[Review] Princess Peach: Showtime, novo game da Nintendo, merece mais holofotes

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[Review] Princess Peach: Showtime, novo game da Nintendo, merece mais holofotes

Por Márcio Jangarélli

Finalmente, é a vez da Princesa Peach nos holofotes. O mais novo game da franquia Mario, Princess Peach: Showtime! foi lançado no dia 22 de Março, colocando a heroína no centro da ação, assumindo diversos papéis para salvar a si mesma e o Teatro Esplendor.

A Nintendo forneceu uma cópia do game para entrarmos no espetáculo da Peach e descobrir se a espera para a vermos como protagonista valeu à pena. Vamos lá?

Ficha Técnica

Título: Princess Peach: Showtime!

 

Data de lançamento: 22 de Março de 2024

 

Desenvolvedora: Nintendo

 

Plataforma: Nintendo Switch

 

Modo: Single player

 

Gêneros: Plataforma, ação e aventura

 

Tradução PT/BR: Sim, texto

Sim, ela merece o papel principal

Não é de agora que os fãs pedem por mais variedade nos games da franquia Mario. Sim, os encanadores bigodudos são icônicos, mas, ao longo das décadas, personagens tão legais quanto eles foram adicionados a esse universo. No entanto, poucos desses receberam a atenção devida.

Esse é o caso da Peach, cujo primeiro e único game solo até então era Super Princess Peach, de 2005. Assim, muita gente aguardava ansiosa por Showtime. Felizmente, o game compensa a longa espera.

No geral, Showtime é um ótimo game. Ele entrega jogabilidade, conceito e designs extremamente divertidos que exploram facetas inéditas da Princesa e desse universo. É quase uma reinvenção da Peach, mas sem descartar os traços da personagem que conquistaram o público em todos esses anos. E ao mesmo tempo que seja possível questionar o quão deslocado esse jogo é do franquia Mario em si, é interessante ver a Princesa completamente fora da sombra dos heróis da franquia.

Nessa aventura, o Teatro Esplendor, onde Peach foi assistir uma peça, é “possuído” por uma força maligna que faz os protagonistas de todas as peças desaparecerem e bloqueia o prédio, não deixando ninguém sair ou entrar.

Com a ajuda de Estela, a guardiã do lugar, a Princesa explora cada exibição, assumindo o papel principal para finalizar o espetáculo e exorcizar os andares do teatro. Assim, o game coloca a heroína em “profissões” diferentes, seja espadachim, ninja, cowgirl, entre outras tantas, explorando uma variedade de estilos de combate e minigames diferentes.

A cada fase, Peach assume um novo papel e, quando você finaliza o andar, um chefão surge. Nesses casos, o game aposta mais em puzzles e plataforma para vencer os boss, mantendo a heroína em sua forma original. Este é o grande forte do jogo: a variedade, a surpresa, deixando o player animado e curioso para a próxima atuação da Princesa.

Claro, nem todas as protagonistas da Peach são estelares. Há aquelas fases e minigames que são infantis ou maçantes demais, mas, considerando o game como um todo, Showtime ainda é bem sucedido. As fases não são tão difíceis ou longas assim para te fazer desistir do jogo só porque uma te desanimou. Na verdade, alguns níveis são tão legais que te fazem correr com os menos interessantes para ver logo o próximo capítulo daquela profissão.

Pessoalmente, a Peach espadachim, ninja e ladra são minhas favoritas, com fases focadas em combate com esquiva, stealth e plataforma. Sem contar o quanto o visual da Peach Ladra parece saído diretamente de Persona 5. Já os níveis da Peach confeiteira, investigadora e patinadora não tem muito para oferecer, são apenas minigames cansativos, com controles duvidosos e pouco propósito.

Ainda, vale dizer que o game também apresenta ótimos design de fase, cenários e trilha sonora, todos inspirados no conceito central de espetáculo e teatro. Não é o jogo mais artisticamente interessante que a Nintendo já criou e Paper Mario faz melhor algumas das coisas presentes em Showtime, mas é o suficiente para não te deixar entediado.

No entanto, este é mais um jogo da Nintendo que sofre com problemas técnicos, como framerate, carregamentos demorados e até algumas travadinhas. É difícil relevar esses problemas, mesmo que não afetem tanto o jogo como um todo, quando é uma falha recorrente nos títulos da empresa. 

Das menores às maiores franquias, projetos novos ou remakes, boa parte dos lançamentos da Nintendo para o Switch trazem essas fraquezas, de títulos aclamados, como os últimos Zelda, ou Pokémon e seus spin-offs. É triste porque parece um descaso com o público, soa como “eles vão comprar de qualquer maneira” e isso mancha jogos super legais. Nenhum jogo precisa ser tecnicamente perfeito, mas o player deveria sentir que houve um mínimo de cuidado com aquele produto.

No fim, sim, em Princess Peach: Showtime! a protagonista entrega um belíssimo espetáculo. Longe de ser perfeito ou o melhor da franquia Mario, mas bom e original o bastante para despertar interesse e render ótimas horas de gameplay. 

 

E, claro, se você é do tipo esperançoso, é uma possível promessa de mais atenção para outros personagens icônicos da Nintendo que também merecem holofote.

 

Portanto, Princess Peach: Showtime! recebe nota 7 da Legião. Depois dessa, ficamos ansiosos aguardando o próximo papel da Peach.

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