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As 10 melhores femme fatales dos quadrinhos da Marvel e da DC Comics!

Por Gus Fiaux

Para essa lista, analisamos personagens que, assim como as femme fatales clássicas da literatura e dos cinemas, não possuem ou não possuíam uma moral “boa”, e oscilam entre o lado de vilã ou de anti-heroína. Vale lembrar que o arquétipo da dama fatal também foi construído em cima de uma série de estereótipos, como por exemplo, a figura misteriosa, o uso do corpo como arma sedutora e um estilo visual mais clássico, beirando o vintage. 

Tema sugerido pelo fã Lucas Silva, em nosso snapchat, legiaodosherois. 

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Mulher-Aranha (Jessica Drew)

Originalmente uma espiã a serviço da HIDRA, em uma perigosíssima missão de se infiltrar na SHIELD para matar Nick Fury, a Mulher-Aranha logo se converteu para o lado dos mocinhos, mas sua pose de dama letal se manteve até recentemente, quando, assim como o uniforme, ela mudou de ares, tendo uma abordagem mais realística e um estudo de personagem mais profundo e menos estereotipado.

Contudo, antes disso, Drew era uma mulher poderosa, decidida e sedutora. Prova de que ela era uma femme fatale nata era um de seus poderes, a dispersão de feromônios, que fazia com que seus inimigos se sentissem atraídos por ela.

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Caçadora (Helena Bertinelli)

Uma coisa que é compartilhada tanto pela primeira quanto pela terceira Caçadora (Paula Brooks e Helena Bertinelli, respectivamente) é a personalidade visivelmente inspirada pelas belas madames de filmes noir. Porém, isso é muito mais desenvolvido e melhor construído na história de Helena.

Filha de um gângster que foi morto pela máfia, ela é vingativa e violenta, algo que é reconhecido pelo próprio Batman. Mantém a classe, mas não tem medo de usar a força para atacar qualquer um que esteja no seu caminho.

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Gata Negra (Felicia Hardy)

Nada exala mais o arquétipo da dama mortífera do que uma anti-heroína gatuna, louca por dinheiro e joias, que acaba fazendo com que homens bons se apaixonem por ela e acabem duvidando de sua própria moral, e que mantenham trajes classudos. E isso é um padrão que se repete mais de uma vez nessa lista.

Para começar, temos Felicia Hardy, a Gata Negra. Uma personagem cuja própria elaboração visual funciona para criar uma atmosfera quase noir, seja na misteriosa máscara ou no uniforme que lembra os famosos casacos de pele de algumas atrizes famosas da Hollywood clássica.

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Safira Estrela (Carol Ferris)

Uma tática utilizada por várias damas letais ao longo dos anos é o uso consciente de sua sexualidade como tática de manipulação. Ela não faz aquilo apenas para agradar um homem, e sim para enfraquecê-lo. E uma breve olhada nos mostra como Carol Ferris consegue esse feitio.

Interesse amoroso do Lanterna Verde Hal Jordan, Carol faz parte da Tropa das Safiras Estrelas, que usam o poder do amor para energizar seus construtos. Isso por si só já demonstra o papel fundamental da sedução na construção da personagem.

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Rainha Branca (Emma Frost)

Ainda que hoje a personagem demonstre a postura de uma verdadeira educadora, que se preocupa acima de tudo com seus alunos, Emma Frost no passado era uma personagem de moral extremamente cinzenta, que até hoje mantem a ideia do "quanto menor melhor" na escolha de suas roupas.

Filha de uma família rica e peça central na história de um grupo secreto de mutantes que pretendiam reverter a ordem mundial, Emma ainda conta com seus poderes para lhe ajudar a dominar o que deseja, causando joguinhos mentais aqui e ali, e provando que diamantes são os melhores amigos de uma mulher.

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Madame Máscara (Whitney Frost)

Uma icônica vilã - e ocasional interesse amoroso - do Homem de Ferro, a Madame Máscara usa, como principal arma, o mistério em torno de sua face, o que por si só é algo que desperta um interesse quase obsessivo e uma forma de roubar a atenção de seus inimigos.

Nos quadrinhos, Whitney tinha toda a postura de femme fatale em suas primeiras aparições, e apesar de, com o tempo ela e tornar algo mais puxado pro lado da espionagem, ainda manteve esse estigma junto com o objeto que lhe nomeia. Ela será a vilã principal da segunda temporada de Agent Carter, e segundo entrevistas, será inspirada em Hedy Lamarr, famosa atriz da era dourada de Hollywood.

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Hera Venenosa (Pamela Isley)

Assim como a Mulher-Aranha, na Marvel, Hera Venenosa é auxiliada pelos seus poderes que tornam a sedução um jogo ainda melhor de ser jogado. Obcecada com plantas, eco-terrorismo e botânica, ela prova que não é apenas uma vilã hiper sexualizada, mas uma mulher forte e inteligente, com PhD e tudo.

Pamela é mais que uma vilã comum, e sua sexualidade é algo que a torna algo além de uma personagem subjugada. Inclusive, nas mãos dos roteiristas certos, ela deixa de ser algo que remete a fetiches masculinos, e se torna algo muito maior.

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Viúva Negra (Natalia Romanova)

Antes de se tornar a adorada heroína que pertence à diversas formações dos Vingadores, Natalia Alianova Romanova era uma espiã soviética que cansou de aparecer para atazanar a vida do Homem de Ferro na revista solo do Vingador Dourado.

Seu estilo originalmente era pontuado por roupas que acentuavam o mistério da personagem, com direito a máscara e meia arrastão. O fato dela ser de um país inimigo dos Estados Unidos da época só representava um motivo especial para considerá-la uma ameaça tão perigosa e fatal quanto qualquer vilão super-poderoso e temido.

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Mística (Raven Darkhölme)

Nada consegue ser mais misterioso e sedutor que uma mulher que pode, teoricamente, se transformar no que ela quiser. Inserida como uma das principais vilãs das formações mais tardias dos X-Men, Raven Darkhölme é o exemplo perfeito de alguém que não se pode confiar.

A metamorfose só acrescenta profundidade à sua personalidade, e é interessante notar sua relação, de modo amplo, com o Universo Mutante ao longo dos anos. Ela já se relacionou com vilões, é mãe biológica de um X-Man e adotiva de outra... não apenas uma dama mortífera, mas uma dama que movimentou toda uma geração de heróis e vilões mutantes.

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Mulher-Gato (Selina Kyle)

Poucas pessoas conseguem roubar o coração do Homem-Morcego, e menos ainda conseguem nublar o seu senso de justiça. Selina Kyle pode se considerar alguém muito especial por fazer os dois. A Mulher-Gato foi apresentada justamente como uma vilã de classe, que tem uma postura duvidosa em relação à lei.

Com o passar dos anos, sua pose vintage acabou sendo um pouco esquecida, mas Selina continua representando alguém de peso na história das femme fatales, sendo a maior de todas nos quadrinhos.

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Gus Fiaux

Formado em Cinema e Audiovisual pela UFPE. Crítico, roteirista e mago nas horas vagas. Demon to some... angel to others (ele/dele) || @gus_fiaux