10 Motivos para ler os Vingadores da Nova Marvel!

Capa da Publicação

10 Motivos para ler os Vingadores da Nova Marvel!

Por Gus Fiaux
Imagem de capa do item

História interconectada

Desde suas primeiras edições, Vingadores e Novos Vingadores já demostraram uma forte necessidade de se unir à outra para formar uma história de modo único. As duas revistas chegam a funcionar bem sozinhas, contudo, quando unidas, elas complementam as histórias de cada arco - algo que pode ser visto durante a saga Infinito, por exemplo - e alguns temas de uma revista são explorados, futuramente em outra. Além disso, é interessante como esses títulos independem de outras leituras para funcionar dentro da coesão do Universo Marvel.

Mundo dos Vingadores funciona melhor como um complemento extra. Histórias individuais que não têm tanta importância no contexto das duas anteriores, mas que servem para criar estofo e desenvolver personagens.

Imagem de capa do item

Formações

Em Vingadores, principalmente, temos o restabelecimento da equipe com uma formação completamente nova, abraçando personagens novos que agregam mais valor à equipe e mostram como os Vingadores se tornaram heróis em escala mundial, representando a Terra em diversas missões diferentes - algo muito bem explicitado em Mundo de Vingadores.

Mas ainda que o título principal tenha o maior grupo de pessoas atuantes, Novos Vingadores reconstrói as bases da equipe e a transforma numa nova formação dos Illuminati, lidando com problemas de escala global por trás dos bastidores e mantendo tudo em sigilo absoluto.

Imagem de capa do item

Pilar da Nova Marvel

Ainda que títulos como Fabulosos X-Men, Superior Homem-Aranha, Thor: O Deus do Trovão e Fabulosos Vingadores tenham sido elogiados e representado grande parte do que seria a Nova Marvel, foram Vingadores e Novos Vingadores que trouxeram a característica de pilar fundamental da - até então - nova fase da Casa das Ideias no quadrinhos.

Foram eles que - como será dito mais à frente - movimentaram pelo menos duas das quatro grande sagas da Marvel durante esse período, e assim como é nos cinemas, as duas revistas - além da complementar Mundo de Vingadores - foram responsáveis por unir personagens de revistas solo completamente diferentes, oferecendo ainda mais o status de herói global aos seus membros.

Imagem de capa do item

Jonathan Hickman

Nas três revistas, a mente que controla tudo é Jonathan Hickman, e ler suas histórias é um grave caso de ame-o ou deixe-o. Particularmente, eu nunca gostei muito da escrita de Hickman, tendo evitado o autor e lido pouca coisa antes da sua fase à frente das duas equipes - algo que viria a ser bem inevitável, tendo em vista o que foi dito anteriormente.

Contudo, Hickman aqui apresenta o melhor da sua dita genialidade. As histórias de Vingadores e Novos Vingadores deixam de ser apenas histórias em quadrinhos de super-heróis e abordam uma complexidade nunca antes vista nas fases da equipe. Questões morais, de responsabilidade e de ética transbordam as páginas, criando novas perspectivas a respeito da importância da equipe para o mundo. E Mundo de Vingadores, ainda que tenha apenas os primeiros arcos escritos por Hickman, ainda assim possui seu aval e adquire um caráter orbital às duas revistas principais.

Imagem de capa do item

Prenúncio do maior evento da década

As Guerras Secretas vieram para acabar com tudo que vinha sendo pré-estabelecido em mais de cinquenta anos de cronologia na Marvel Comics. Durante a saga, as Terras dos Universos 616 e Ultimate colidiram, e uma figura misteriosa foi responsável por criar um novo mundo onde os heróis sobreviventes do evento pudessem viver.

Porém, isso não foi uma decisão abrupta. A saga, que também é escrita por Jonathan Hickman, tem origem nas duas revistas dos Vingadores, mais especificamente, em Novos Vingadores, onde somos apresentados às Incursões e ao vilão misterioso que é responsável por essa reconstrução de mundos. Além disso, é nessas revistas que conseguimos pistas do que está presente na macro saga, que já é considerada o maior evento da Marvel na década.

