10 coisas que queremos na segunda temporada de Fugitivos!

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10 coisas que queremos na segunda temporada de Fugitivos!

Por Gus Fiaux

Após um grande sucesso crítico no ano passado, Fugitivos já foi renovado para sua segunda temporada, que pode chegar ao catálogo da Hulu ainda neste ano. A série conseguiu conciliar muito bem a adaptação das HQs clássicas da equipe com novidades surpreendentes para o modelo televisivo.

Tendo deixado várias questões em aberto, a série também abriu margem para trazes diversos elementos e personagens queridos pelos fãs… e com isso em mente, separamos 10 coisas que queremos ver na segunda temporada!

Créditos: Hulu / Marvel Comics

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De fato, Fugitivos

Por mais que tenha sido muito bem-recebida, a primeira temporada de Fugitivos deixou alguns fãs decepcionados por uma decisão peculiar de roteiro: a equipe só fugiu, de fato, no último episódio. Isso traz consequências interessantes, já que ainda não vimos os heróis tendo que lidar com o mundo ao seu redor sozinhos.

No entanto, a segunda temporada já pode explorar isso muito melhor: as novas aventuras dos adolescentes, enquanto eles exploram novas situações, salvam mais pessoas e tentam, a todo custo, revelar ao mundo a verdade sobre seus pais e o ORGULHO. Nos quadrinhos, isso serviu para que esses personagens pudessem crescer, e isso pode se repetir aqui.

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Um Destino para Jonah

É um consenso, entre a maior parte dos fãs da série, que o grande ponto fraco da primeira temporada é Jonah, o tenebroso vilão que comanda o ORGULHO e tem um plano sinistro envolvendo algo que está enterrado em Los Angeles. Apesar de parecer ameaçador, o personagem é raso, sem graça e cheio de motivações e atitudes contraditórias.

Seria melhor dar logo um fim ao personagem, sem alongá-lo demais por tempo desnecessário. Ou, talvez, seria uma boa ideia aprofundá-lo melhor, para que ele se torne um vilão menos unidimensional e possamos compreender seu papel em toda essa jornada. De qualquer forma, uma nova ameaça seria muito bem-vinda.

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O fim do caminho para o ORGULHO

Falando em ameaça, a série decidiu se afastar bastante das HQs da equipe, ao dar um foco muito maior aos pais dos Fugitivos, que compõem a célula criminosa conhecida como ORGULHO. Aqui, vemos eles se submetendo à vontade de Jonah, mas com uma moralidade muito mais ambígua e tênue, de forma que boa parte dos personagens vão se unir para enfrentá-los e salvar seus próprios filhos.

Ainda assim, nos quadrinhos, é justamente a morte desses personagens que impulsiona os adolescentes a se tornarem, de fato, heróis. Na série, nem todo mundo precisa bater as botas - por favor, salvem os meus Yorkes e meus Minoru -, mas ainda assim, seria interessante ver alguns pais se sacrificarem pela vida de seus filhos, para pagarem por seus atos nefastos.

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Inserção no Universo Cinematográfico da Marvel

Talvez, a maior decepção da primeira temporada de Fugitivos é como ela não parece se ligar a nenhum outro filme ou série dentro do Universo Cinematográfico da Marvel. Não apenas isso, mas ela inclusive contradiz o que já havia sido estabelecido sobre Tina Minoru no filme e na HQ-prelúdio do Doutor Estranho.

Após já ter se estabelecido como uma série solo dentro deste universo, a segunda temporada pode aproveitar para trazer algumas referências, ainda que mínimas, apenas para manter os fãs conscientes de que tudo se passa na mesma realidade... ou então continuaremos desapontados com esse Universo Cinematográfico de Taubaté.

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Crossover juvenil

Falando em conexões com o restante do UCM, a oportunidade perfeita está por vir ainda este ano, graças à estreia de Manto e Adaga, série que irá adaptar a história da dupla homônima de heróis adolescentes. Nos quadrinhos, eles são resultado de uma droga experimental, e enquanto Manto se teleporta através de uma dimensão de trevas, Adaga é capaz de projetar luz sólida.

