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10 adaptações em live-action de animações que não deram muito certo!

Por Gus Fiaux

Não é de hoje que temos adaptações em live-action de tudo quanto é animação famosa. Ainda assim, essa prática nunca esteve tão em alta quanto agora, com a Disney resgatando seus maiores clássicos e outras adaptações frequentes. Mas não é sempre que isso dá muito certo…

Aqui, você poderá relembrar os 10 piores filme em live-action baseados em desenhos animados. São filmes que não conseguiram, de forma alguma, agradar ao público e à crítica, e que mancharam a reputação das animações em que se inspiraram. Para a lista, também estamos contando filmes cuja base são animes e animações inspiradas em outras mídias, como mangás e tirinhas.

Créditos: Divulgação

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Os Smurfs (The Smurfs, 2011)

Criados pelo cartunista belga Peyo, os Smurfs fizeram um grande sucesso nos quadrinhos, mas foram mais reconhecidos por suas animações, que chegaram à TV na década de 80. Nos anos 2000, pensaram em reformular a franquia para os cinemas, e assim saiu Os Smurfs, com Neil Patrick Harris, Katy Perry e Jayma Mays no elenco.

O filme trazia a interação entre as criaturinhas, feitas em computação gráfica, e os seres humanos. Infelizmente, o longa não cativou os críticos e nem o público. As maiores reclamações vieram em torno de tornar o filme totalmente irritante para agradar crianças. E, pra piorar, eles ainda conseguiram fazer uma continuação, em 2013.

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Alvin e os Esquilos (Alvin and the Chipmunks, 2007)

Aliás, vamos continuar falando de bichinhos irritantes animados? Porque Alvin e os Esquilos, bem como todas as suas três continuações, é exatamente isso. E a única grande contribuição que eles fizeram para a cultura mundial foram os zilhões de vídeos de músicas "ao estilo dos Esquilos", com vocais cheios de gás hélio.

O primeiro filme foi massacrado. Contudo, o retorno financeiro foi bom o suficiente para gerar uma franquia. Ainda assim, a cada novo filme, os críticos continuam estraçalhando ainda mais o grupo composto por Alvin, seus irmãos e as Esquiletes. Felizmente, parece que a série de filmes chegou a um fim... ao menos por enquanto.

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Garfield: O Filme (Garfield, 2004)

O gato preguiçoso e que odeia as segundas-feiras é a maior criação de Jim Davis, e um dos personagens mais famosos das tirinhas de jornal. Sua popularidade cresceu tanto que ele virou estrela de diversas animações, todas logo se tornando um grande sucesso de audiência. E então, veio o tenebroso filme de 2004.

Para ter uma ideia de como Garfield: O Filme foi execrado, até Bill Murray, que dublou o adorado gato, disse posteriormente ter se arrependido amargamente de ter trabalhado no longa e em sua continuação, lançada dois anos depois. E como se não bastasse só ser ruim, até os efeitos visuais usados para criar o gato não eram da melhor qualidade...

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Scooby-Doo! O Mistério Começa (Scooby-Doo! The Mystery Begins, 2009)

Scooby-Doo é, possivelmente, o desenho mais reconhecido e adorado criado pelos estúdios Hanna-Barbera. Já foram diversas séries animadas, além de dois filmes no começo dos anos 2000, que apesar de não serem perfeitos, conseguiam passar bem o espírito dos desenhos, além de terem um elenco de peso, como Sarah Michelle Gellar e Freddie Prinze Jr.

Infelizmente, a Warner Bros. decidiu que era hora de fazer uma nova franquia live-action, criando Scooby-Doo! O Mistério Começa. A produção, feita para TV, não teve recursos e seu elenco não sustenta a trama, com personagens altamente descaracterizados. Curiosamente, o estúdio posteriormente disse que esse seria um prelúdio dos dois filmes originais.

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Jem e as Hologramas (Jem and the Holograms, 2015)

Outra produção muito famosa da década de 80, Jem e as Hologramas teve uma série animada produzida por nomes de peso, como a Hasbro e a própria Marvel Productions, uma subsidiária da famosa editora de HQs. Há três anos atrás, a Universal Pictures lançou o primeiro filme live-action baseado na animação, que acabou sendo uma catástrofe.

