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10 Histórias que todo fã dos X-Men precisa ler!

Por Leo Gravena

Os X-Men são uma das mais icônicas equipes das histórias em quadrinhos, assim não é difícil se admirar que eles tenham diversos eventos e histórias que são, até hoje, relembrados pelos fãs.

A sua história favorita ficou de fora? Não deixe de comentar!

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Novos X-Men

Edições: Novos X-Men 114-154

A trama de Grant Morrison levou os X-Men para a modernidade, retirou os uniformes colados e colocou couro preto e um X amarelo gigante no peito de todos (Menos Emma Frost, que teve um de seus mais reveladores e belíssimos trajes, que era um X ao inverso). A equipe foi diminuída para apenas o essencial.

Os X-Men ficaram tão preocupados com ensinar os jovens e com suas relações publicas quanto lutar contra o mal. Novos X-Men era uma história de super-heróis, um novelão com dramas de relacionamento e uma ótima ficção cientifica, tudo misturado em uma coisa só.

Talvez um dos maiores problemas da trama fosse a arte inconsistente. As histórias eram lindas quando Frank Quitely estava desenhando, porém diversos artistas iam para apenas uma ou duas edições... E acabavam fazendo um trabalho bem ruim. Porém, mesmo visualmente inconsistente, a visão dos X-Men de Morrison é uma das mais dinâmicas e criativas já vistas na Marvel.

“Ela ama ele, Hank. Emma realmente está apaixonada pelo meu marido. É quase que engraçado... Acorde, Emma. Scott precisa de você. Acorde.”

  • Jean Grey (enquanto ressuscita Emma Frost)
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A Solução Apocalíptica

Edições: Fabulosa X-Force 1-4

Rick Remender começou sua história na X-Force misturando, de uma forma moderna, as sensíveis histórias dos anos 80 e 90 e colocando isso em uma trama rápida e interessante. Neste volume da X-Force, Wolverine e Arcanjo são os líderes de um grupo secreto de mutantes assassinos, escondidos de todo o resto dos X-Men. A primeira batalha dessa nova X-Force é contra o Apocalipse e seus novos Cavaleiros.

A primeira trama, “A Solução Apocalíptica”, tem dois fatores que se destacam quando falando da qualidade superior da trama: primeiro, a arte de Jerome Opeña é fantástica e bela, seja na textura, coreografia ou execução, além de desenhar uma das melhores versões da Psylocke nos quadrinhos. Segundo, Remender mostra uma compreensão psicológica gigantesca quanto aos seus personagens, é como se ele realmente estivesse passando o espírito deles para o papel, principalmente mostrando o valor de personagens que, normalmente, são secundários, como Psylocke e Fantomex.

“O jogo começou. Já tinha começado há algum tempo. O que significa que estamos perdendo. Deus é minha testemunha, Logan, de um jeito ou de outro, não importa o custo... Eu vou matar o Apocalipse.”

  • Arcanjo
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X-aminations I & II

Edições: X-Factor 87 e X-Factor: investigações 13

Durante os anos 80, o X-Factor era um título que tinha como protagonistas os cinco X-Men originais (Ciclope, Jean Grey, Fera, Anjo e Homem de Gelo) que haviam abandonado os X-Men. Quando eles voltaram para a equipe principal, o “X-Factor” se tornou uma nova equipe com uma nova direção. Peter David rapidamente estabeleceu a nova equipe como heróis mutantes apoiados pelo governo, além de ser uma história muito focada em seus personagens.

Com o subtítulo “X-aminações”, a edição 87 da revista mostrava o Dr. Samson tentando psicanalisar vários membros do X-Factor. Aqui os leitores conhecem diversos fatos intrigantes sobre a equipe, como os motivos de Mercúrio achar tão frustrante interagir com pessoas normais e Lupina ser tão insegura emocionalmente.

Anos depois, Peter David usou novamente a ideia em “X-aminações II” em X-Factor: investigações #13. Na trama, a equipe havia mudado um pouco, porém os resultados ainda foram fascinantes. Essas revistas mostram que a franquia dos X-Men confia e se baseia nos próprios personagens. Os X-Men são falhos, conflituosos e um dos melhores escritores para retratar isso é Peter David.

“O futuro é escrito pelos vencedores. História é escrita pelos sobreviventes.”

  • Mercúrio
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Inferno

Edições: Novos Mutantes 71-73, X-Factor 36-39, Fabulosos X-Men 240-243

Inferno foi um evento que uniu os três títulos mais importantes dos X-Men na época: X-Factor, X-Men e Novos Mutantes. Na trama, os demônios S’ym e N’astirh enganam Illyana Rasputin, a Magia, ao capturá-la junto dos Novos Mutantes. A forçam a abraçar seu lado demoníaco para abrir um portal entre o Limbo e Nova York, libertando seus amigos, porém, N’astirh consegue manter o portal aberto e os demônios invadem a terra.

