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10 franquias esquecidas dos games que deveriam voltar – Parte 2!

Por Raphael Martins

Na semana passada, fizemos uma lista sobre franquias dos games que foram esquecidas, pelos fãs ou pelas próprias empresas, que deveriam ganhar novos jogos nos consoles da geração atual. Vocês leram, curtiram, mas sentiram falta de algumas que não puderam estar por lá.

Pensando nisso, nós resolvemos fazer uma segunda lista falando sobre algumas séries que vocês pediram, e sobre outras que ninguém pediu também. Se é pra resgatar, vamos resgatar todo mundo, certo? Ninguém fica pra trás.

Então vamos nessa!

Dino Crisis

Seguindo a mesma vibe de Resident Evil, Dino Crisis foi lançado pela Capcom em 1999, para Playstation, Dreamcast, Gameboy Color e PC. O game colocava os jogadores na pele de Regina, uma agente especial mandada até uma ilha para investigar um caso misterioso envolvendo o desenvolvimento secreto de armas. Mas as tais armas que ela encontra lá são feitas pela própria natureza: dinossauros. A máquina de matar definitiva.

A sequência veio 1 ano depois, focando mais em ação e menos na resolução de enigmas e fazendo tanto sucesso quanto o primeiro. Mas a coisa desandou em Dino Crisis 3, que tinha uma história fraca, personagens sem carisma e mal lembrava os jogos anteriores. Desde então, nenhum outro jogo da série foi feito.

Se Resident Evil continua relevante e interessante até hoje, Dino Crisis também poderia. É só a Capcom dar uma chance.

Breath of Fire

Mais uma série que a Capcom esqueceu no churrasco. Breath of Fire começou no Super Nintendo, impressionando pelos gráficos e pela história envolvente. A partir do terceiro jogo, migrou para o Playstation, onde recebeu o mais alto grau de refinamento em Breath of Fire III e IV. O quinto game, Dragon Quarter, saiu para Playstation 2 em 2003... e ficou por aí.

Ou será que não? Em 2016, a franquia recebeu um novo título, Breath of Fire 6, dessa vez para os dispositivos mobile. Os fãs mais antigos torceram um nariz, pois esperavam uma sequência digna dos jogos anteriores feita para consoles, e não um jogo cheio de microtransações. Dessa forma, seguem esperando por um novo game.

R-Type

Na lista passada, tivemos Gradius representando os games de "navinha". Desta vez, temos R-Type, mas uma franquia do gênero que já fez muito sucesso, mas que desapareceu.

Esse game apresentava novidades em relação a Gradius, como a presença de um dispositivo auxiliar chamado Force, que era equipado na parte da frente ou colocado para voar livremente pelo cenário, funcionando em conjunto com as outras duas armas da nave.

O último game lançado foi R-Type Command, em 2007, de depois disso, nunca mais. A Irem, produtora do jogo, hoje se foca em construir máquinas caça-níquéis Pachinko ao invés de fazer games para consoles, então é bem provável que a franquia continue morta.

Série Chrono

Existem jogos que são amados, que são MUITO amados e existe Chrono Trigger, lançado para o Super Nintendo em 1995 e portado para os mais variados sistemas desde então. O RPG feito pela SquareSoft - hoje Square Enix - reunia um verdadeiro time de lendas em seu desenvolvimento, que incluía nomes como Hironobu Sakaguchi, Nobuo Uematsu e o criador de Dragon Ball, Akira Toriyama.

Ganhou uma sequência para o Playstation 1 em 1999 chamada Chrono Cross, que apesar de ser uma continuação, continha apenas ligações bastante discretas com o jogo original. Ele também foi bastante elogiado pela crítica e pelo público, embora não tenha chegado aos pés de Chrono Trigger em termos de popularidade.

Já faz quase 20 anos que a Square Enix não toca nessa série, para a tristeza de quem espera um novo game até hoje. Se é o trunfo secreto da empresa ou se foi apenas esquecida por ela, fica pra imaginação de cada um.

Legacy of Kain

Ambientada nas terras sombrias de Nosgoth, a série de games de ação da Crystal Dynamics/Eidos girava em torno de dois personagens: Kain, um vampiro desafiando o destino para devolver o equilíbrio ao mundo a qualquer custo, e Raziel, um antigo assecla de Kain, que busca vingança quando é traído pelo mesmo.

