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10 versões estendidas que fizeram a diferença em filmes famosos!

Por Gus Fiaux

Nos últimos anos, ganhamos uma espécie de rejeição às versões de diretor, ou aos cortes estendidos de filmes. E também não é para menos, afinal, parece que cada estúdio que faz isso está, de alguma forma, tentando capitalizar um lucro em cima de uma nova versão que poderia muito bem ter ido para os cinemas.

Contudo, nem todos são motivo de repulsa. Alguns filmes melhoram absurdamente com essas versões alternativas, e é justamente neles que estamos nos focando – ainda mais com um corte estendido de Deadpool 2 chegando a qualquer momento para os fãs!

Créditos: Divulgação

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Batman vs Superman: A Origem da Justiça

Podemos começar com um exemplo recente de um filme que só funciona em sua versão estendida - apesar de sacrificar alguns pontos muito importantes. Não há como negar que Batman vs Superman: A Origem da Justiça é o filme de super-heróis mais controverso de todos os tempos. Mas o corte de cinema é realmente difícil de engolir, deixando de fazer sentido em vários momentos.

Assim sendo, Zack Snyder anunciou uma versão estendida, lançada diretamente para Blu-Ray. Apesar de ser bem mais longo e cansativo, o filme consegue se estruturar melhor, dando mais nuances para o conflito do Batman e do Superman, além de acrescentar uma boa subtrama para Lois Lane.

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O Exorcista

De todos os filmes dessa lista, O Exorcista é um dos que menos precisava de uma versão estendida, considerando que o longa original já é uma obra prima aclamada pelos críticos e pelo público. Contudo, em 2000, o diretor William Friedkin resolveu lançar uma nova edição do longa.

Chamada oficialmente de "A Versão Jamais Vista", o corte estendido não acrescenta muita coisa em termos de história, mas está aqui presente por ter dado uma atmosfera ainda mais assustadora para o longa - e por incluir a bizarra cena em que Regan MacNeil desce as escadas como uma aranha.

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Demolidor

É seguro dizer que Demolidor é uma das adaptações de quadrinhos mais esquecíveis já feita. O filme estrelado por Ben Affleck e Jennifer Garner não consegue estabelecer personagens marcantes e é vítima de diálogos sofríveis e ação bem mediana. Ainda assim, é preciso dizer que o corte do diretor é quase outro filme.

A versão estendida foi lançada em 2004, e ganhou notoriedade por ser mais fiel aos quadrinhos e pela sua violência, o que rendeu uma classificação indicativa R-Rated. Além disso, o filme dá mais profundidade a Matt Murdock e ao Rei do Crime, e é um longa divertido, ao contrário de sua contraparte "original".

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O Senhor dos Anéis

A trilogia do Senhor dos Anéis é uma obra prima do jeito que foi concebida nos cinemas, por Peter Jackson. Ela adapta de forma bem fiel os livros de J.R.R. Tolkien, enquanto também adiciona um próprio "charme" cinematográfico à obra. Não é à toa que os três filmes conquistaram dezessete Oscars.

A versão estendida de cada filme serve para dar mais alento aos fãs dos livros, uma vez que não mudam muito a ordem dos eventos e nem adicionam tramas novas à história, mas mantém a fidelidade em relação ao material original. Destaque para a morte de Saruman e a aparição do Boca de Sauron.

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Watchmen

Como podemos perceber, Zack Snyder é um grande fã de versões estendidas desde sempre. Contudo, ao contrário de Batman vs Superman, o corte do diretor de Watchmen serve para acrescentar detalhes a uma obra que já era bem interessante quando foi lançada originalmente nos cinemas.

Temos, ao todo, duas versões alternativas do filme. A primeira delas traz apenas cenas novas, como a morte do Coruja original - que é belíssima. Já a segunda versão, intitulada "Corte Definitivo", traz incluso ao filme a animação Contos do Cargueiro Negro, tornando a obra ainda mais fiel à graphic novel de Alan Moore e Dave Gibbons.

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Cruzada

Ridley Scott é um cineasta com uma visão incrível, ainda que sua carreira seja pontuada por diversos altos e baixos. Um dos picos negativos com certeza é Cruzada, filme estrelado por Orlando Bloom e Eva Green, e que conta a história das guerras santas do período medieval.

Mas a culpa nem é de Scott, e sim do estúdio, que resolveu cortar boa parte das cenas para que o filme tivesse uma exibição mais comerciável. O corte do diretor, lançada em dezembro de 2005, acabou sendo aclamada, por contar com mais 45 minutos que faziam a história funcionar de uma forma bem satisfatória, inclusive trazendo sentido à trama de Balian.

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X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido é amplamente considerado pelos fãs como um dos melhores filmes do Universo dos X-Men nos cinemas. Ainda assim, muitos ficaram revoltados ao saber que boa parte do longa tinha sido cortada na sala de edição, deixando de fora toda a participação da Vampira.

Assim sendo, Bryan Singer decidiu lançar o "Corte Vampira", que apesar de poucas modificações, altera bastante a história ao incluir uma grande cena de ação na Mansão Xavier - e ao trazer a mutante absorvedora de poderes e memórias para a missão, substituindo Kitty Pryde em boa parte do longa.

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Apocalypse Now

Considerado por muitos como o melhor filme de guerra já feito, Apocalypse Now é um clássico atemporal de Francis Ford Coppola, que apesar das inúmeras crises durante as gravações, acabou conseguindo se sustentar mesmo em sua versão lançada nos cinemas, que já era bem "longa" com suas duas horas e meia de duração.

Em 2001, cerca de trinta anos após seu lançamento original, o cineasta resolveu exibir uma nova versão nos cinemas, chamada de Apocalypse Now Redux. O corte estendido trazia mais 50 minutos de cenas deletadas, e é até considerado a versão definitiva do filme, uma vez que explora ainda mais os horrores da Guerra do Vietnã.

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Superman II

Superman II é um dos filmes mais peculiares dentre as adaptações de super-heróis para os cinemas. O diretor do original, Richard Donner, já havia quase completado a produção da continuação quando foi demitido pela Warner Bros. e substituído por Richard Lester, que teve de regravar metade das cenas e produzir sua própria versão.

Em 2006, tivemos o "Corte de Richard Donner", que basicamente é a versão original que o filme teria nos cinemas. É válido dizer que os fãs preferem ela ao corte cinematográfico, por ser um filme mais maduro e que valoriza mais o talento de Christopher Reeve no papel do Homem de Aço.

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Blade Runner: O Caçador de Androides

Em primeiro lugar, está um filme que foi salvo graças às diversas versões estendidas, uma vez que o corte cinematográfico foi totalmente coordenado pelo estúdio e causou uma impressão bem ruim nos críticos à época de seu lançamento. Blade Runner: O Caçador de Androides é mais uma obra de Ridley Scott, dessa vez baseada em um livro de Philip K. Dick.

O longa teve, ao todo, sete versões - incluindo a que foi lançada nos cinemas. E se você está em dúvida sobre qual deve assistir, fique com o Corte Final do Diretor, lançado em 2007. É, por unanimidade entre os fãs, a melhor versão do filme, e que funciona de forma mais coesa, estabelecendo esse universo cyberpunk sensacional.

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Gus Fiaux

Formado em Cinema e Audiovisual pela UFPE. Crítico, roteirista e mago nas horas vagas. Demon to some... angel to others (ele/dele) || @gus_fiaux