Essa invasão demoníaca serviu para fazer com que todos os heróis em Nova York tivessem que lidar com a invasão, enquanto N’astirh fazia um acordo com Madelyne Pryor. Na trama, descobrimos que Pryor realmente é um clone de Jean Grey e quando a Rainha dos Duendes morre, Jean fica com todas as suas memórias.

Os X-Men e o X-Factor (ainda os cinco originais) se juntam pela primeira vez e procuram pelo Sinistro, com Scott, aparentemente, o matando, após o vilão ter sequestrado seu filho, Nathan.

“Estou enlouquecendo! Alguém, por favor, me ajude!”

  • Magia, Illyana Rasputin
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A Era do Apocalipse

A franquia dos X-Men não estava com a mesma força durante os anos 90... Na verdade tudo estava muito ruim nos anos 90. Porém, os X-Men tiveram um ótimo momento com A Era do Apocalipse. A premissa do gigantesco evento era bem simples: O que teria acontecido no mundo se Charles Xavier não estivesse lá para guiar os X-Men?

Com o Xavier morto acidentalmente por seu filho, Legião, essa trama mostrava uma nova equipe de X-Mens liderados por Magneto e sua esposa, Vampira. E isso era apenas o começo: Apocalipse e seus cavaleiros dominavam a América do Norte, Wolverine e Jean Grey eram agentes secretos e amantes. Além disso, todos os títulos dos X-Men mudaram por cerca de quatro meses, enquanto heróis e vilões lutavam por sua sobrevivência.

A Era do Apocalipse não foi o último X-evento dos anos 90, mas foi o melhor. Com fascinantes mudanças em personagens já conhecidos e uma trama sólida emocionalmente conduzindo o evento. A Era de Apocalipse é a norma quando se julga qualquer evento moderno dos X-Men.

“Tudo o que eu sei é que esta noite, de um jeito ou outro... A Era do Apocalipse acaba.”

  • Vampira
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Dias de um Futuro Esquecido

Edições: Fabulosos X-Men 141-142

Dias de um Futuro Esquecido é, facilmente, uma das mais notáveis histórias escritas por Chris Clamemont. O arco e suas consequências marcam o fim da colaboração entre Claremont e John Byrne. Também introduz os leitores a uma ideia que seria muito utilizada futuramente: Mutantes viajando no tempo para prevenir futuros terríveis.

Na trama, uma Kitty Pryde mais velha é mandada de volta no tempo para evitar um assassinato que leva para a criação de sentinelas e o começo da escravização de todos os mutantes.

Mesmo sendo uma trama muito revisitada, Dias de um Futuro Esquecido é uma história fantástica e original que jamais será ultrapassada. Claremont e Byrne concluíram sua influente colaboração com uma história clássica, bela e fatalista.

“Nós Lutamos, nós perdemos, nós morremos. E agora... Vendo todos vocês vivos. Oh Deus, não achei que fosse machucar tanto.”

  • Kitty Pryde (possuída por sua versão futura)
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Magneto: Testamento

Edições: Magneto: Testamento 1-5

Todo mundo conhece a história do Magneto, certo? Mas a menos que você tenha lido Magneto: Testamento, você não sabe a história completa. Essa minissérie mostra a história do jovem mutante na Alemanha Nazista. Os fãs finalmente descobriram seu nome verdadeiro - Max Eisenhardt. Conhecemos sua família e vemos o inicio do romance entre Max e sua futura esposa, Magda.

Mas acima de tudo, vimos os horrores que transformaram o garoto inocente no carismático e temível ativista dos direitos mutantes. Os poderes de Max quase não aparecem na história. Ao invés disso, Greg Pak o coloca nos guetos judeus e Auschwitz. O único problema é Carmine di Giandoenico, que na época não era um artista “aceitável” como hoje, ficando entre o “horroroso” e “péssimo”.

Porém a história é tão cativante e emocional, que não há como o leitor terminar e não compreender a fúria e ressentimento que criou um dos maiores “vilões” da Marvel.

“Eu vi centenas de pessoas assassinadas queimarem em fossas gigantes. Eu vi um quarto de milhão de seres humanos mortos, com meus próprios olhos... E eu não pude salvar sequer um deles”.

