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10 motivos pelos quais você deveria assistir “A Maldição da Residência Hill”!

Por Gus Fiaux

Na última sexta-feira, dia 12, a Netflix lançou A Maldição da Residência Hill, uma série de drama e horror que adapta um livro muito famoso de mesmo nome. Por enquanto, quem viu a série já adorou – seja os críticos ou espectadores casuais -, e já está sendo considerada uma das melhores séries originais da plataforma de streaming.

Com direção excelente, um elenco afiadíssimo e uma história muito impactante, a série merece ser assistida por qualquer fã do horror – mas não precisa se limitar aí. E é pensando nisso que temos aqui 10 motivos pelos quais você precisa ver A Maldição da Residência Hill!

Créditos: Netflix

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Baseada em um livro clássico

A série é baseada em um livro homônimo de 1959, de Shirley Jackson, uma premiada autora norte-americana de horror e mistério. Considerada uma das melhores histórias de fantasmas já escrita, A Maldição da Residência Hill - também conhecido como A Assombração da Casa da Colina é uma história sobre uma casa assombrada, como o próprio nome já diz.

A série traz alguns momentos e diálogos tirados diretamente do livro, o que é excelente para quem se interessa pela obra - que já foi adaptada duas vezes para o cinema, antes do lançamento da série da Netflix. É uma leitura obrigatória para qualquer um que quer conhecer os grandes clássicos do horror.

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Ainda assim, uma obra original

Por outro lado, a série, em momento algum, se prende à história do livro. Pelo contrário, a história é apenas vagamente inspirada pela trama, embora a essência se mantenha a mesma, o que acaba gerando uma nova interpretação incrível para o desenvolvimento da narrativa. E com isso, temos uma história original e muito bem construída.

Bebendo de fontes como o primeiro Invocação do Mal e O Iluminado, a série sabe "homenagear" grandes clássicos do horror ainda mantendo um grande tom de originalidade. E se você, que por acaso já leu o livro, estava triste em saber o final da trama, temos aqui um ponto positivo, já que o desenvolvimento é bem diferente.

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Para quem gosta de mansões assombradas!

Como dito anteriormente, A Maldição da Residência Hill é, sobretudo, uma história envolvendo uma mansão assombrada. E, considerando que esse é um dos subgêneros mais utilizados no horror, a série se destaca ao fazer algo inovador e de alta qualidade. Anda assim, em essência, temos a clássica história de uma família que se muda para uma casa e precisa conviver com os fantasmas que a habitam.

Nesse sentido, a série tem um gás excelente para quem gosta desse tipo de história. Misturando elementos de Os Outros com Os Inocentes, temos uma espécie de personalidade própria para a famigerada Residência Hill e seus cantos mais obscuros, como o tenebroso Quarto Vermelho.

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Acima de tudo, um drama familiar

Embora seja um horror de primeira linha, o que mais cativa em A Maldição da Residência Hill é seu aspecto dramático. Antes de qualquer coisa, a série é a história de uma família marcada por uma grande tragédia em seu passado - e uma ainda pior em seu presente -, que precisa se unir para lidar com esse trauma que ainda não foi superado.

O horror só adiciona camadas de tensão a essa narrativa, enquanto nós vivemos todos os dramas dos cinco irmãos da Família Crain, e como a vivência na casa influenciou suas vidas. Outro ponto positivo está justamente nos personagens, que são muito humanos, viscerais e diferentes, criando conflitos internos muito intrigantes.

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Uma história de fantasmas inteligente

Como toda boa história de mansão assombrada, A Maldição da Residência Hill é uma trama envolvendo fantasmas - mas não qualquer tipo de alma penada. Aqui, a morte e o além representam metáforas importantes sobre a vida, e os fantasmas não são, em sua maioria, seres ruins - embora a Residência Hill definitivamente seja.

