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10 Filmes que não precisavam de continuação!

Por Raphael Martins

Continuações são algo tão comum na industria do cinema quanto beber água é para um ser humano. Se um filme faz um sucesso arrebatador nas bilheterias, é quase certeza que o estúdio responsável por ele mande produzir uma sequência, mesmo se o primeiro é uma obra prima e terminou redondinho. É claro que exceções existem, mas essa é uma prática bem corriqueira em Hollywood.

Algumas dessas continuações tem tanta qualidade quanto o filme que as originou, às vezes até mesmo o superando. Mas a necessidade de se existir uma continuação para ele, já é uma outra história.

Nessa lista, vamos relembrar de alguns filmes que não necessitavam de uma sequência, mas que os estúdios mandaram fazer mesmo assim. Hora do replay!

Tubarão (1975)

O primeiro Tubarão é um dos maiores clássicos da história do cinema e levou o diretor Steven Spielberg ao estrelato, de onde ele nunca mais saiu. A história de um tubarão gigantesco que devorava banhistas na praia de uma cidadezinha aterrorizou gerações de pessoas e rendeu milhões de dólares em bilheteria.

Tubarão 2, lançado 3 anos depois e trazendo alguns personagens do primeiro filme, também fez bonito nas bilheterias, se tornando a sequência mais rentável da história até aquele momento. As críticas foram mistas, com muitos críticos de cinema argumentando que o filme não precisava existir. Tubarão teve 3 sequências, totalizando 4 filmes.

Highlander: O Guerreiro Imortal (1986)

A saga do imortal Connor MacLeod, que se estendia da escócia medieval aos anos 80, fascinou muita gente com sua fotografia impecável e duelos sensacionais de espada contra espada, num clima de muito misticismo. Então, obviamente, uma sequência foi encomendada. E como era ruim.

O segundo filme mostrava os imortais como alienígenas do planeta Zeist, acabando com a aura de magia que tanto marcou o original. O resultado final foi tão constrangedor que o próprio diretor do filme, Russell Mulcahy, deixou a sala de cinema após os primeiros 15 minutos.

Ainda tentaram corrigir o filme lançando uma versão do diretor, mas o mal já estava feito. Nos filmes seguintes, apenas desconsideraram tudo o que rolou no segundo.

O Exorcista (1973)

Baseado no livro de William Peter Blatty, este é um clássico absoluto do terror, mostrando a possessão demoníaca sofrida pela pobre menina Regan de forma crua, assustadora e sem pudores. O final, agridoce, fechava a história perfeitamente, sem necessidade para uma segunda parte.

Mas ela aconteceu de qualquer maneira, e é lembrada até hoje não só como a pior sequência de O Exorcista (sim, existiram outras!), mas como um dos piores filmes de todos os tempos.

Matrix (1999)

Uma das maiores bilheterias de 1999, Matrix misturava filosofia oriental, sequências de ação de tirar o fôlego e filmes de Kung Fu ao contrar a história de Neo, um hacker que descobre que o mundo que acredita ser real é na verdade uma simulação criada por máquinas, que usam os seres humanos como fonte de energia.

Gerou duas sequências, Matrix Reloaded e Matrix Revolutions, que embora tenham sido bem-vindas pelo público e tenham arrecadado milhões, não tinham muita razão de existir.

Todo-Poderoso (2003)

Tido como um dos melhores filmes da carreira de Jim Carrey, Todo-Poderoso contava a história de Bruce Nolan, que recebe de Deus em pessoa todos os seus poderes por alguns dias para que faça seu trabalho por ele, o que gera uma série de situações engraçadas.

Em 2007 veio A Volta do Todo-Poderoso, mas sem Jim Carrey. O protagonista desta vez era Steve Carrel, que retornara ao papel de Evan Baxter. No filme, Evan é escolhido por Deus para construir uma nova arca, pois o mundo sofrerá novamente um grande dilúvio.

O Máskara (1994)

Mais um sucesso de Jim Carrey cuja sequência não precisava existir. E isso é tão verdade que nem mesmo o próprio Carrey quis se envolver com ela.

Mais de 10 anos depois, surge O Filho do Máskara, que pouco lembra o filme original. Aqui o protagonista é Tim Avery, um cartunista fracassado cujo filho nasceu com os poderes da máscara de Loki, o deus nórdico da trapaça. Quando o próprio Loki vem em busca de sua máscara, as coisas ficam muito loucas... mas não de um jeito legal ou engraçado.

Velocidade Máxima (1994)

Um grande sucesso do cinema de ação dos anos 90 estrelado por Keanu Reeves, Velocidade Máxima** mostrava a aventura de um agente da SWAT preso em um ônibus com uma bomba, que explodirá caso o veículo corra a menos de 50 quilômetros por hora.

O segundo filme, lançado em 1997, substituiu o carismático Keanu Reeves pelo insosso Jason Patrick, e ao invés de um veículo em movimento, os personagens estão presos em um navio, o que mata todo o senso de velocidade e perigo constante do filme original. Foi um desastre de crítica e bilheteria, nomeado para 8 prêmios Framboesa de Ouro naquele ano.

A Bruxa de Blair (1999)

Um grande clássico do gênero found footage, A Bruxa de Blair levou milhões de pessoas ao desespero em salas de cinema do mundo inteiro mesmo sem mostrar uma única gota de sangue sequer, tudo devido a uma atmosfera de horror extremamente bem construída.

Apenas um ano depois, surge A Bruxa de Blair 2: O Livro das Sombras, deixando o found footage de lado para contar uma história de terror genérica e pasteurizada, fracassando miseravelmente ao tentar reproduzir a aura de medo do original.

Kickboxer: O Desafio do Dragão (1989)

No auge de sua fama, Jean Claude Van Damme estrelou Kickboxer: O Desafio do Dragão, onde viveu Kurt Sloane, um lutador movido pela vingança.

Para vingar seu irmão, que foi deixado paraplégico pelo maligno lutador Tong Po, Kurt passa por um treinamento impiedoso nas mãos de um grande mestre de Muay Thai para derrotar o homem que arruinou a sua família.

O filme teve não uma, mais sete sequências, totalizando oito filmes. Apenas o primeiro tem a participação de Van Damme.

O jogo da Morte (1978)

O Jogo da Morte era um filme escrito, produzido, dirigido e estrelado por Bruce Lee, mas que ele nunca conseguiu completar devido a sua morte em 1973. Oito anos depois, o estúdio Golden Harvest lançou o filme mesmo assim, usando filmagens previamente concluídas das cenas de luta, dublês de corpo para Bruce Lee e cenas de outros filmes do ator.

Se o primeiro filme já era uma gambiarra sem tamanho, a coisa só piorou no segundo, que é claramente um caça-níqueis descarado. Usando apenas o nome de Lee como chamariz, o filme acompanha o irmão do herói do primeiro filme, que busca vingança por sua morte. Desnecessário até dizer chega.

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Raphael Martins

Redator, apresentador e roteirista. Gosto de longas caminhadas na praia, Star Wars, tokusatsu, anime e filé com batata frita. Deixo as pessoas constrangidas. Você pode trocar uma ideia comigo no Twitter: @aqueleraphael