A série teve cinco títulos, que saíram entre 1996 e e 2003, mas diante das baixas vendas que Legacy of Kain: Defiance teve, a Eidos pôs a franquia na geladeira, onde permanece desde então.

O vídeo não está mais disponível.

Silent Hill

Esta é mais uma franquia querida por muita gente que anda sendo bem maltratada pela Konami nos últimos anos. Silent Hill já foi referência quando se fala em games de terror, apresentando uma atmosfera opressora e claustrofóbica e monstros dignos dos seus piores pesadelos.

O último título, Silent Hill: Downpour, saiu em 2012 para o Playstation 3 e Xbox 360, recebendo reações mistas. A Konami, então, deu uma descansada na série. Ela quase teve um retorno triunfal nas mãos de Hideo Kojima com Silent Hills, que seria estrelado pelo astro de The Walking Dead Norman Reedus, mas aí ele saiu da empresa e o resto é história.

A demo do jogo, chamada apenas de P.T, foi retirada dos servidores da Konami, de modo que é impossível jogá-la hoje em dia. A menos que você já a tenha no HD do seu console, é claro.

Metal Slug

Um grande clássico dos arcades feito pela SNK, Metal Slug era um game de ação em plataforma no melhor estilo Contra, onde o jogador atirava em tudo e todos, provocando máximo de destruição possível.

Ao contrário de Contra, este game tinha um tom mais de humor, com os soldados inimigos fazendo caras e bocas e os reféns a serem resgatados sempre vistos em situações engraçadas.

Teve 7 jogos, sendo o último lançado para Nintendo DS em 2008.

Prince of Persia

Esta tradicional franquia de games de aventura começou ainda nos anos 80, nos PCs. Era um jogo bastante inovador, usando técnicas de rotoscopia para animar seus personagens e contava a história de um príncipe sem nome tentando salvar uma princesa antes que o tempo acabasse.

Ganhou um reboot pelas mãos da Ubisoft em 2003, com Prince of Persia: The Sands of Time, o primeiro jogo de uma trilogia. Assim como o clássico, esse também apresentava novidades, como a chance de voltar no tempo após cometer algum erro pelo caminho.

Foi o queridinho da Ubisoft por muito tempo, até que a empresa começou o desenvolvimento da franquia Assassin´s Creed, pondo o príncipe pra dormir desde 2010.

Twisted Metal

Franquia que fez história na época do primeiro Playstation, em Twisted Metal, o negócio era simples: escolha um carro e exploda qualquer outro carro que não seja o seu em uma arena. Pronto. Não precisava ser mais nada além disso.

O jogo era muito divertido e fez bastante sucesso, gerando várias sequências e inspirando a criação de outros jogos nesse mesmo estilo. Até mesmo Star Wars teve um game parecido.

A Sony não mexe nessa franquia desde 2012, mas a esperança de ver um novo título segue viva.

Onimusha

Mais uma série da Capcom que não recebe a atenção que devia. Em Onimusha: Warlords, você era o samurai Samanosuke (vivido pelo ator japonês Takeshi Kaneshiro), que lutava contra os demônios Genma e um ressuscitado Oda Nobunaga na época do Japão feudal.

Onimusha encantava pela ação desenfreada, a ambientação no Japão dos samurais e por usar personalidades históricas do país para contar suas histórias, como Jubei Yagyu, Hideyoshi Toyotomi e o próprio Oda Nobunaga. A série também trazia atores famosos para interpretar seus personagens, como o ator francês Jean Reno, presente no terceiro jogo.

Está na geladeira há muito tempo, desde o lançamento de Onimusha: Dawn of Dreams, em 2006. Mas a chance da retomada da franquia é real, já que a Capcom lançou recentemente um remaster do primeiro jogo que está sendo muito bem recebido.

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Raphael Martins

Redator, apresentador e roteirista. Gosto de longas caminhadas na praia, Star Wars, tokusatsu, anime e filé com batata frita. Deixo as pessoas constrangidas. Você pode trocar uma ideia comigo no Twitter: @aqueleraphael