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10 Histórias que poderiam ser adaptadas no crossover de X-Men e Quarteto Fantástico!

Por Gus Fiaux
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X4

O crossover lançado em 2005 não é bem um clássico atemporal, mas respira como um épico hollywoodiano. Na história, o Quarteto Fantástico procura ajuda dos X-Men em uma missão de resgate no espaço sideral. As coisas vão de mal a pior quando uma tempestade artificial similar à que deu os poderes ao Quarteto Fantástico atinge quatro dos X-Men (Emma Frost, Gambit, Wolverine e Noturno), dando-lhes poderes similares ao mesmo tempo que os tornou agressivos e perigosos.

O Quarteto e os X-Men restantes, então, tem que se unir para recuperar seus colegas enquanto impedem uma invasão da Ninhada. Nos cinemas, algumas coisas poderiam ser alteradas, como a viagem ser efetuada para a Zona Negativa, em vez do espaço, e trazendo o Aniquilador em vez da Ninhada.

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Surgimento da Fênix/Saga da Fênix Negra

Tudo bem que, nos quadrinhos, esse foi um evento que, apesar de abalar as estruturas de todo o Universo Marvel, foi focado primariamente nos X-Men... Mas no cinema, não precisa ser assim. Os X-Men partem para uma estação espacial para resolver uma ameaça envolvendo alguns inimigos do passado, e ao escapar do local, são atingidos por uma rajada potente que acaba despertando a entidade cósmica Fênix no corpo de Jean Grey. Com o tempo, eles tem que ir a um planeta distante, habitado pelos Shi'ar para 1) salvar a todos de um rei louco disposto a construir seu próprio mundo; 2) atender ao julgamento de Jean Grey, que teria ficado cada vez mais louca com tanto poder.

Nos cinemas, é fácil visualizar o Quarteto como cientistas dispostos a ajudar os X-Men nessa missão. E com uma nova linha temporal inteira para ser explorada, poderia ser a oportunidade perfeita de apagar as atrocidades feitas com a Fênix em O Confronto Final.

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Traição no Triângulo das Bermudas!

No arco, a Fundação Futuro recebe um chamado de uma antiga aliada dos X-Men, que acabou sendo aprisionada em uma outra dimensão. Assim, a equipe liderada por Reed Richards pede ajuda aos X-Men, e ambas vão para o Triângulo das Bermudas, onde resgatam a moça e acabam conhecendo outro personagem importante no passado de um dos membros, além de se meterem no meio de uma guerra entre facções opostas.

Seria o tipo perfeito de filme crossover de ficção científica, com uma pegada de aventura bem forte. Além disso, seria desafiador e interessante, pois apesar de todo o lance de dimensão alternativa, seria um método de colocar os X-Men e o Quarteto Fantástico - ou melhor, suas versões cinematográficas - em um ambiente não explorado antes por nenhuma das duas equipes.

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Massacre

Uma verdadeira saga dos anos 90, Massacre tinha um enredo complexo e polêmico. As consciências do Magneto e do Professor X se fundem em uma poderosa entidade maligna, e sequestram o filho de Reed Richards e Sue Storm, Franklin Richards, capaz de distorcer a realidade, além de Nate Grey, proveniente da dimensão da Era do Apocalipse, a fim de se tornar ainda mais poderoso. Resta, então, todo o poder combinado do Quarteto Fantástico e dos X-Men - na verdade, dos Vingadores também, mas isso a gente ignora - para impedir os planos do monstro.

Apesar disso não ser uma ideia para agora - a não ser que Franklin seja inserido por viagem no tempo - e de Massacre não ser lá a melhor história do mundo, seria muito legal ver tanto o Quarteto quanto os X-Men enfrentando uma ameaça muito maior que eles próprios.

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Limiares

A Marvel fez diversos crossovers anuais durante os anos 90, e alguns deles chegaram a funcionar muito bem. O melhor exemplo se deu em Uncanny X-Men/Fantastic Four Annual 1998, onde os X-Men e o Quarteto se reuniram numa história de Joe Casey com arte de Paul Pelletier e Leo Hernandez.

Reed, Sue, a dra. Cecilia Reyes e o Fera se encontram em uma ópera enquanto Ben e Johnny jogam poker com os outros X-Men. No entanto, um cientista enciumado tenta se vingar de Reed, e acaba utilizando uma caixa emocional de um vilão conhecido como Homem Psíquico, que por sua vez ativa um exército proveniente de uma dimensão conhecida como Microverso. A partir daí, as duas equipes devem se juntar para impedir uma grande incursão de seres completamente esquisitos em Nova York.

A trama simplista poderia ser ampliada e conduzida com um pouco mais de ação, e talvez com uma ameaça mais sinistra por trás dos panos...