Temos aqui uma história muito inteligente, que explora com perfeição o horror fantasmagórico, enquanto também nos apresenta assombrações aterrorizantes e muito originais. E se você é do tipo que gosta de rever séries, vai captar várias pistas e surpresas envolvendo os fantasmas após ter assistido pela segunda vez.

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Sustos na medida certa

Mas não se engane: não é só porque a série é um drama familiar que não há horror e sustos. Pelo contrário, a trama sabe comover ao mesmo tempo em que sabe amedrontar. A construção de atmosfera é extremamente densa, e temos aqui um horror bem sofisticado, que não apela para sustos baratos e outros recursos pouco interessantes.

Até mesmo os jump scares presentes na série servem, de alguma forma, para movimentar a história para frente - e eles são muito bons porque surgem de uma forma completamente inesperada, pegando o público de surpresa. Outro ponto positivo é a diversidade das assombrações e fantasmas - se você não se assustou com um, pode ter certeza que morrerá de medo dos outros.

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Transitando entre o passado e o presente

A série segue duas linhas temporais distintas: de um lado, acompanhamos a Família Crain recém-chegada à Residência Hill, com os pais e seus cinco filhos tendo que experimentar os horrores da casa. Do outro lado, reencontramos os irmãos muitos anos depois, lidando com todo o trauma e uma morte devastadora que marcou suas vidas.

A Maldição da Residência Hill faz um uso perfeito de flashbacks, sabendo contar uma história muito interessante com saltos temporais e outros recursos não-lineares. Além disso, é um atestado do quanto a história está destinada a se repetir, e nos mostra que o maior fantasma da humanidade é seu passado.

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Um elenco excelente

Outro motivo incrível para ver A Maldição da Residência Hill é seu elenco, recheado de astros de filmes e séries independentes, ou até mesmo nomes mais famosos. Um dos protagonistas é Michiel Huisman, o (segundo) Daario Naharis de Game of Thrones. Além dele, temos atrizes como Elizabeth Reaser e Kate Siegel.

O elenco mirim também é excelente, composto por algumas atrizes já versadas no universo do horror, como McKenna Grace e Lulu Wilson. No entanto, o verdadeiro destaque está em Carla Gugino, que nos apresenta uma das melhores performances de sua carreira como a matriarca da família, que lentamente se vê influenciada pelas assombrações da casa.

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Um nome de peso por trás das câmeras

A série foi completamente desenvolvida e teve todos os episódios dirigidos por Mike Flanagan. E se você não o conhece pelo nome, deveria saber que ele é um dos nomes mais populares no horror moderno, tendo concebido filmes como O Espelho, Hush: A Morte Ouve, Ouija: Origem do Mal e Jogo Perigoso.

Além de trabalhar com nomes familiares - já que boa parte do elenco já atuou em filmes anteriores do diretor -, Flanagan nos entrega o melhor trabalho diretorial de sua carreira - que ainda assim, carrega em si vários elementos de seus filmes. Fãs de O Espelho, por exemplo, vão notar várias similaridades em A Maldição da Residência Hill.

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Uma minissérie?

Veja bem: sabemos que você não tem tempo. Quem atualmente pode sentar no sofá e maratonar uma série despreocupadamente? Quase ninguém! Ainda assim, A Maldição da Residência Hill é uma ótima pedida, por ser rápida e simples: são apenas dez episódios de uma hora, e nunca temos a sensação de que a série está se arrastando ou enchendo linguiça.

Além disso, vale mencionar que trata-se de uma minissérie, - ao menos por enquanto. A história funciona muito bem isoladamente, e ao fim, nós não temos nenhum gancho para temporadas futuras. Ainda assim, pode ser que a Netflix acabe renovando a série por sua popularidade - mesmo que, em termos narrativos, isso não seja nada necessário.

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Gus Fiaux

Formado em Cinema e Audiovisual pela UFPE. Crítico, roteirista e mago nas horas vagas. Demon to some... angel to others (ele/dele) || @gus_fiaux