  • Max Eisenhardt (Magneto)
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A Saga da Fênix Negra

Edições: Fabulosos X-Men 129-138

Dias de um Futuro Esquecido podem ter sido o final da dupla Chris Claremont e John Byrne, porém eles fizeram seu melhor trabalho juntos na Saga da Fênix Negra. Uma das histórias mais icônicas da Marvel, a trama mostra a corrupção de Jean Grey nas mãos do Clube do Inferno e, consequentemente, a libertação da Fênix. No meio de tudo isso, Kity Pryde se junta à equipe e Lilandra e a Guarda Imperial voltam, mas dessa vez como inimigos.

A mudança apresentada pela história a destaca, porém não tanto quanto as emoções mostradas e a satisfação de ver Claremont amarrando diversas pontas soltas de uma só vez. Byrne fez um de seus melhores trabalhos no título nesse longo arco, culminando em uma grande batalha contra a Guarda Imperial e o trágico sacrifício da Fênix.

No final, os X-Men devem fazer um terrível sacrifício e a equipe nunca mais seria a mesma. Não importa o quanto histórias futuras tentaram diminuir o impacto dessas edições e da primeira morte de Jean Grey, A Saga da Fenix Negra continua poderosa e magnífica.

“Scott, eu valho a pena? Eu destruí um mundo - em minha mente, eu ainda posso ouvir os gritos dos mortos - e eu me senti tão bem. Eu não quero me sentir assim. E ainda assim, eu quero!”

  • Jean Grey
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Surpreendentes X-Men

Edições: Surpreendentes X-Men 1-24

Quando falamos de melhores histórias mutantes, Surpreendentes X-Men mistura todos os melhores elementos: o drama e conflitos com foco nos personagens a lá Chris Claremont. Ela dá uma boa visão analítica do psicológico dos personagens, como Peter David e Mike Carey. E junto de tudo isso, ela tem uma saudável dose de humor, com o diálogo rápido e inteligente que é marca registrada de Joss Whedon.

A trama combina esses elementos com novos vilões, novos heróis e algumas das melhores artes que você irá ver em uma revista dos X-Men. Como o resultado podia ser algo menor do que uma das melhores histórias dos X-Men?

Grant Morrison podia ser algo difícil de se seguir em 2004, mas Whedon se provou mais do que adequado para a tarefa. Ele trouxe Kitty Pryde de volta (apenas para retirá-la de nós ao final) e a colocou, novamente, como uma forte e engajada heroína. Ele trouxe Colossus de volta dos mortos em uma cena que é, simplesmente, mordaz. Ele afirmou o relacionamento entre Ciclope e Emma Frost. Ele provou que menos é mais quando se tratando do Wolverine. E ao todo, ele nos deu uma pequena equipe de mutantes com um grande desafio, cuja resolução realmente foi “surpreendente”.

Surpreendentes X-Men foi uma fantástica trama em termos de talento e elenco. E até hoje, espera-se que uma equipe criativa tenha a habilidade de ser mais fantástica e surpreendente que Joss Whedon e Cassaday, porém é bom não segurar sua respiração esperando.

“Desapontada, Srta. Frost?” “Surpreendida, Srta. Pryde.”

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Deus Ama, O Homem Mata

Mutantes são uma metáfora para diversas minorias do mundo real que passam por preconceito ou opressão. Essas metáforas são, algumas vezes, mais diretas do que outras. Uma das mais diretas está nessa Graphic Novel.

Na trama, os X-Men e Magneto são forçados a se unir contra um homem chamado Stryker, após ele colocar a vida dos mutantes em perigo. Porém, diferente de suas versões cinematográficas, Stryker não é um homem militar. Ele é um carismático pastor/reverendo que convence seus fiéis a linchar e assassinar mutantes em nome de Deus.

Deus Ama, O Homem Mata vai direto ao ponto do que faz os X-Men tão convincentes. Essa história é angustiante, perturbadora e impossível de largar. Deus Ama, O Homem Mata é uma das mais acessíveis, mais essências, mais belas e - possivelmente, a mais revoltante história apresentada pelos X-Men, mostrando uma trama clara e direta que está completamente explícita no título: Deus ama, mas o homem... O homem mata.

“Ele (Noturno) teve todos os motivos para ser amargo, todas as desculpas para ser um demônio tanto por fora quanto por dentro. Mas ele decidiu que preferia rir, ao invés. Espero ser metade da pessoa que ele é. E se eu tiver que escolher entre me importar com meu amigo e acreditar no seu Deus? Então... Eu escolho... Meu amigo”.

  • Kitty Pryde
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Leo Gravena

Editor | Ele/Dele | @LeoGravena
Escrevo sobre cultura geek na internet desde 2012
"Don't look back -- the past is exactly where it belongs."