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Quarteto Fantástico vs X-Men

Na minissérie, escrita pelo roteirista definitivo dos X-Men, Chris Claremont, os X-Men descobrem que os poderes de intangibilidade de Kitty Pryde estão fora de controle e prestes a matá-la. A equipe procura ajuda de Reed, que acaba dizendo que não há nada mais a ser feito. Porém, Magneto desconfia que seja mentira, e a trama acaba revelando segredos do passado de Reed.

Ao adaptar a história, a Fox poderia substituir Kitty Pryde por outro mutante com poderes que o afetem a nível molecular. Uma ideia seria colocar a Mística em seu lugar, gerando assim uma história em que os X-Men dos anos 80/90 viajem no tempo até a linha temporal do Quarteto Fantástico, para salvar sua companheira - o que poderia justificar Magneto sendo tão sensível para salvar sua colega e ex-amante.

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Sete contra as estrelas

Nesse arco de três partes, o roteirista e desenhista John Byrne vai atrás de uma história não resolvida da primeira fase dos X-Men, onde o Professor X forja sua própria morte para se preparar contra uma invasão alienígena de seres conhecidos como Z'Nox. Usando a consciência coletiva de diversas pessoas na Terra, Charles é capaz de derrotar os Z'Nox e expulsá-los para longe.

O problema é que eles estão de volta e vão atrás de outro mundo para pilhar, saquear e destruir. Os X-Men, então - que, na época, eram constituídos apenas pelo Ciclope, Jean Grey e Fera - procuram a ajuda do Quarteto Fantástico para seguir os Z'Nox no espaço e impedi-los de atacar outro mundo. Outra trama de aventura no espaço que poderia facilmente ser adaptada nos cinemas.

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Ultimate X4

Não muito tempo depois do crossover X4 na linha temporal 616, o Universo Ultimate decidiu recriar a ação, gerando a primeira reunião entre as duas equipes daquele universo alternativo. A história traz a vilã do Quarteto, a Pensadora Louca tentando roubar o Cérebro da Mansão X, e incriminando a primeira família de super-heróis. Os X-Men tentam invadir o Edifício Baxter para recuperar a máquina, e acabam em uma ferrenha batalha com o Quarteto Fantástico.

Eventualmente, a Pensadora se revela, e as duas equipes se juntam para tentar derrotá-la. Basta fazer com que a Pensadora - ou outro vilão, quem sabe - viaje no tempo e roube o Cérebro, dando a localização física e temporal do Quarteto Fantástico, e temos uma adaptação simples, fácil e fiel.

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"Temos que enfrentar os X-Men!"

Numa história extremamente simples, escrita e desenhada por ninguém menos que Stan Lee e Jack Kirby, o Mestre dos Bonecos consegue controlar mentalmente o Professor Xavier, que força os X-Men a atacarem o Quarteto Fantástico. Eventualmente, Xavier se liberta do controle mental e as equipes novamente se juntam para atacar o Mestre dos Bonecos e seu parceiro no crime, o Pensador Louco - a versão da Terra-616.

A trama poderia ser melhor elaborada, trazendo os dois vilões com planos menos cartunescos, ou quem sabe até mesmo trocando-os por outros vilões mais parrudos das equipes.

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Vingadores vs X-Men

Calma! Não morra ainda nem desça para os comentários para xingar todo mundo! Deixe-me explicar.

Com algumas pequenas grandes alterações, a saga que marcou os X-Men nos quadrinhos da última vez poderia passar a ser X-Men vs Quarteto Fantástico... Por definitivo. Supondo que a Fênix passe a ser uma entidade cósmica e não uma "parte da consciência da própria Jean", basta trocar os Heróis Mais Poderosos da Terra pela Primeira Família de Super-Heróis e já temos uma trama mais ou menos formada.

A Fênix viaja para a Terra, destruindo tudo em seu caminho, disposta a adentrar no corpo de sua hospedeira - nas HQs, Hope Summers, no cinema, possivelmente Jean -, e o Quarteto Fantástico intercepta essa conexão entre os dois seres, e partem para tentar impedir a destruição da Terra. Porém, guiada por sua consciência, Jean e os X-Men fazem oposição aos quatro fantásticos, gerando uma tremenda batalha que pode resultar em um fim drástico para as duas equipes e para a população mundial.

Resta saber como seriam encaixados os diferentes períodos cronológicos em que as duas equipes se situam. Mas nada que uma pitada de viagem no tempo/extradimensional não resolva...

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Gus Fiaux

Formado em Cinema e Audiovisual pela UFPE. Crítico, roteirista e mago nas horas vagas. Demon to some... angel to others (ele/dele) || @gus_fiaux