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10 grandes trilhas sonoras dos games!

Por Raphael Martins

Um grande jogo se faz com várias características. Gráficos, jogabilidade, história, ambientação, personagens, tudo isso é importante para determinar se um game vai entrar para a história ou se será esquecido em pouco tempo. Mas há um outro aspecto que pesa bastante nessa balança: a música.

Uma trilha sonora inspirada pode te fazer entrar de cabeça em um jogo de uma maneira tão poderosa quanto gráficos bem trabalhados. É ela que ajuda a ditar o tom do universo onde você passará várias horas desafiando o perigo e, muitas vezes, é como se fosse sua companheira durante a jornada, quase como um personagem.

Nessa lista, escolhemos 10 grandes trilhas sonoras dos games. Se a sua favorita ficou de fora, fale nos comentários! Vai que rola uma parte 2?

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Castlevania: Symphony of the Night (Konami, 1997)

Este game foi um divisor de águas na franquia Castlevania em mais de um sentido. Além de apresentar um estilo de jogo totalmente diferente de tudo o que foi feito na série até então, toda a aventura era embalada pela trilha inesquecível da compositora japonesa Michiru Yamane, que tinha estreado na franquia em Castlevania: Bloodlines para Mega Drive.

Castlevania sempre teve músicas excelentes e a trilha desse jogo elevou ainda mais a qualidade desse aspecto da franquia, se tornando difícil de superar.

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The Legend of Zelda: A Link to the Past (Nintendo, 1991)

A terceira aventura de Link é mais um exemplo de como uma boa trilha sonora pode ajudar a tornar um jogo épico. Temas como "Hyrule Castle", "Kakariko Village" e "Zelda´s Lullaby" ajudaram a tornar essa aventura ainda mais emocionante, envolvendo o jogador tanto quanto a história que era contada na tela.

Alguns temas ouvidos pela primeira vez em A Link to the Past também se repetem em Ocarina of Time, o título mais consagrado dessa franquia da Nintendo, e em A Link Between Worlds, sequência do jogo original de Super Nintendo. O mestre Koji Kondo caprichou!

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Mega Man X (Capcom, 1993)

O que seria de Mega Man X sem a icônica música da primeira fase, capaz de empolgar qualquer fã em segundos? E o que dizer do tema de Zero, grande amigo do herói azul da Capcom? Essa trilha sonora é tão amarrada ao jogo que, sem ela, não seria a mesma coisa. É ela que deixa a experiência muito melhor.

Entre outras músicas marcantes deste game, podemos citar as das fases de Launch Octopus e Spark Mandrill, que são dançantes e gostosas de se ouvir.

Sonic the Hedgehog 2 (Sega 1992)

Assim como aconteceu no primeiro jogo do Sonic, as músicas foram compostas por Masato Nakamura, compositor e baixista da banda japonesa Dreams Comes True. E assim como aconteceu no primeiro jogo, o resultado foi nada menos que lendário.

Dando um clima de aventura ainda maior do que o do primeiro jogo, a trilha de Sonic The Hedgehog 2 é bastante eclética, variando entre o estilo eletrônico de "Chemical Plant Zone" ao Jazz de "Casino Night Zone".

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Shadow of the Colossus (Team Ico, 2005)

Só existe uma palavra para definir a trilha sonora desse jogo: épico. A aventura do jovem andarilho armado apenas de uma espada, um arco e muita coragem para devolver a vida à sua amada é embalada por músicas orquestradas compostas por Ko Otani, que também já assinou trilhas de várias séries de anime.

"The Opened Way" e "Violent Encounter" são dois exemplos de algumas das músicas mais memoráveis deste game.

Kingdom Hearts (SquareSoft, 2002)

Uma das franquias mais adoradas dos RPGs da atualidade, Kingdom Hearts fez a Sony muitas unidades do Playstation 2 na década de 2000 por uma excelente razão: o game era fruto da união criativa entre a SquareSoft (hoje SquareEnix) e a Disney, que emprestaram seus personagens mais famosos para construir a história de Sora.

A inesquecível trilha foi composta por Yoko Shimomura, um dos maiores nomes da game music mundial, já tendo trabalhado em games como Super Mario RPG, Final Fantasy XV e Street Fighter II.

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Final Fantasy VII (SquareSoft, 1997)

De todos os títulos da série Final Fantasy, o sétimo jogo talvez seja o que tem os fãs mais ardorosos. A aventura de Cloud, Tifa e seus amigos rendeu vários jogos de sucesso, nem todos do gênero RPG, e um longa metragem em computação gráfica.

Nobuo Uematsu, que foi o compositor de todas as músicas da série até Final Fantasy X, nunca deixou a peteca cair em nenhum dos games da franquia no quesito musical, mas em Final Fantasy VII ele se superou. One Winged Angel, tema do vilão Sephiroth, ainda é capaz de fazer os fãs da série se arrepiarem dos pés a cabeça, mesmo depois de tantos anos.

Streets of Rage 2 (Sega, 1992)

Yuzo Koshiro. Se você é fã de games, conhece muito bem esse nome. Foi ele que, nos anos 90, fez os donos de Mega Drive fritarem como se estivessem numa festa Rave com a trilha sonora de Streets of Rage 2, um dos melhores jogos de toda a extensa biblioteca do console.

Koshiro fez história na Sega e seu trabalho em Streets of Rage o tornaram conhecido e reconhecido internacionalmente, o transformando numa lenda da game music.

Entre seus outros trabalhos estão a versão em 8 bits de Sonic The Hedgehog, The Revenge of Shinobi, Castlevania: Portrait of Ruin e Shenmue.

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Chrono Trigger (SquareSoft, 1995)

Há quem diga que Chrono Trigger é o melhor RPG já feito em toda a história da humanidade, e a opinião dessas pessoas não está lá muito distante da realidade.

O game, lançado originalmente para o Super Nintendo, reunia um verdadeiro dream team de roteiristas e programadores das duas maiores franquias dos JRPGs, Final Fantasy e Dragon Quest. A design de personagens foi feito por Akira Toriyama, criador do imensamente famoso mangá Dragon Ball.

A trilha sonora foi feita por Yasunori Mitsuda e o tornou imensamente famoso, mas ele não fez tudo sozinho, recebendo uma mãozinha do já citado Nobuo Uematsu, de Final Fantasy. É bastante seguro dizer que as músicas do jogo contribuiram e muito para que ele entrasse - e permanecesse - no coração de milhões de pessoas espalhadas pelo mundo.

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Out Run (Sega, 1986)

Projetado pelo programador Yu Suzuki, uma lenda viva dos arcades japoneses, Out Run era uma máquina robusta para o ano em que foi lançado. A cabine era na forma de um belo carro esportivo, onde o jogador correria por cenários mais belos ainda na cadência bonita da trilha de Hiroshi Kawaguchi.

As músicas, que evocavam ao mesmo tempo a emoção de correr sentindo o vento bater no cabelo e um senso de tranquilidade e liberdade, complementavam a experiência de Out Run, onde o importante não era chegar em primeiro, e sim curtir a viagem.

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Raphael Martins

Redator, apresentador e roteirista. Gosto de longas caminhadas na praia, Star Wars, tokusatsu, anime e filé com batata frita. Deixo as pessoas constrangidas. Você pode trocar uma ideia comigo no Twitter: @aqueleraphael