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10 motivos pelos quais você precisa jogar Until Dawn!

Por Gus Fiaux

Lançado há quase 3 anos, Until Dawn continua sendo uma grande referência dos exclusivos do PlayStation 4. game de horror da Supermassive continua relevante, e é um dos melhores exemplares da mecânica de escolhas que influenciam a história. É quase como um filme interativo!

E se você ainda tem dúvidas se deve ou não apostar no jogo, aqui vão algumas dicas que podem fazer você criar ainda mais interesse pela trama e pela jogabilidade. Não perca os 10 motivos pelos quais você deveria jogar Until Dawn!

Créditos: Sony

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A História

À primeira vista, Until Dawn é apenas um entre vários games que conseguiu passar a ideia de um filme de terror, reunindo alguns jovens em uma cabana amaldiçoada no meio do nada. A diferença é que a história consegue tomar rumos muito inventivos, trazendo surpresas e reviravoltas.

Aqui, vemos um grupo de amigos se reunindo em uma casa no interior do Canadá, um ano após a morte de duas amigas queridas. Contudo, esse retorno é marcado por acontecimentos bizarros, conformes criaturas macabras e um assassino misterioso espreitam na escuridão...

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Melhor que muito filme de terror por aí

Como todo bom game que se utiliza da mecânica de escolhas, Until Dawn é, de forma bem simples e direta, um filme interativo. E, de certa forma, ele consegue ser melhor e mais assustador que muito filme de terror por aí, por saber mexer com o psicológico.

Os sustos não são gratuitos, e antes que tenhamos uma enxurrada de jump scares, é construída uma tensão psicológica tão profunda que chegamos verdadeiramente a nos importar com os personagens. Ao fim, estamos tão investidos e impactados, como se tivéssemos acabado de sair do cinema.

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O Elenco

O jogo não é apenas esplendoroso visualmente, mas também conta com um elenco de peso, que empresta sua voz e seu rosto para os personagens. Para citar alguns nomes, temos Hayden Panettiere (Heroes), Peter Stormare (Fargo) e Brett Dalton (Agentes da S.H.I.E.L.D.).

O verdadeiro destaque, no entanto, fica por conta de Rami Malek, que você conhece graças a Mr. Robot. O ator consegue trazer uma performance digna de qualquer filme ou série. O resto do elenco coadjuvante também não decepciona, construindo personagens marcantes.

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O jogo sabe aproveitar os medos de quem joga

Para um jogo de terror, o primeiro pré-requisito é ser assustador, e Until Dawn consegue fazer isso de uma forma quase universal, já que ele capta e usa os medos do jogador contra ele próprio. E tudo isso é feito de uma forma bem criativa e medonha.

No início de cada capítulo do jogo - ao menos no início -, somos levados para uma sessão psiquiátrica com o Dr. Hill. Em cada sessão, o analista nos pergunta sobre o que nos causa aflição, e isso é salvo e utilizado depois, durante a história central. Então, escolha sabiamente quando chegar a hora de decidir entre palhaços e espantalhos...

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Wendigos!

Como todo bom jogo de monstro, Until Dawn se aproveita para criar algumas criaturas bem tenebrosas. Aqui, eles usam uma lenda bem popular do folclore canadense: os Wendigos. Trata-se de seres humanos que, ao comerem carne humana nas florestas do Canadá, viram monstros insaciáveis.

E os Wendigos do jogo são bem interessantes, já que possuem um design único e bem diferente de tudo que já vimos. Além disso, eles realmente apresentam uma ótima ameaça para os personagens, e nunca deixam de ser assustadores, já que são usados de formas bem pontuais.

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Outros elementos de horror

Porém, não pense que o game vive apenas dos Wendigos. Em vez disso, temos uma trama bem maior, que envolve um serial killer misterioso e um incendiário que habita as florestas. Ah, e não se esqueça do assustador hospital psiquiátrico, que rende a parte mais tensa da história.

Porém, nada disso é jogado no game de forma gratuita. Esses elementos não estão lá, de forma desconexa, apenas para causar sustos baratos no jogador. Eles são todos muito bem amarrados, e formam uma história que, mesmo com as mudanças provocadas pelas decisões, continua firme e forte.

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Tensão crescente

Tensão é uma palavra que já foi repetida diversas vezes só nesta lista, mas verdade seja dita: Until Dawn é um dos jogos mais tensos da atualidade. O game consegue te colocar em uma espiral de horror e insanidade, e mesmo em alguns capítulos onde sequer temos um monstro, você está apavorado.

Como eu disse antes, isso é bem bacana porque torna o horror mais puxado para o psicológico. Há sustos em vários momentos, mas o medo já se alastrou para além disso. E considerando que toda a história se passa em uma madrugada, você vai querer passar por essa noite torturante o mais rápido possível.

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As decisões mudam a história

Se você leu até aqui, deve saber: Until Dawn é um jogo puramente baseado na mecânica de escolhas. Isso significa que não há tanta ação "livre", mas sim uma história geral que entrelaça as várias tramas, e que você pode mudar conforme vai fazendo decisões arriscadas.

Porém, diferente de boa parte dos jogos que fluem nesse tipo de estrutura, Until Dawn realmente faz as escolhas valerem a pena, já que os personagens podem ser mortos a qualquer instante, e mesmo decisões pequenas, como machucar um pássaro, podem trazer grandes riscos no futuro.

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Você pode mudar a essência dos personagens

Um desenvolvimento muito legal trazido por essa mecânica de decisões é justamente a interação entre os personagens. Quando o jogo começa, temos pré-determinado com quem alguns personagens se dão bem, quais são os relacionamentos e alianças.

Contudo, conforme a história progride, você vai tomando decisões e usando diálogos que podem mudar essa dinâmica. Isso é interessante porque mostra um desenvolvimento de personagem bem peculiar e jamais visto em games - ao menos, não nessa escala. Ao fim do jogo, ninguém é como era quando começou.

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Você termina e já quer recomeçar!

Como eu deixei claro nos itens anteriores, Until Dawn é um jogo onde as escolhas realmente influenciam na história, criando finais e circunstâncias completamente diferentes. Isso significa que, uma vez que você zere o jogo, você certamente vai querer jogá-lo de novo.

Isso porque pequenas mudanças podem liberar novos capítulos e até mesmo expandir a história, dando mais detalhes sobre a construção desse mundo. Você vai querer poder salvar todos os personagens, ou testar algumas mudanças bruscas entre a relação deles com o ambiente ao seu redor.

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Gus Fiaux

Formado em Cinema e Audiovisual pela UFPE. Crítico, roteirista e mago nas horas vagas. Demon to some... angel to others (ele/dele) || @gus_fiaux