquilo que mais odiamos. E embora o Mestre do Magnetismo tenha tangenciado esse caminho, ele nunca deixou de estar certo.

A máxima de Erik Lensherr é que humanos e mutantes não podem conviver em paz. E ele não está errado. O preconceito e a tirania sempre afetaram a vida dos homo superior, e o sonho de Charles Xavier era uma visão utópica e inocente. Ele sabia que, para garantir a sobrevivência dos seus, precisava se afastar da humanidade.

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Gus Fiaux

Formado em Cinema e Audiovisual pela UFPE. Crítico, roteirista e mago nas horas vagas. Demon to some... angel to others (ele/dele) || @gus_fiaux