E ah, os dois já encontraram os Fugitivos nos quadrinhos.

Com isso em mente, seria bem legal ver a equipe cruzando o caminho de outros personagens com super-poderes, ainda mais levando em conta que este universo está cada vez maior, e que uma hora ou outra, os personagens de séries diferentes e isoladas precisarão se encontrar entre si.

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Romance no ar

Por mais que muitos torçam o nariz para isso em séries de super-heróis, quando se fala de Fugitivos, drama adolescente e romance é essencial. E a série começou dosando isso muito bem, apresentando dois casais que os fãs adoram nos quadrinhos: Gert Yorkes e Chase Stein, e Nico Minoru e Karolina Dean - que teoricamente nunca estiveram juntas de fato (nas HQs), mas que muitos adorariam que acontecesse.

A segunda temporada pode se aprofundar ainda mais nisso, ainda mais considerando que é a única série do Universo Cinematográfico da Marvel até o momento que realmente está se preocupando com representatividade LGBT. Queremos ver os adolescentes se descobrindo melhor, e como isso gerará intrigas dentro da própria equipe.

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Amores Espaciais

Ainda que todos nós estejamos torcendo por Nicolina, muitos querem ver o/a alienígena Xavin sendo introduzido na série. Nas histórias da equipe, o personagem é um príncipe Skrull ao qual foi prometida a mão de Karolina Dean, em um pacto pela paz entre sua raça e os Majesdenianos, de onde origina a heroína.

Ao vir para a Terra, ele descobre que Karol é lésbica, e se torna uma mulher para agradar sua amada. Além de trazer uma boa representatividade não-binária para a série que está tentando mostrar que LGBTs existem no UCM, é também a chance de conhecermos mais da raça Skrull, que deve ser apresentada em Capitã Marvel.

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O Menino-Robô

Outro personagem dos quadrinhos que muitos fãs fazem questão de ver na série é Victor Mancha, o filho androide de Ultron. O personagem se junta à equipe e logo descobre suas origens, e o potencial futuro onde ele viria a se tornar um vilão e dizimaria todos os Vingadores. A série pode inseri-lo com várias licenças criativas.

Por exemplo, uma forte teoria de internet diz que o personagem poderia ser filho de ninguém menos que AIDA, uma vilã de Agentes da S.H.I.E.L.D., estabelecendo então uma conexão entre as duas séries. Além disso, dá para criar toda uma trama em cima da desconfiança da equipe no novo membro e até mesmo discussões referentes à inteligência artificial e robôs.

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Das profundezas...

A primeira temporada quase nos deu um susto conforme ia progredindo, pois apesar de todo o mistério envolvendo Jonah e o ORGULHO, não havia sinal dos Gibborim a não ser o nome da igreja que Leslie Dean comanda... e isso mudou radicalmente no último episódio, quando descobrimos que há algo vivo enterrado no coração de Los Angeles.

Isso abre margem para apresentar esse panteão de divindades demoníacas no Universo Cinematográfico da Marvel. Nas HQs, ele fazem um pacto com os pais dos Fugitivos, e prometem, em troca de sacrifícios, um paraíso seguro para os adolescentes depois que a Terra fosse devastada por seu despertar. Mesmo que apenas um apareça, já é de bom tamanho para introduzir esse elemento místico das histórias da equipe.

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O lobo vestido de cordeiro

Por fim, não podíamos deixar de lado a maior reviravolta dos quadrinhos, que poderia ser muito bem empregada na série para mostrar como, mesmo entre os heróis, há ervas daninhas. Nas HQs, descobrimos, ao final do primeiro volume de revistas da equipe, que Alex Wilder já sabia do ORGULHO há muito tempo e era um agente duplo para seus pais.

Na série, isso pode ser replicado com alguns twists. Por exemplo, há quem defenda - eu incluso - que o traidor pode ser outra pessoa, e não necessariamente Alex. Isso torna a trama ainda mais imprevisível para os fãs e poderia trazer uma história tão boa quanto a escrita por Brian K. Vaughan e Adrian Alphona, enquanto nos preservaria um dos melhores personagens da série.