Imagem de capa do item

Construção

Um dos fatores mais inteligentes de Vingadores e Novos Vingadores é o modo pelo qual as duas sagas são construídas e repercutem em eventos de maior escala no Universo Marvel. Tomemos por exemplo a história de Infinito, a grande saga que marcou o ano de 2013 nos Estados Unidos e 2014 no Brasil.

Todo o conceito por trás da saga partiu das duas revistas - a história dos Construtores proveniente de Vingadores e o arco envolvendo Thanos surgido nas páginas de Novos Vingadores - e foi melhor trabalhado nelas. Inclusive, a leitura de Infinito se torna bem difícil e monótona se você não faz, ao mesmo tempo, a leitura das duas séries. Outras séries como Pecado Original também foram fortemente correlatas ao que acontecia nas revistas dos Heróis Mais Poderosos da Terra, mas no caso de Infinito, é possível entender a saga mais como um tie-in de Vingadores e Novos Vingadores do que o contrário.

Imagem de capa do item

Desconstrução das equipes

Como já dito, as três séries representam não apenas ótimos arcos da equipe, de modo geral, mas também uma perfeita desconstrução na base do que elas representam e como atuam no Universo Marvel, seja em escala menor (como é o caso dos problemas apresentados em Mundo de Vingadores) ou em nível universal (Vingadores e Novos Vingadores).

Foram nessas três revistas que vimos a formação mudar drasticamente, mas com ela, também mudou a filosofia por trás do grupo. Os heróis deixaram de ter essa ideia binária de bem e mal, até mesmo entre eles próprios, que muitas vezes se viam obrigados a passar dos limites para reproduzir algum efeito que pudesse salvar o mundo. O seu mundo. Mas... a que custo?

Imagem de capa do item

Um pouco de tudo - Ação, aventura, sentimento de equipe

A partir daqui, iremos explorar o que você pode encontrar em cada revista, e como isso repercute nas outras séries, de modo que ela se torne única e ao mesmo tempo, complemente de forma geral o que é apresentado nos demais títulos.

Em Vingadores, somos logos de cara confrontados com o desafio de tornar a equipe uma representante mundial dos heróis. As aventuras presentes lidam bastante com o desenvolvimento dos seus personagens em um nível completamente diferente do que estávamos acostumados. Agora eles não são apenas Vingadores. São Vingadores mundiais.

É o título perfeito para quem gosta de mais ação e aventura, algo realmente que vá de encontro ao estipulado "gênero" de super-heróis. Aqui recebemos as ações vindas dos bastidores das outras revistas, e ela é o carro-chefe das três.

Imagem de capa do item

Um pouco de tudo - Questões éticas, ficção científica, desconstrução do herói

Novos Vingadores lida diretamente, e de forma mais intimista, com os conceitos de decisões erradas ou certas, da relativização dos problemas e das soluções que acabam sendo tomadas, gerando algo distinto e por vezes desumano. A revista traz os Illuminati em um local desconfortável, e os força até os limites para mostrar o quanto a fé e a razão de heróis logo são comprometidas por situações de risco extremo.

É, de longe, minha favorita das três. Lida com a ficção científica numa escala bem interessante, e apresenta um pseudo-cientificismo que consegue não ser modorrento e tão absurdo como outras revistas fazem descaradamente há anos.

Imagem de capa do item

Um pouco de tudo - Desenvolvimento de personagens, leitura complementar

Dá para viver sem Mundo de Vingadores? Dá. Contudo, a série, apesar de ser a mais fraca das três e não apresentar nada de muito novo, é interessante por criar todo um perfil de personalidade para os personagens, especialmente os novos que não tiveram um desenvolvimento anterior à fase de Hickman.

A revista traz um padrão de aventuras intercaladas, de modo que ela funciona bem como um "seriado em quadrinhos", apresentando pequenas aventuras dos heróis aqui e ali, dando a eles uma maior profundidade emocional e trazendo um espírito de ação maior. Não é uma série necessária para entender as Guerras Secretas, mas pode ser útil para quem gosta de algo mais complementar.

Imagem de perfil
Gus Fiaux

Formado em Cinema e Audiovisual pela UFPE. Crítico, roteirista e mago nas horas vagas. Demon to some... angel to others (ele/dele) || @gus_fiaux