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10 personagens não-tão-úteis dos quadrinhos!

Por Márcio Jangarélli

Aqui vão 10 personagens não-tão-úteis dos quadrinhos, alguns por poderes, alguns pelo histórico, alguns marcados por suas épocas. Todos já foram úteis, em algum momento, mesmo que isso não signifique que foram vários momentos. Se você lembra de outro personagem não-tão-útil assim, ou discorda de algum aqui, deixa aí nos comentários.

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Jubileu

Uma das várias filhas adotivas do Wolverine, famosa por sua aparição na animação clássica dos mutantes dos anos 90, nova integrante dos X-Men nos cinemas, Jubilation Lee é um daqueles exemplos de personagem marcado, que não importa o quanto evolua, sempre vai ter aquela nuvenzinha negra em cima lembrando do passado.

Nesse caso, Jubileu, criada por Chris Claremont e Marc Silvestri, aparecendo pela primeira vez em 1989, é marcada por seus poderes de mutante, pelo menos os iniciais. A mutação da garota, pra simplificar, faz dela um rojão humano, canalizando fogos-de-artifício por aí. Ela também tem o peso da época, criada com um visual do final dos anos 80, que ficou encarnado na personagem. Esse, por mais que neguem, também é um dos motivos para aparecer no novo filme dos X-Men, Apocalipse, que se passa nos anos 80: dar identidade visual para a coisa. Claro, Jubileu cresceu muito com o tempo, passou por fases bizarras e, hoje, é uma mutante considerável.

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Vibro

Outro que carrega o estigma visual da época em que foi criado, além do problema com poderes, Francisco Ramon, que está sendo totalmente reconstruído, atualmente, segue o o mesmo caso da Jubileu. Um pouco mais velho que ela, o Vibro apareceu em 1984, direto como um membro da Liga da Justiça, ciado por Andrew Kreisberg e Geoff Johns, os mesmos responsáveis pela série do Flash na CW.

Seu visual é clássico da sua época e pouco evoluiu até os quadrinhos mais novos, quase datando o personagem. Ainda, seus poderes não são tão super quanto os dos outros membros da Liga, controlando vibrações sônicas. Hoje, o personagem está sendo revisto em The Flash, exatamente por seus criadores, ganhando uma maior utilidade como coadjuvante do Velocista Escarlate.

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Metalóide

Um vilão das antigas da Marvel, aparecendo pela primeira vez nas HQs do Demolidor de 1965, o Metalóide Wilbur Day é, no mínimo, criativo em seus “poderes”. O vilão usa uma armadura de ferro com pernas expansíveis. É isso. Ele já foi o vilão de vários super-heróis, do Homem-Aranha ao Homem de Ferro, recentemente, voltou aparecer nas HQ’s do Demolidor e já teve até uma versão feminina, como se a versão masculina não fosse o suficiente, a Lady Metalóide.

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Cifra

Como o grupo é grande e estava sempre em expansão, não é surpresa vários X-Men não serem tão úteis assim. É claro, você tem poderes incríveis, como o da Ororo, poderes praticamente idênticos, em níveis diferentes, como Jean, Emma e Xavier, e, claro, aqueles que poderiam ser substituídos pelo Google Tradutor, como o Cifra.

Claro, não é bem assim. Doug Ramsey possui a habilidade de entender qualquer linguagem, escrita ou falada, e isso é bem útil em vários casos, mas é basicamente isso. Criado por Chris Claremont e Sal Buscema, em 1984, o personagem ganhou mais utilidade como tradutor do Warlock, mesmo podendo ter ganho muito mais importância, se bem trabalhado.

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Aqualad

Aquele famoso caso de criar um coadjuvante como quase uma versão mais jovem do herói principal, clássico da DC, Aqualad é praticamente o equivalente ao Robin do Aquaman. E quando o próprio Aquaman não tem a melhor reputação do mundo, seu ajudante cai por terra.

Garth foi criado em 1960, a primeira versão do herói, por Robert Bernstein e Ramona Fradon. Muito tempo depois, uma segunda versão do Aqualad, Jackson Hyde apareceu em 2010. Seus poderes são quase os mesmos do Aquaman, sendo ele também um dos habitantes de Atlantis.

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Color Kid

Ulu Vakk, vindo direto do planeta Lupra, para a Legião dos Heróis Substitutos. O herói foi criado em 1966, por Edmond Hamilton e Curt Swan, com o poder de mudar as cores das coisas. Esse poder pode ser útil de alguma forma? Se for usado para mudar a cor das Kriptonitas, por exemplo, pode ser de bom uso para o Superman. Não tem muito mais o que falar dele sem cair no absurdo.

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Digestor

O Digestor é famoso quando se trata de poderes bizarros, disfuncionais, problemáticos, ou quando vamos elencar os casos de “o que o criador estava pensando”. Tenzil Kem foi criado em 1962 por Jerry Siegel e John Forte, e fez parte da Legião dos Super-Heróis. O alien de Bismoll tem o poder de digerir qualquer coisa, ou seja, comer seu caminho para a vitória.

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Homem-Elástico

A história do Homem-Elástico é bem triste, para falar a verdade. De primeira, ele é realmente uma cópia do Homem-Borracha, em uma época que a DC ainda não possuía os direitos do herói. No fim, a inspiração foi comprada e Ralph Dibny ficou de lado, com os mesmos poderes e o peso da “cópia”.

Ele foi criado por John Broome e Carmine Infantino, em 1960, e participou da Liga da Justiça várias vezes. O personagem, porém, é bem popular e, ironicamente, ganhou um episódio na animação Liga da Justiça Sem Limites, onde sofre exatamente com seu problema com o Homem-Borracha.

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Garota-Esquilo

A Garota Esquilo é uma incógnita nos mares da utilidade. Os poderes de Doreen Green de se comunicar com esquilos já a ajudou derrotar o Wolverine, o Deadpool e o Thanos, por exemplo. Mas quando se analisa a situação, a coisa não pode passar do exagero cômico.

Como super-heroína, Doreen pode até ter seus méritos, mas sempre está no campo do cômico. A personagem foi criada por Steve Ditko e Will Murray, apareceu pela primeira vez em 1992 e já participou dos Vingadores Centrais e dos Novos Vingadores.

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Dazzler

Pra fechar, mais uma X-Men com problemas de datação. Alison Blaire cresceu muito desde sua criação, em 1980. A mutante superstar utiliza as vibrações sonoras da música para canalizar vários tipos de luz. Seu visual é totalmente divas disco, o que a tornou um tanto caricata.

Como os outros personagens, Dazzler cresceu muito com o tempo, nas últimas histórias, vimos de relance um futuro onde ela se tornava presidenta, além de estar trabalhando como Agente da Shield. No fim, é mais um caso Jubileu.

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Márcio Jangarélli

Assessor, redator e jornalista. Madonna de Jakku.