Em vez de explorar o lado mais engraçado, divertido e glamouroso da girlband, o filme resolveu apelar para o melodrama adolescente de uma forma genérica. O longa não desceu nem mesmo com o público, que considerou a trama chata e insossa, e o fracasso foi refletido na bilheteria, já que o longa gerou prejuízo mesmo com um minúsculo orçamento.

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Æon Flux (2005)

Agora, mudando para algo mais adulto, você provavelmente não deve se lembrar de Æon Flux, uma das primeiras produções originais da MTV. A animação consistia de três temporadas - as duas primeiras com episódios de, no máximo, cinco minutos, e a terceira com uma trama mais encorpada, e 10 episódios de vinte minutos.

Com seu sucesso, a própria emissora produziu um longa-metragem em live-action, estrelado por Charlize Theron. O filme já começou todo errado ao mudar elementos muito importantes da animação, e só piorou mais com um enredo péssimo. Além disso, o filme teve várias cenas cortadas, para que sua classificação indicativa não fosse muito alta.

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Mestres do Universo (Masters of the Universe, 1987)

He-Man é um personagem clássico, que marcou a infância de muitos graças ao seu desenho e, é claro, às suas lições de moral dadas ao final de cada episódio. A franquia, inspirada por uma linha de brinquedos da Mattel, ganhou sua primeira adaptação live-action em 1987, intitulada apenas como Mestres do Universo.

Com Dolph Lundgren no papel principal, o filme foi um fracasso colossal para o estúdio, rendendo críticas muito negativas e um péssimo resultado nas bilheterias. Muitos se referiram ao longa como um "plágio chato e ruim de Conan e Star Wars". Com sorte, a franquia pode ressurgir nos cinemas, já que um novo filme live-action está sendo desenvolvido.

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Death Note (2017)

Animes são sempre uma grande preocupação dos fãs de cultura japonesa, especialmente quando anunciam algum filme em live-action. Vários exemplos mostraram como isso fracassou ao longo dos anos, mas um lançamento recente que ainda não superamos foi Death Note, lançado pela Netflix no ano passado.

O filme já atraiu controvérsia desde sua produção, mas nada nos prepararia para o nível de desastre que veio com o lançamento. Os personagens foram todos descaracterizados ao máximo, e sequer há um vestígio de narrativa para guiar o público aqui. Além de tudo, nem podemos sequer expressar o desgosto que é ver a atuação de Nat Wolff no papel de Light.

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Dragon Ball Evolution (Dragonball: Evolution, 2009)

Ainda no assunto, não podemos deixar de olhar para isso e fazer um clamor aos céus: para que Hollywood pare de estragar produções asiáticas. É impossível encontrar qualquer fã de Dragon Ball que defenda a atrocidade que foi feita em Dragon Ball Evolution, um filme que fedia a desgraça desde sua concepção.

Mesmo com nomes bons no elenco, como Emmy Rossum, Chow Yun-fat e Jamie Chung, o filme não consegue, de forma alguma, manter-se a nível da franquia de Akira Toriyama. As caracterizações e até mesmo a narrativa são, no mínimo, ridículas. E, para piorar, as cenas de ação são péssimas, o que é um verdadeiro crime quando falamos de Dragon Ball.

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O Último Mestre do Ar (The Last Airbender, 2010)

Fechando esta lista, não podíamos deixar de lado uma das adaptações mais hediondas já feitas para o live-action - ainda mais considerando que sua base é uma animação tão aclamada. O Último Mestre do Ar conseguiu destruir qualquer boa reputação que Avatar: A Lenda de Aang poderia ter nos cinemas.

O filme, dirigido pelo controverso M. Night Shyamalan, conseguiu errar em toda sua proposta. Há um whitewashing desesperador no elenco, e todos os personagens estão anormalmente sérios e descaracterizados. O próprio Aang, que é uma criança muito engraçada no desenho, é um porre aqui. As cenas de dobra viraram uma dança nada prática, e a história perdeu total sentido. Sorte que nunca chegaram a produzir uma sequência...

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Gus Fiaux

Formado em Cinema e Audiovisual pela UFPE. Crítico, roteirista e mago nas horas vagas. Demon to some... angel to others (ele/dele) || @gus_fiaux