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10 maiores vilãs das novelas brasileiras

Por Raphael Martins

Elas são manipuladoras, duas-caras, traiçoeiras e muitas vezes até assassinas, mas sem elas, as novelas brasileiras não teriam graça nenhuma. Essas divas do mal ajudaram a segmentar a teledramaturgia brasileira e vivem no imaginário popular até hoje por seus feitos infames.

Nesta lista, reunimos dez vilãs de novela que muitos brasileiros amam odiar. Venha com a gente, evite objetos pontudos e cuidado com a escada!

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Nazaré Tedesco (Senhora do Destino)

Com uma soberba que chegava a estratosfera, Nazaré era desbocada e adorava humilhar aqueles que estavam debaixo dela. Nem mesmo sua própria filha, Isabel (Carolina Dieckmann), por quem ela sentia algo parecido com amor, escapava das alfinetadas dela.

Conhecida por se elogiar diante do espelho, Nazaré tinha o hábito de matar seu desafetos ao empurrá-los de uma longa escada, mas não teve chance contra a valentia de Maria do Carmo (Susana Vieira). Em um último ato de lucidez, ela devolve a filha de Isabel, que ela havia sequestrado, e se joga para a morte.

Foi interpretada magistralmente por Renata Sorrah e virou recentemente um meme recorrente na internet, que mostra Nazaré com uma expressão de dúvida entre calculos matemáticos.

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Tereza Cristina (Fina Estampa)

Outra vilã das mais nojentas era a entojada Teresa Cristina (Cristiane Torloni), de Fina Estampa. Rica e poderosa, ela vê seu mundo cair quando a trabalhadora Griselda "Pereirão" (Lilia Cabral) fica milionária e se muda para a casa ao lado unicamente para dar nos nervos dela.

Ao lado de seu fiel escudeiro Crô (Marcelo Serrado), Teresa Cristina apronta as maiores maldades, chegando a assassinar desafetos e até mesmo aliados para proteger um segredo que esconde de tudo e todos a sete chaves. Apesar de sua aparente morte, aparece vivinha da silva no final, pronta para voltar a atazanar Griselda.

Carminha (Avenida Brasil)

Adriana Esteves deu vida a Carminha, uma mulher manipuladora até o último fio de cabelo. Casada com Genézio (Tony Ramos), pai da pequena Rita (Débora Falabella, quando adulta), ela se aproveita da morte do marido para armar um plano maligno para ficar com Tufão (Murilo Benício), que incluía abandonar Rita em um lixão.

Vivendo uma vida de luxo e traindo Tufão com Max (Marcelo Novaes) em sua própria casa, Carminha acaba eventualmente vítima da vingança de Rita, que expõe todos os seus crimes para a família do ex-jogador de futebol.

Termina exatamente onde começou: no lixão.

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Bia Falcão (Belíssima)

Rica e com um desprezo a pobre que só se compara ao de Caco Antibes de Sai de Baixo, Bia Falcão está acostumada ser obedecida e de sempre ter o que quer. Mas no passado, já foi apaixonada por Murat (Lima Duarte), um homem muito pobre, que preferiu ficar na pobreza com seu amor do que na riqueza ao lado dela.

Como vingança, a vilã abandonou Vitória (Claudia Abreu) na rua para a morte, mas anos mais tarde ela voltou e acabou se casando com seu neto, Pedro (Henri Castelli).

Bia Falcão se deu bem: conseguiu escapar da justiça e fugiu para Paris com seu amante secreto, o garoto de programa Matheus (Cauã Reymond). Foi vivida pela dama suprema do teatro brasileiro, Fernanda Montenegro.

Flora (A Favorita)

Quando A Favorita começou, todos fomos enganados pelo jeitinho humilde e recatado de Flora (Patrícia Pilar), que nos fez acreditar que Donatela (Claudia Raia) tinha feito ela ser presa injustamente por assasinato. Mas logo Flora mostrou suas garras e surpreendeu o público com sua crueldade e frieza.

Ela deu muito trabalho para Donatela, chegando até mesmo a colocar sua própria filha, Lara (Mariana Ximenes), contra ela. Mas no final, acaba voltando para a prisão, de onde nunca deveria ter saído. Beijinho doce, Flora!

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Raquel (Mulheres de Areia)

Raquel é a irmã gêmea de Ruth (Gloria Pires), mas as duas são o exato oposto uma da outra. Enquanto Ruth tem um coração bom e humilde, Raquel é arrogante, prepotente e está disposta a tudo para conseguir o que quer, principalmente se passar pela própria irmã para fisgar o coração de Marcos (Guilherme Fontes).

O pobre Tonho da Lua (Marcos Frota) sofria um bocado na mão da vilã, sempre repetindo sua frase característica: "A Rutinha é boa, a Raquel que é má!".

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Odete Roitmann (Vale Tudo)

Vivida por Beatriz Segall, Odete Roitman é mais uma clássica "vilã rica e arrogante" de novela, que trata mal qualquer pessoa com menos dinheiro que ela e tem nojo do Brasil.

Manipulou praticamente todos os personagens da novela para conseguir o que queria, o que no fim das contas, não acabou muito bem para ela.

De tão odiada, acabou sendo morta por um personagem misterioso, marcando a televisão brasileira como um dos maiores casos de "quem matou" das novelas, algo que envolveu o Brasil inteiro na época em que foi ao ar.

Leona (Cobras e Lagartos)

Com seu inconfundível cabelo platinado, Leona (Carolina Dieckmann) deu muita dor de cabeça para Duda (Daniel de Oliveira) e Bel (Mariana Ximenes), já que queria porque queria possuir o coração do protagonista da novela.

Junto com seu comparsa Estevão (Henri Castelli), Leona aprontou um monte, até finalmente morrer em um incêndio. No último capítulo, a personagem é vista em um trem indo para o inferno por Foguinho (Lázaro Ramos), que também tinha partido dessa para uma melhor.

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Branca (Por Amor)

Branca (Susana Vieira) é mais uma "vilã rica", mas nem sempre foi assim. Sua origem é humilde, mas após se casar com o rico Arnaldo (Dado Dolabella), mudou de vida, passando a humilhar aqueles que um dia chamou de iguais.

De língua afiada, Branca tanto fez que afastou todos aqueles que um dia a amaram, terminando Por Amor sozinha, infeliz e esquecida em sua enorme mansão.

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Josiane (A Dona do Pedaço)

O último nome dessa lista também a mais nova grande vilã das novelas. Josiane (Agatha Moreira) é filha de Maria da Paz (Juliana Paes), uma humilde boleira com o maior coração do mundo, algo que claramente não foi herdado pela filha.

Durante toda a novela, a garota rouba a própria mãe, mata pessoas, mente na cara dura e faz outras barbaridades dignas de um verdadeiro demônio.

Termina a história matando o pobre Régis (Reinaldo Gianecchini), que realmente tinha se tornado uma pessoa boa, e começa seu trabalho de manipulação em mais um homem rico e desavisado. Às vezes, o crime compensa.

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Raphael Martins

Redator, apresentador e roteirista. Gosto de longas caminhadas na praia, Star Wars, tokusatsu, anime e filé com batata frita. Deixo as pessoas constrangidas. Você pode trocar uma ideia comigo no Twitter: @aqueleraphael